terça-feira, 13 de abril de 2010

Morimbi fora da Copa de 2014

Parece que agora é definitivo: o Morumbi não receberá a partida de abertura da competição e nenhuma outra. Está fora da Copa. Conforme informa o portal IG, a revelação foi feita ao jornal "O Estado de S. Paulo" por um alto executivo da Fifa. Insatisfeito com os projetos de reforma do Morumbi apresentados pela direção do clube desde o ano passado. Na próxma quinta-feira, dia 15 de abril, estará no Brasil o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, que vem ao País em caráter de urgência, para definir o papel do estádio do São Paulo na Copa. Segundo, ainda, o IG, Valcke também vai conferir de perto como estão os demais projetos dos estádios credenciados para abrigar jogos da Copa de 2014 - são 12 sedes no total. Em maio, a Fifa exibirá um vídeo no Brasil com os defeitos técnicos existentes nos projetos do Morumbi. Quer, assim, se eximir de responsabilidade pela exclusão do Estádio Cícero Pompeu de Toledo.

Como a FIFA não aceita dois ou mais estádios numa mesma sede, a entidade já tem um plano B para dar ao Estado de São Paulo o direito de abrir o Mundial de 2014.

Os são-paulinos sempre se orgulharam tanto do Morimbi, da opulência de seu estádio. E agora que ele foi desprezado pela FICA, que o considerou inadequado para sediar jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014?

Por outro lado, qual será esse plano B, heím? Será que vão construir um estádio novo para São Paulo? Vamos aguardar.

sábado, 10 de abril de 2010

Desta vez, o Lula tem razão

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, foi muito criticado, ontem, por declarações que fez durante a abertura de um encontro do PCdoB, realizado na última quinta-feira, em apoio à candidatura de Dilma Rousseff. Lula, que já foi multado duas vezes pela Justiça Eleitoral por fazer propaganda política antes do prazo permitido pela legislação, disse que o destino dos políticos não pode mais ficar correndo de tribunal em tribunal. “Eu acho que nós devemos fazer coisas, como reforma política neste país. Nós precisamos enfrentar esse debate, tirar as nossas diferenças e fazer uma reforma política. Nós não podemos ficar subordinados, a cada eleição, a que o juiz diga o que a gente pode ou não pode fazer. Nós não podemos mais. Então é preciso que a gente assuma um papel de partido político e decida o nosso destino; não ficar permitindo que o nosso destino fique correndo de tribunal pra tribunal.

Muita gente criticou as declarações de Lula. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) ministro Gilmar Mendes, disse ontem, sexta-feira, 09/04, que "todos nós estamos subordinados à Constituição e à lei". Além do ministro Gilmar Mendes, dirigentes de associações representativas da magistratura e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também não gostaram das palavras de Lula. Uma das reações mais veementes foi do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal. "O exemplo vem de cima. Quando o dirigente maior do país praticamente conclama a desobediência civil, a coisa fica séria. Não é assim que se avança culturalmente. É lamentável", repreendeu Marco Aurélio em entrevista à edição on line da revista VEJA. Para o ministro do STF, todos devem se submeter às instituições democráticas. "Os inconformados devem simplesmente atacar as decisões judiciais", afirmou ele.

Eu sou um crítimo voraz do presidente Lula e de seu partido, o PT. No entanto, acho que, desta vez, o presidente Lula foi mal interpretado. A meu ver, ele não fez nenhuma conclamação à desobediência civil, como interpretou o ministro Marcu Aurélio, do Supremo Tribunal Federal.

Em suas palavras, Lula, na verdade, convoca a classe política deste país a promover uma reforma política e, pelo que entendi, consequentemente, a criação de uma legislação eleitoral que não fique mudando a cada eleição e que dê aos candidatos mais segurança jurídica. A atual legislação eleitoral por exemplo, possui vários dispositivos que tornam as campanhas extremamente “engessada”. São regras proibitivas difíceis cumprir. Isso faz com que a Justiça Eleitoral seja constantemente acionada e tenha de interferir nas dispustas, tornando a disputa  eleitoral truncada e juridicamente insegura. Usando uma metáfora futebolística, como sempre faz o presidente Lula, seria como um jogo de futebol truncado, com muita marcação de ambos os times, que tenha um árbitro, rigoroso, que marca faltas a toda hora, por mais insignificantes que sejam, tornando a partida truncada, tirando o brilho e a competitividade do espetáculo.

O Brasil necessida urgentemente de uma reforma política e de uma legialação eleitoral mais estável e realista, que não cause tanta insegurança jurídica. A criação de uma legislação eleitoral para cada eleição, como tem ocorrido nos últimso anos, repletas de dispositivos legais que, além de tornarem as campanhas eleitorais juridicamente instáveis, estão longe de coibirem os abusos no uso do poder econômico e da máquina pública para as disputas eleitorais.

