Neste domingo, em que estamos comemorando o Dia das Mães, o mundo ainda se encontra atônico em meio a milhares de casos, confirmados pela Organização Mundial de Saúde, da tal influenza A - H1N1, a conhecida “gripe suína”. Segundo levantamento divulgado nesta manhã, já são mais de 4.500 casos registrados em todo o mundo até agora.
Mas, apesar da tal gripe, a vida continua, e outros assuntos movimentam o Brasil.
A FOLHA DE S. PAULO de hoje traz a manchete “Brasil não tem controle sobre o milho transgênico”. Segundo o jornal, os produtores do Estado do Paraná afirmam não ter estrutura para colher, transportar e estocar a primeira safra de milho transgênico do Brasil de maneira que ela fique separada da produção do milho convencional. Isso demonstra que há um descontrole em relação ao uso de produtos modificados geneticamente na indústria de alimentos no Brasil. Mas o assunto é polêmico. Eu, particularmente, acho um tanto exagerado esse medo com relação a produtos transgênicos. No entanto, como seus efeitos ainda são pouco conhecidos, essa falta de controle realmente me parece extremamente arriscada.
Já o jornal O ESTADO DE S. PAULO traz em sua manchete principal “Agricultura se recupera e pode repetir 2008”. Informa o jornal que a alta recente dos preços dos produtos agrícolas deve injetar pelo menos R$ 6 bilhões de renda no campo neste ano, segundo os cálculos do Ministério da Agricultura. Além disso, consultorias privadas preveem um acréscimo de até R$ 12 bilhões na receita em relação às previsões iniciais, que apontavam queda de 7%. Nos últimos 30 dias, as cotações de soja, algodão e açúcar, por exemplo, subiram 13%, 22%, 18%, respectivamente, nas bolsas internacionais. A recuperação de preços trouxe de volta otimismo ao campo e abriu perspectivas mais favoráveis para o plantio da próxima safra.
O ESTADÃO destaca, ainda, que a mãe do rapaz de 29 anos que contraiu o vírus da “gripe suína” no Rio de Janeiro foi internada ontem com suspeita da doença e pode ser o primeiro caso de transmissão autóctone da doença no País, ou seja, a contaminação entre pessoas que não estiveram em áreas de risco. Isso é preocupante, mas creio que já era previsto pelas autoridades de saúde. Eu já não tenho dúvidas de que a “gripe suína” virá mesmo, e a única coisa a fazer e nos prevenirmos. Espero que o Brasil esteja realmente preparado.
Gostaria que, se e quando a “gripe suína” chegar a Pereira Barreto, nós, aqui, também estejamos preparados. Considerando que o sistema de saúde local é bastante precário, que o único hospital da cidade, a Santa Casa, continua, como sempre, passando por dificuldades, apesar de todos os esforços de minha amiga e colega Nair Haikawa, tenho até medo de pensar nessa gripe aqui, agora. Seria um caos, o mesmo caos que vivemos em 2007 com a violenta epidemia de dengue que tomou conta da cidade naquele ano. O ideal é que se e quando a tal “gripe suína” chegar a Pereira Barreto, a situação já esteja controlado no Brasil todo e já se conheça bem a doença, seu tratamento, formas de prevenção e, principalmente, que já haja uma vacina contra ela.
Com relação à dengue, uma boa notícia para os pereira-barretenses: enquanto outras cidades da região enfrentam, novamente, epidemias de dengue, como é o caso de São José do Rio Preto, que já deve ter quase 500 casos confirmados este ano, Pereira Barreto, conforme informação que me foi passada por um agente sanitário da cidade, só teve um caso este ano, que foi “importado” de outra localidade. Mas o tal agente acrescentou que ainda são encontradas muitas larvas do mosquito em Pereira Barreto.