segunda-feira, 29 de junho de 2009

Como seria a história do "Chapeuzinho Vermelho" se ela acontecesse hoje, no Brasil...

Como seria a história de Chapeuzinho Vermelho se ela acontecesse no mundo real, hoje. no Brasil? 
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Avó e neta atacadas por lobo faminto
Caçador consegue salvar as duas a tempo
  
 
Da reportagem local

Uma senhora, com mais de 70 anos, adoentada, e sua neta, de cerca de dez anos de idade, foram atacadas por um lobo, feroz e faminto, na última semana, na região da floresta que circunda a cidade. Os nomes das vítimas não foram divulgados, mas sabe-se que a menina é conhecida na região onde mora por “Chapeuzinho Vermelho”, em razão de seu estranho hábito de usar frequentemente um chapéu vermelho. 

Segundo a polícia, a tal senhora, que mora em uma casa na floresta, estava adoentada, e a sua neta havia ido, naquele dia, à sua residência para levar-lhe alimentos (doces, bolos, frutas, etc.). Quando lá chegou, deparou com o feroz lobo que estava atacando sua avó. Ao ouvir o grito de susto e pavor da menina, o lobo também a atacou. Felizmente, naquele momento, um caçador passava pelo local e ouviu os gritos de “Chapeuzinho Vermelho” e de sua avó. Ele, então, invadiu a casa e matou o lobo, salvando, assim, a vida daquelas duas criaturas indefesas. 

Ao tomar conhecimento dos fatos, o Ministério Público já acionou os pais da menina, que estão sendo processados criminalmente por exporem a filha menor a perigos iminentes, permitindo que esta percorresse, sozinha, com tão pouca idade, caminhos que ficam em regiões da cidade conhecidas por serem de alto risco. Além disso, eles podem ser processado, também, por abandono de idoso, uma vez que a senhora que foi vítima do lobo morava só, em uma pequena casa, em local afastado da cidade. Se não bastasse isso, a casa onde morava a tal senhora é uma construção irregular, localizada em uma região de preservação ambiental. Em razão disso, ela terá de desocupar o imóvel e pode também ser processada.

O caçador que salvou a velha senhora e sua neta foi preso ontem, acusado de crime ambiental e porte ilegal de arma. Ele afirmou às autoridades que atirou no animal para defender a vida da menina e de sua avó. No entanto, entidades de defesa dos animais afirmam que isso não serve de justificativa, pois ele poderia ter usado outros métodos para espantar o lobo, sem a necessidade de sacrificá-lo. “Ele foi covarde e violento. Não havia necessidade de matar o pobre animal. Além disso, aquela senhora mora irregularmente na região, pois trata-se de uma floresta de preservação ambiental. São todos criminosos nessa história, menos o pobre lobo, que estava faminto, e a inocente menina”, disse um ambientalista entrevistado pela nossa reportagem. 

Segundo informações do próprio Ministério Público, a menina atacada pelo lobo deverá ter acompanhamento psicológico por longo período. Uma especialista ouvida por nossa reportagem disse que o que chama também a atenção, no caso da menina atacada pelo lobo, é o seu hábito de usar quase que diariamente um pequeno chapéu vermelho, que teria sido presente de sua avó, igualmente atacada pelo lobo. “Aquele chapéu parece ser uma obsessão para ela. Não há quem a faça tirar aquilo. É um hábito muito estranho, que merece ser estudado. Talvez uma terapia resolva”, disse a especialista. 

Ontem à noite, enquanto o caçador que matou o lobo depunha sobre o caso, uma manifestação, promovida por diversas entidades ambientalistas e de defesa dos animais, com a participação de intelectuais, artistas e políticos de esquerda, ocorria em frente à delegacia de polícia. Faixas com desenhos de lobos e inscrições como “PUNIÇÃO PARA O CAÇADOR COVARDE”, “CADEIA PARA O ASSASSINO DO LOBO”, “PIOR QUE ATAQUE DE UM LOBO FAMITO É ATAQUE À NATUREZA”, entre muitas outras, pedindo punição ao casçador. 