Pelo que entendi, fo isso que o presidente Lula quis dizer. Se foi, desta vez eu estou totalmente de acordo com ele.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Fúria da natureza e incompetência humana

A natureza anda enfurecida. Desde o início deste ano, vem ocorrendo uma sucessão interminável de fenômenos naturais que já  causaram a morte de milhares de pessoa, além de causar muito estrago e destruição. São chuvas torrenciais, tempestades e terremotos, aqui no Brasil e no exterior. A natureza anda, realmente, mal humorada. Mas o que tem ocorrido nos últimos meses não é nenhum “castigo divino”, como podem pensar alguns. É a natureza. Fenêmenos naturais, como tempestades, furacões e terremotos sempre existiram e, obviamente, vão continuar exitindo. Cabe a nós, seres humanos, nos precavermos para que tais acontecimentos naturais não causem tantos danos materiais e, principalmente, humanos.

O que vfem acontecendo no Estado do Rio de Janeiro deste a última segunda-feira é uma prova disso. Neta manhã de quinta-feira, dia 08 de março de 2010, os principais portais de informação da Internet brasileira davam conta de que o número de mortos na tragédia carioca já passa de 160, a maioria absoluta em decorrência de deslizamento de terra, pois são pesosas que moram em áreas de risco.

Poderiam dizer alguns que esse pessoal é imprudente por morar nessas áreas de risco. Como disse Arnaldo Jabor, ontem à noite, em sua participação no Jornal da Globo, essa gente não é imprudente. Essa gente é, na verdade, pobre. Ela não tem opção. São pessoas que ganham pouco, passam por dificuldades. Como elas teriam condições de pagar aluguel ou comprar uma casa num bairro de classe média em uma grande cidade? Se esse pessoal sair dessas áreas onde moram, para onde é que eles vão? Para o Copacabana Pálace?

Cabe ao poder público dar a essa gente condições para que possam abandonar essas áreas de risco e se estabelecerem em locias mais seguros, libres das contantes ameaças de deslizamento quando a quantidade de chuvas passa do limite, como está ocorrendo neste ano.

A maioria absoluta das mortes decorrentes das chuvas torrenciais que estão castigando o Sudeste do Brasil neste ano tem como causa principal o descaso dos governos municipais, estaduais e federal, que, em lugar de implementarem políticas sérias e responsáveis para  suprir o enorme déficit habitacional e evitar que  milhões de pessoas morem praticamente dependuradas em moros, principalmente nas periferias das grandes cidades. Mas os políticos de pantão preferem o clientelismo, a demagogia e os “bolsas-esmolas” da vida, que dão um retorno eleitoral mais imediato.

As eleições gerais se aproximam. É hora de a gente começar a penasr nisso.

domingo, 4 de abril de 2010

A guerra das ditaduras

No último sábado, dia 03 de abril, o canal de TV a cabo, especializado em jornalismo, GLOBONEWS, do Grupo Globosat, apresentou uma interessantíssima entrevista com o General Leônicas Pires Gonçalves, que foi chefe do Estado Maior do 1.º Exército, no Rio de Janeiro, em razão disso, ele dirigia o DOI-CODI, o temido Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Internet, função que passou a exercer em março de 1974 e na qual ficou por dois anos e dez meses. Quando a ditadura militar acabou, em 1985, ele foi nomeado ministro do Exército.

Na entrevista, Leônidas dá sua versão, ou seja, a versão de um militar de alta patente do Exército da época, sobre um dos períodos mais negros de nossa história: a ditadura militar.

Como era um regime de força, a ditadura, obviamente, enfrentou resistências. Seus principasis adversários eram organizações de esquerda, financiadas e treinadas pelos governos cubano e soviético. Mas foi uma luta desigual. De um lado, militares e civiis experientes, bem treinados e extremamente truculentos; de outro, grupos formados, em sua maioria, por jovens de classe média-alta, oriundos das principais universidades do País, iludidos por discursos de esquerda, inexperientes, ingênuos, que mal sabiam segurar um revólver nas mãos. O resultado não poderia ter sido outro: foram massacrados pela repressão. A ditadura foi implacável com seus adversários. O tempo passou, e a ditadura militar caiu de podre em 1985. No final, na guerra entre os defensores de uma ditadura de direita (o regime vigente de 1964 a 1985) e os defensores de uma ditadura de esuerda, quem saiu ganhando mesmo foi a democracia, defendida por gente que não precisou pegar em armas nem se esconder na clandestinidade.

Abaixo, na íntegra, dividido em seus vídeos, com duração total de 48min30seg, a entrevista com o General Leônidas Pires Gonçalves.

PARTE 1

PARTE 2

PARETE 3

PARTE 4

PARTE 5

PARTE 6 (FINAL)

Essa entrevista é, sem dúvida, de valor histórico inextimável. É a história da ditadura sob a ótica de um militar, de quem a defendeu. É sempre bom, também, ouvir o “outro lado”. Dizem que quase sempre a história é sempre contada pelo vencedor. Hoje, graças à democracia e às tecnologias de informação de que dispomos, estamos começando a mudar esse hábito. Podemos, já, ter a versão do vencedor e do perdedor. Assim, podemos fazer um melhor juízo de valor sobre os grandes acontecimentos da vida humana.

