segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A verdade: a Seleção Brasileira de Futebol perdeu o glamour de antigamente

O jogador Mário Fernandes, de 20 anos, laeral-direito do Grêmio, de Porto Alegre (RS) negou-se a defender a Seleção Brasileira no jogo contra a Argentina, na próxima quarta-feira, dia 28 de setembro, em Belém (PA), pelo Superclássico das Américas. Ele deveria embarcar para a capital paraense na manhã desta segunda-feira, às 5h30min. Mas não apareceu no aeroporto. Por decisão própria, ele se recusou a atender à convocação de Mano Menezes, técnico da Seleção Brasileira de Futebol. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) anunciou que ainda não foi informada oficialmente da decisão do jogador.

Segundo a acessoria de imprensa do jogador, em comunicado oficial, na tarde desta segunda-feira, Mário Fernandes não tem condições psicológicas de defender a Seleção por causa de "problemas particulares responsáveis por uma alta carga de estresse".

Jorge Machado, empresário do atleta, disse que ele não quer ir para a Seleção, que não está se sentindo confortável. Segundo Jorge, o jogador conversou com a diretoria do Grêmio, com o Celso Roth e que a verdade é que ele não quer ir mesmo, não está se sentindo legal. Segundo Jorte, ele acha que não ajudaria, que ele tem uma personalidade muito forte - disse Jorge Machado ao portal GLOBOESPORTE.COM.

Eu não sei se é este o motivo – talvez nem seja isso, mas a verdade, que muita gente na mídia ainda não percebeu, é que a Seleção Brasileira de Futebok há um bom tempo, perdeu o glamour que tinha algum tempo atrás. É duro, para nós brasileiros, reconhecer isso, mas a Seleção Brasileira de Futebol deixou de ser de grande interesse da maioria da população brasileira. Só nas Copas do Mundo mesmo é que esse interesse renasce um pouco, mas de forma muito menos intensa do que ocorrias há alguns anos atrás. Esse declínio vem ocorrendo desde a derrota para a Itália, nas quartas-de-final da Copa do Mundo de 1982, na Espanha.

Quando eu era pequeno, me lembro que, quando havia algum jogo da Seleção Brasileira de Futebol ao vivo na TV, fosse amistoso, eliminatórios para uma Copa do Mundo ou, principalmente, contra a Argentina, o País parava. Minha cidade se enchia de gente vestida de verde-e-amareno, com banderirinhas nos carros, nas porta das casas. O assunto nas rodas das esquinas, nos bares, nos ambientes de trabalho não era outro: o jogo do Brasil, fosse com quem fosse. Amigos e famílias se reuniam, faziam churrasco, colocavam um receptor de TV num lugar estratégico e ia todo o mundo torcer pela Seleção. Hoje, isso só acontece – e olhe lá! – qando é Copa do Mundo.

Aliado ao descrédito da Seleção Brasileira de Futebol, ainda temos a enorme queda no nível técnico dos jogadores de hoje. O nível técnico dos jogadores contemporâneos está tão nivelado por baixo, que, quando aparece algum alguém que seja um pouco acima da média, vira craque para a mídia esportiva.

Além disso, antigamente, um jogador só começava a se projetar internacionalmente se ele apresentasse um bom desempenho na Seleção. Hoje, isso não ocorre mais. Em razão da globalização, a Seleção se tornou, hoje, totalmente dispensável para jogadores que querem atuar no exterior. Maior prova disso é de que a maioria dos atuais grandes ídolos brasileiros do futebol começaram a se projetar internacionalmente bem antes de serem convocados para a Seleção. Muitos já chegaarm ao selecionado brasileiro de futebol já totalmente consagrados como jogadores.

A verdade é uma só: a Seleção Brasileira de Futebol perdeu seu antigo glamour. Isso é bem evidente, como já expus acima. Parece que só alguns setores da mídia, em especial a Rede Globo e Galvão Bueno, não perceberam isso ou fingem que não perceberam – afinal de contas, apesar disso, a Seleção Brasileira continua sendo, ainda, um bom negócio para a Rede Globo.

