Sobre a agressão sofrida pela repórter Monalisa Perrone, da Rede Globo, na última segunda-feira, dia 31/10, enquanto fazia uma entrada ao vivo no Jornal Hoje sobre o tratamento a que está sendo submetido o ex-presidente Lula, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, eu gostaria de dizer que essas reportagens externas ao vivo às vezes são exageradas e desnecessárias.
Eu me lembro da Fátima Bernardes e dos repórteres esportivos da Globo fazendo matérios para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, de madrugada, no meio da rua. num frio intenso. PRA QUE ISSO?. Só para mostar as fachadas dos prédios de Joanesburgo e de outras cidades sul-africanas ao fundo? Que coisa idiota! Às vezes só para dar notícias óbvias. Coisas que eles poderiam fazer muito bem dentro de um estúdio, bem aquecidos e, o que é mais importante, EM SEGURANÇA.
Um repórter, no meio da rua, numa calçada pública, fazendo uma matéria, pode ser alvo fácil para um passante, um transeunte qualquer, meio doido, fazer uma gracinha. Para que colocar uma repórter num local público, externo, à mercê de transeuntes engraçadinhos, só para dar as últimas notícias da saúde do ex-presidente Lula com a fachada do Hospital Sírio-Libanês ao fundo? Só pra mostar que estava ao vivo e no lugar da notícia? Coisa idiota!
Na verdade, esse tipo de flashes ao vivo, com um repórter no meio da rua, do local da notícia, às vezes procurando mostrar até as fachadas dos prédios ou das casas do local, para passar ao telespectador uma sensação de dinamismo e rapidez do jornalismo da emissora, é originário da TV norte-americana do final dos anos 60 e início dos anso 70.
Aliás, a linguagem do telejornalismo, não só no Brasil mas praticamente no mundo todo, é a mesma desde os anos 70. As únicas novidades, hoje, são os gráficos, mapas e animações. O que, em rigor, não são novidades, porque tudo isso que o telejornalismo de hoje faz com computadores, o pioneiríssimo “Jornal de Vanguarda”, da antiga TV Excélsior, fazia com cartolinas, pincéis atômicos e muita criatividade. Portanto, há cerca de quarenta anos que a linguagem dos telejornais não muda.
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