domingo, 31 de maio de 2009

Terceiro mandato é golpismo

Uma pesquida do Datafolha, divulgada hoje pelo jornal FOLHA DE S. PAULO, aponta que quase metade dos brasileiros são a favor do terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silba. O levantamento foi efetado entre terça e quinta-feira passadas. Uma  eventual  emenda propondo que o atual presidente da República pudesse concorrer, em 2010, a mais um mandato de quatro anos, teria, hoje, o apoio de 47% da população, constatou a pesquisa. O curioso é que, em novembro de 2007, a mesma proposta era rejeitada por 63% dos brasileiros. Só 34% apoiavam a ideia. 

Minha posição quanto a isso, obviamente, é contrária à ideia do terceiro mandato. Apesar de considerar a atual ministra da Casa Civil uma pessoa competente, pelo menos no cargo que ora ocupa, não me passa pela cabeço, pelo menos neste momento, votar em seu nome para a presidência da República em 2010. Eu acho que uma verdadeira democracia tem que passar por alternância no poder, alternância de pessoas, de grupos, de partidos, principalmente em se tratando de um sistema presidencialista, como é o nosso caso, no qual não há como mudar o governo durante  os quatro anos de sua gestão, uma possibilidade que existe num sistema parlamentalista. Essa é a razão pela qual sou um parlamentarista de carteirinha. Por isso, rejeito veementemente a possibilidade de continuísmo no poder. Tem que haver alternâncias. Qualquer ideia de terceiro mandato é golpismo e - por que não dizer? - oportunismo.

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