quinta-feira, 18 de junho de 2009

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Nesta quinta-feira, dia 18 de junho de 2009, duas notícias publicadas nor jornais me chamara a atenção. A primeira é um pronunciamento do presidente da República, Luiz Iníacio Lula da Silva. Durante sua visita ao Cazaquistão, na Ásia Central,  Lula criticou o que ele chama de "denuncismo" da imprensa em relação às notícias sobre os últimos escândalos no Congresso Nacional e deu seu apoio ao presidente do Senado, José Sarney. Segundo Lula, "Sarney tem história suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum". 

Realmente, Sarney não é uma pessoa comum. Verdaeeiro "coronel" em seu estado, o Maranhão, dono de um considerável império jornalístico e de emissoras de rádio e TV, ele era arenista assumido, aliado dos generais da ditadura. Em 1984, percebeu que o barco da Arena e da combalida ditadura militar estava afundando, mais que depressa pulou do barco governista e se bandiou para o lado ta tal "Frente Liberal", grupo de antigos aliados da ditadura militar que decidiram apoiar a candidatura de Tancredo Neves à Presidência da República, contra a candidatura de Paulo Maluf pela Arena. Tancredo venceu as eleições indiretas, mas não pôde assumir em razão de sua doença e posterior falecimento. Sarney, seu vice, pegou então carnona na História, como disse certa vez Fernando Collor, e governou este pais por cincos longos anos, período em que foram registrados os mais altos índices de inflação de história brasileira. 

Recentemente, durante matéria do programa CQC no Congresso Nacional, um de seus  integrantes, que fazia a matéria, fez, principalmente para quem conhece bem a história política deste país,  uma inteligentísisma e engraçadíssima pergunta a Saney, que define bem sua trajetória política: "Senador, o Sr. já pensou alguma vez em ser da oposição". 

Lula tem razão. Sarney não é uma pessoa comum. 

Outra notícia que me chamou a atenção nos jornais hoje é a decisão do Supremo Tribunal Federal de abolir a obrigatoriedade da exigência de diploma do curso de Comunicações para o exercício da profissão de jornalista. Dos nove minisro presentes à sessão, oito votaram a favor e apenas um, Marco Aurélio de Mello, votou contra. 

Afinal de contas, o que é preciso para ser um bom jornalista? A primeira exigência, evidentemente, é dominar bem a língua portuguesa e, se possível, uma língua estrangeira, de preferência, o inglês, o que não é indispensável, mas ajuda bastante. Outra exigência, a meu ver, é ter uma boa cultura geral, ser uma pessoa muito bem informada. conhecer bem História, Geografia, ter boa noção de assuntos científicos. Além de tudo isso, o jornalista tem que ter muito bom senso, equilóbrio e, sobretudo, responsabilidade na hora de publicar uma detarminada informação. Há muitos jornalistas bons que não têm curso de Comunicações. Existe por aí muita gente telentosa que, independentemente de curso superior, tem talento e competência de sobra para ser jornalista. Mas é bem melhor que as empresas jornalísticas tenham em seus quadros profissionais que tenham todas essas qualidades e conhecimentos, além de um diploma de Comunicação Social, mesmo que não seja obrigatório. 

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