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Os concursos de Miss recuperam um pouco seu antigo glamour em 2011

Foto: portal G1 (www.g1.com.br)

Os concursos de Miss tiveram o seu auge nos anos 50 e 60, quando eram uma exclusividade no Brasil, dos então poderosos Diários Associados. Inicialmente, não eram transmitidos ao vivo pela TV, mas as participantes e, em especial, as vencedoras tinham suas fotos exibidas, em cores, nas páginas da revista O CRUZEIRO. Já nos anos 60, os concursos locais, de misses estaduais e o Miss Brasil, já eram transmitidos ao vivo pelas emissoras do Grupo Associados. Como não havia, ainda, as transmissões via satélite, os concursos de Miss Universo e Miss Mundo, que então existia, eram exibidos em videotape.

Nos anos 70, os badalados concursos entraram em decadência juntamente com o declínio financeiro dos Diários Associados. Sua exibição, no Brasil, depois do fechamento da Rede Tupi de Televisão, em 1980, passou por várias emissoras e chegou até a deixar de ser exibido aqui por algum tempo. De alguns anos para cá, a Rede Bandeirantes adquiriu os direitos no Brasil e vem exibindo os concursos, com um razoável sucesso.

Este ano, o concurso de Miss Universo foi realizado, pela primeira vez, no Brasil, mais precisamente no Credicard Hall, em São Paulo .

Com um formato bem diferente daqueles dos anos 50 e 60, transmitido para vários países do mundo, com imagens geradas pela rede de TV norte-americana NBC, o concurso, parece que recuperou um pouco o glamour dos velhos tempos. Em vez de aparecerem nas capas de O CRUZEIRO, MENCHETE e FATOS & FOTOS, revistas que não existem mais, elas apareceram, ontem, em tempo real, em transmissão ao vivo, em cores, em alta definição, para praticamente o mundo todo.

No Brasil, o evento foi retransmitido pelo canal pago TNT e pela TV Bandeirantes, que garantiu, com o evento, um excelente segundo lugar na audiência (quase 11 pontos), muito longe, ainda, da líder, Rede Globo, que exibia, no mesmo horário, o filme “Como Viajar com o Mala de Seu Pai”, mas um excelente resultado para a emissora do Morumbi, que raramente consegue sair do quarto lugar no IBOPE, mesmo em transmissões esportivas, que é o carro-chefe da Band.

No Twitter, foi o assunto mais comentado da noite no Brasil. Até celebridades, como a roqueira Rita Lee e o ex-jogador Ronaldo Fenômeno, davam seus pitacos sobre as candidatas durante o concurso.

A Rede Globo não falou sobre o evento em seus noticiários. Mas seus portais de notícias, G1 e Globo.com, deram ampla cobertura ao evento.

O concurso foi vencido pela angolana Leila Lopes, de 25 anos. A candidata brasileira Priscila Machado, também de 25 anos, ficou em terceiro lugar na competição.

Apenas duas brasileiras, até hoje, conquistaram o título de Miss Universo: Ieda Maria Vargas, em 1963, e Martha Vasconcellos, em 1968.

O que ganha uma Miss Universo, em 2011?

Um ano de curso na New York Academy, um ano de despesas pagas como Miss Universo, um ano de acomodação de luxo em Nova York, viagens pelo mundo representando patrocinadores e ONGs e um ano de serviços de beleza e estética. Enfim, um ano de ilusão e fama.

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domingo, 11 de setembro de 2011

A overdose de 11 de setembro na mídia

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Hoje, domingo, dia 11 de setembro de 2011, acordo de manhã, ligo a TV e vejo todos os canais de notícias falando sobre o 10.º aniversário dos atentados terroristas corridos exatamente dez anos atrás. Percorro alguns canais, como Globonews, Bandnews, CNN e até a Globo. O assunto não é outro senão o aniversário dos atentandos de 11 de setembro de 2001.