O advogado do caçador deu entrada ontem mesmo com um pedido de “habeas corpus” em favor de seu cliente. O pedido foi negado, e o assassino do lobo deve aguardar o seu julgamento preso. 
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Será que tudo isso é realmente evolução ou é nossa sociedade está ficando complicada e patrulheira demais?.... É bom a gente começar a pensar nisso também....

domingo, 28 de junho de 2009

Comentando...

Já fazia um bom tempo que eu não registrava nada aqui, neste blog. Devo confessar que assunto não faltou. Acho que o que me faltou foi inspiração mesmo. Muitas coisas andam acontecendo por este nosso mundo conturbado. Portanto, não posso alegar falta do que comentar, do que dizer. No entanto, cá estou eu de volta. 

A semana que passou foi bastante agitada. Mas dois assuntos foram destaques na mídia: os escândalos no Senado e a morte do pop star Michael Jackson. 

Sobre os escândalos no Senado, acho melhor nem falar. Vou repetir aqui tudo o que já foi dito a respeito. Não há mais o que ser dito sobre isso. O Senado da República Federativa do Brasio está no fundo do poço. A classe política brasileira nunca esteve tão desmoralizada. O que se vê hoje no Senado é a repetição de tudo o que vem acontecendo de errado e de vergonhoso no cenário político do Brasil nos últimos cento e vinte anos de República. 
      
A morte de Michael Jackson
    
Michael Jackson, que começou sua carreira artística muito jovem, foi, sem duvida alguma, um dos maiores expoentes da música mundial. Foi recordista na venda de discos. Talento para isso não lhe faltava. Além de cantor, ele era compositor, ator, bailarino, produtor, diretor, escritor, poeta, instrumentista, estilista e ilusionista. A revista VEJA desta semana diz que a música popular americana deu origem a três ídolos incontestáveis no século XX: Frank Sinatra, Elvis Presley e Michael Jackson, que teria sido, segundo a revista, o inventor da música pop popular americana. Por mais bobagens que ele tenha feito em sua vida conturbada, por mais excêntrico que ele tenha sido, Michael Jackson tem um lugar garantido na história da cultura e das artes. 

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Comentando...

Nesta quinta-feira, dia 18 de junho de 2009, duas notícias publicadas nor jornais me chamara a atenção. A primeira é um pronunciamento do presidente da República, Luiz Iníacio Lula da Silva. Durante sua visita ao Cazaquistão, na Ásia Central,  Lula criticou o que ele chama de "denuncismo" da imprensa em relação às notícias sobre os últimos escândalos no Congresso Nacional e deu seu apoio ao presidente do Senado, José Sarney. Segundo Lula, "Sarney tem história suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum". 

Realmente, Sarney não é uma pessoa comum. Verdaeeiro "coronel" em seu estado, o Maranhão, dono de um considerável império jornalístico e de emissoras de rádio e TV, ele era arenista assumido, aliado dos generais da ditadura. Em 1984, percebeu que o barco da Arena e da combalida ditadura militar estava afundando, mais que depressa pulou do barco governista e se bandiou para o lado ta tal "Frente Liberal", grupo de antigos aliados da ditadura militar que decidiram apoiar a candidatura de Tancredo Neves à Presidência da República, contra a candidatura de Paulo Maluf pela Arena. Tancredo venceu as eleições indiretas, mas não pôde assumir em razão de sua doença e posterior falecimento. Sarney, seu vice, pegou então carnona na História, como disse certa vez Fernando Collor, e governou este pais por cincos longos anos, período em que foram registrados os mais altos índices de inflação de história brasileira. 

Recentemente, durante matéria do programa CQC no Congresso Nacional, um de seus  integrantes, que fazia a matéria, fez, principalmente para quem conhece bem a história política deste país,  uma inteligentísisma e engraçadíssima pergunta a Saney, que define bem sua trajetória política: "Senador, o Sr. já pensou alguma vez em ser da oposição". 

Lula tem razão. Sarney não é uma pessoa comum. 