No próximo sábado, dia 10 de abril, a GLOBONEWS vai apresentar uma entrevista com o polêmico general Milton Cruz, na qual ele vai apresentar a sua versão dos fatos ocorridos naquele período negro, os chamados “anos de chumbo” da ditadura militar brasileira de 1964-1985.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Estado desonesto e povo inconsequente

Na última quarta-feira, dia 31 de março, o Jornal da Globo veiculou uma matéria interessante, segundo a qual modelos de carros vendidos no Brasil podem ser encontrados no México e na Argentina por preços bem mais baixos que no Brasil. Um modelo, por exemplo, que no Brasil custa R$ 32 mil, é vendido na Argentina pelo equivalente a R$ 22 mil e sai ainda mais barato no México: R$ 18 mil. Se não bastasse isso, muitos carros fabricados aqui mesmo, no Brasil, custam menos lá fora. O mesmo Hatch 1.6, por exemplo, é vendido por R$ 29.500 no Brasil, R$ 24 mil na Argentina e R$ 17 mil no México. O modelo utilitário 2.0 sai por R$ 59 mil no Brasil, por R$ 35 mil na Argentina e R$ 33 mil no México. Por que isso acontece?

Segundo a reportagem do Jornal da Globo, isso se deve, em parte, aos impostos. Na Argentina, a carga tributaria em um automóvel varia de 15% a 20%. No México, 20%. Já no Brasil, fica entre 27% e 40%.

Segundo Letícia do Amaral, diretora do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT, "A carga tributária geral do Brasil é uma das maiores do mundo, ela está ali entre as cinco maiores cargas mundiais".

Mas, par o consultor do marcado automotivo, Marcelo Cioffi, esse não é a única explicação para essa difeenciação nos preços de veículos no Brasil. Mesmo o carro custando bem mais no Brasil, as montadores têm batido recordes de produção e vendas. Isso, segundo Marcelo, ocorre porque as montadoras aproveitam o bom desempenho da economia brasileira para aumentar a margem de seus lucros. "O que influencia o preço é quantos consumidores estão dispostos a comprar. Se você mantém o mesmo preço em outro país que não tem um custo de vida, um poder de compra equivalente ao Brasil, você acaba não vendendo", afirma Marcelo. E ele acrescenta: “Um dos principais fatores que impactam a demanda são o preço do automóvel, renda do consumidor, confiança do consumidor na economia, taxa de financiamento e prazo de financiamento. Porque o que realmente importa é a parcela no final do mês, se a parcela cabe no bolso do consumidor, esse consumidor que deseja ter um automóvel, ele vai continuar comprando".

Segundo informa a matéria do Jornal da Globo, de cada dez carros vendidos no Brasil, pelo menos seis são financiados. A facilidade na compra é decisiva para levar o carro para casa.

Portanto, temos, de um lado, um Estado desonesto, que rouba o cidadão e as empresas, com impostos usuários, mal empregados, cuja maior parte se perde no buraco sem fundo da corrução e do empreguismo; e, de outro lado, um povo consumista e inconsequente, que quer sentir o sabor de dirigir um carro novo, mesmo que tenha que ficar praticamente a vida toda pagando prestações intermináveis.

Este é o Brasil.

Foi dada a largada

Ontem, dia 31 de abril de 2010, osé Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), os dois principais candidatos que disputação o Palácio do Planalto, deram a largada na corrida eleitoral de 2010. Embora a campanha, oficlalmente só comece em junho, ambos já mostraram ontem a munição que deverão utilizar na campanha durante os discursos em que se despediram, respectivamente, do governo de São Paulo e a Casa Civil da Presidência da República.

Segundo informa home o jornal FOLHA DE S. PAULO, em sua matéria de capa, José Serra disse que seu governo não "cultiva escândalos, malfeitos, roubalheira" nem incentiva o "silêncio da cumplicidade", numa referência indireta aos escândalos do governo Lula, como o mensalão, de 2005. Dilma, por sua vez, louvou programas e os índices econômicos de Lula, a quem chamou de "um dos líderes mais populares" do País. Ela criticou os "viúvos do Brasil que crescia pouco, da estagnação", numa menção, também velada, aos tucanos. "Eles não sabem o que oferecer a um povo que tem certeza que sua vida mudou".

É bom a gente ir começando a prestar atenção nessa disputa que ora começa.

Voltando a postar…

Fazia tempo que não postava nada aqui. Assunto até que não faltou, mas é que andei meio carente de inpiração. Mas estou de volta e prometo, doravante, postar fazer com que este blog faça jus ao nome que tem? EM TEMPO REAL.

Depois de tanto tempo “calado”, o que eu poderia dizer, sobre que assunto eu poderia falar. Há tantas coisas a serem discutudas. Tanos fatos ocorreram por este mundo afora nas últimas semanas. Sem dúvida um dos acontecimentos que mais tiveram repercussão foi o julgamento do casal Nardoni. Sobre esse assunto, quero escrever um post a parte. É um caso sério e tem que ser analisado com muita calma.

Vou procurar aproveitar o feriado prolongado para  elaborar as próximas postagens. TEnho muita coisa a dizer, depois de tanto tempo “calado”.