Entro na Internet e vejo que todos os sites de notícias trazem a data do 10.º aniversário dos trágicos acontecimentos em destaque.

A impressão que me dá é que a grande mídia internacional deseja, no íntimo, que, em comemoração a mais aniversário dos tais atentados, os terroristas radicais islâmicos provoquem outros atentados, ainda mais violentos, a fim de alavancar a audiência das grandes redes de TV e dos principais portais de Internet. O que me parece é que, ao longo desses últimos dez anos, a cada aniversário do 11 de setembro, a grande mídia se frustrava porque os terroristas não apareciam para cometer um novo ato de horror.

Agora de manhã, a CNN, bem como os três canais  brasileiros de notícias (Globonews, Bandnews e Recordnews) fazem cobertura especial sobre a data, com transmissões ao vivo de Nova York e incessante recapitulação dos fatos ocorridos em 11/09/2001. Na edição eletrônica do badalado New York Times, não há outro assunto. No FOLHA.COM, a manchete principal é “Confira minuto a minuto como foram os ataques de 11/09 em 2001”. No G1, portal de notícias ligado à Rede Globo, o título principal é “NY lembra os 10 anos do 11/09; assista” (a gente clica e aparece a programação ao vivo da Globonew). Enfim, há uma overdose de “11 de setembro” na mídia.

É claro que a data é importante. Afinal de contas, em decorrência desses atentados, duas guerras aconteceram (no Afeganistão e no Iraque). Nao podemos, de forma alguma, subestimar os terríveis acontecimentos de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, no contexto histórico e geopolíticos. O que me incomoda é a expectativa na mídia, que me parece explícita, de que ocorram novos atentados para alavancar a audiência, para que um novo show de coberturas e transmissões ao vivo para todo o mundo ocorram.

Eu me lembro muito bem daquele dia fatídico. Eu e meus colegas de trabalho estávamos em greve. Justamente naquele 11 de setembro de 2001, para que nossa paralização não se caracterizasse como abandono de emprego, nós fomos trabalhar, para, no dia seguinte, voltarmos à greve. Na tardinha daquele dia, tivemos uma assembleia geral bastante tensa. Eu voltei para casa extremamente chateado, pois a greve se prolongava, e nenhuma solução havia à vista. Depois de um banho e um jantar leve, liguei a TV e só se falava nos tais atentados terroristas nos Estados Unidos. O número de prováveis vítimas fatais era superestimados: 30 mil, 40 mil, 50 mil. Ao final, felizmente o número foi bem menor: cerca de 3.000 mortes, o que está longe de ser motivo de alegria, mas, obviamente, de um leve alívio.

Eu me lembro de haver ouvido aqueles famosos, velhos e batidos comentários antiamericanistas, culpando a política externa dos Estados Unidos pelo atentado. Mas isso, naquele momento, pouco imortava. Foi uma tragédia e ponto final.

Apesar de ainda serem a maior potência econômica do mundo, é visível que os Estados Unidos estão iniciando um processo de lenta e gradual decadência. Há quem credite essa decadência aos atentados de 11 de setembro de 2001, fato que expôs a fragilidade do poderio norte-americano. Bobagem. A atual decadência econômica e até sociocultural dos Estados Unidos é um fato historicamente natural, que iria acontecer mais cedo ou mais tarde. O fim do comunismo, o surgimento de novos mercados no Leste europeu e no extremo oriente talvez sejam os grandes precursores dessa tranformação. Os atendados de 11 de setembro talvez tenham acelerado um pouco esse processo, mas estão longe de serem a causa.

Apesar de toda essa mobilização da mídia em torno do 11 de setembro, dei uma olhada no Twitter agora de manhã e notei que não há nenhuma hashtag sobre o 11 de setembro entre os tópicos mais comentados. Isso comprava minha tese de que há, sim, uma overdose de 11 de setembro na mídia.