Outra notícia que me chamou a atenção nos jornais hoje é a decisão do Supremo Tribunal Federal de abolir a obrigatoriedade da exigência de diploma do curso de Comunicações para o exercício da profissão de jornalista. Dos nove minisro presentes à sessão, oito votaram a favor e apenas um, Marco Aurélio de Mello, votou contra. 

Afinal de contas, o que é preciso para ser um bom jornalista? A primeira exigência, evidentemente, é dominar bem a língua portuguesa e, se possível, uma língua estrangeira, de preferência, o inglês, o que não é indispensável, mas ajuda bastante. Outra exigência, a meu ver, é ter uma boa cultura geral, ser uma pessoa muito bem informada. conhecer bem História, Geografia, ter boa noção de assuntos científicos. Além de tudo isso, o jornalista tem que ter muito bom senso, equilóbrio e, sobretudo, responsabilidade na hora de publicar uma detarminada informação. Há muitos jornalistas bons que não têm curso de Comunicações. Existe por aí muita gente telentosa que, independentemente de curso superior, tem talento e competência de sobra para ser jornalista. Mas é bem melhor que as empresas jornalísticas tenham em seus quadros profissionais que tenham todas essas qualidades e conhecimentos, além de um diploma de Comunicação Social, mesmo que não seja obrigatório. 

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Justificando...

Já faz alguns dias que não posto nada aqui. Não é falta de assunto.  Basta abrirmos os jornais, acessarmos os sites de notícia, ver os noticiários da TV, que vamos encontrar farto material para debatermos aqui. O que tem me faltado é um pouco de tempo e um pouco de ânimo para escreve. A totina nos faz ficar autômatos demais, e isso tira-nos um pouco a inspiração, principalmente para quem trabalha e vive praticamente o dia todo dentro de uma repartição pública onde há excesso de formalismos. 

Mas espero ter tempo e inspiração necessárias para poder expor aqui um pouco do que eu penso. 

Tenha uma ótima segunda-feira. 

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A tragédia do voo 447 - que as mortes não sejam em vão

Um avião moderníssimo, com todos os recursos que a mais avançada tecnologia pode oferecer, pilotado por profissionais experientes, o comandante com mais de onze mil horas de voo. Mesmo assim, a tragécia foi inevitável. Ninguém sabe como nem por quê, mas, no final de uma noite de domingo, em pleno Oceano Atlântico, duzentas e vinte e oito pessoas, homens, mulheres e crianças, perdem a vida de uma só vez, sem que ninguém consiga explicar se a causa teria sido falha humana, falha técnica ou simplesmente a fúria da natureza. 

Isso me faz lembrar do transatlântico Titanic, aquele que era inafundável, que nem Deus poderia afundar, que, em 1912, tinha, além do luxo e do requinte a bordo, possuía o que de mais moderno a tecnologia da época poderia oferecer a um navio de grandes proporções. Mesmo assim, em sua primeira viagem, um choque com um iceberg o afundou, fazendo mais de mil e quinhentas vítimas fatais. 

Parece que, apesar de toda evolução tecnológica, sempre há falhas. Nem poderia ser diferente. Somos seres humanos. Por mais sapiência que tenhamos, somos seres humanos, passíveis de falhas, de erros. O projeto do Titanic, por exemplo, em sua época, parecia perfeito aos engenheiros navais daquele tempo. Era a concepção mais avançada e bem-acabada de um grande navio de luxo. No entanto, aos olhos de engenheiros navais de hoje, o projeto do Titanic é repleto de falhas. 

É a evolução, é o homem aprendendo. O triste disso é que foi preciso que mais de mil e quinhentas pessoas morressem, em 1912, quase todas de hipotermia, nas águas geladas do Atlântico Norte, para que o homem aprendesse a fazer navios mais seguros. Foi preciso que milhares de pessoas morressem para que o homem aprendesse a fazer carros e aviões mais seguros. Esperamos que a terrível perda dessas duzentas e vinte e oito vidas preciosas não seja em vão e que a gente aprebda, com essa tragédia lições que nos façam evitar que mais vidas preciosas como essas também se percam pelas aerovias deste planeta.