terça-feira, 19 de janeiro de 2010

É possível reconstruir o Haiti?

Eu fiz algumas ovservações, na postagem anterior, sobre uma certa insensibilidade das pessoas, hoje, com relação a tragédias. Mas não sei se, por perceberem que a tragédia que ocorreu no Haiti, no último dia 12 de janeiro, foi realmente séria, percebo que as pessoas começaram a se sensibilizar com o sofrimento odo povo haitiano.

É interesante que, quando, no passado, ouvíamos falar em terremotos, maremotos, guerras, fome, grandes catástrofes pelo mundo afora, a gente se mostrava impressionado, mas era somente uma sensação passageira, porque aquilo tudo estava tão distante de nós, era uma coisa tão abstrata, que nosso dia a dia não era perturbado por fatos ocorridos em lugares tão distantes de nós.

Hoje, as imagens, claras, nítidas, em cores e, para alguns, já em alta definição, chegam tão reais em nossas casas, pela TV e pela Internet, que toda essa distância que havia entre a nossa realidade cotidiana e a realidade dessas regiões longínquias ficam tão pequenas, que nós nos sentimos atingidos por essas tragédias. No último domingo, vi,pelo canal a cabo GLOBONEWS, um programa especial sobre a situação no Haiti, com imagens tão fortes, reais, sem cortes, mostrando aquele povo sofrido sendo atendido por médicos de outros países. Vemos aquelas imagens e dizemos a nós mesmos: isso realmente existe, é real e está acontecendo agora.

No caso do Haiti, a tragédia não foi proprieamente o terremoto. Ele foi violento, forte, correspondente a três bombas atômicas, daquelas que caíram em Hiroshima e Nagazaki no final da II Guerra Mundial. Em qualquer lugar do mundo em que um terremoto daquelas proporções ocorresse, ele causaria muitos danos. Na verdade, o Haiti já é uma grande tragédia por si só. É um país miserável, Sofre as consequências, hoje, de governos tirânicos e corruptos do passado.

A grande pergunta, agora, é: como reconstruir o Haiti?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Menos sensibilidade às tragédias

Diante das últimas tragédias que tê ocorrido no Brasil e no mundo, em especial os deslizamentos em Angra dos Reis e, mais recentemente, o terremoto no Haiti, tenho percebido que, hoje, as pessoas estão menos sensíveis a esse tipo de acontecimento divulgado amplamente pela mídia.

Eu me lento que, quando eu era criança e adolescente, quando se noticiava um grande terremoto em algum lugar do mundo, enchentes, acidentes, etc., a repercussão entre as pessoas comuns era imediata. A gente andava pelas ruas e, durante muitos dias, parecia que não sa falava em outra coisa. Quando havia campanhas, então, para arrecadar alimentos, remédios e até dinheiro para ajudar alguma região em dificuldade, havia toda uma mobilização.

Ou eu estou enganado ou, realmente, as pessoas, atualmente, estão menos sensíveis a esse tipo de notícia. Tenho andando pelas ruas, conversado com pessoas, mantenho contato com muita gente em meu trabalho; no entanto, tenho notado que as pessoas estão reagindo a esses acontecimentos com uma certa frieza ao terremoto do Haiti. Teno visto mais gente comentando sobre os primeiros dias do BIG BROTHER do que sobre a tragédia com os haitianos e com os brasilieros que lá estão.

Será que as pessoas estão se comovendo menos com as desgraças alheias? Será que isso é decorrente da sucessão de tantos acontecientos ruins, o que faz com que um terremoto num país estrangeiro seja algo aparentemente rotineiro?

A impressão que me dá é que a ampla cobertura que a mídia brasileira está dando a esses acontecimentos trágicos, lamentáveis, que ceifaram a vida de milhares de pessoas, não corresponde mais à repercussão que esses fatos causam entre as pessoas comuns.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Administração Arnaldo Enomoto – um ano depois

Neste post, quero falar de minha cidade. Quero expresar minha opinião sobre o primeiro ano da administração de Arnaldo Enomoto.

A eleição do empresário Arnaldo Enomoto para o cargo de prefeito de Pereira Barreto reacendeu as esperanças do povo pereira-barretense. Finalmente, teríamos um prefeito que traria nossa cidade para o século XXI. Um detalhe importante sobre Enomoto era sua inexperiência política. Ele nunca ocupara um cargo público. Como eu disse, neste blog, no ano passado, em qualquer outra situação, isso poderia até ser um ponto negativo em sua biografia. Mas, como em política nem tudo é o que parece ser, esse detalhe em seu currículo foi-lhe bastante favorável. Os políticos tradicionais gozam, hoje, do descrédito da maioria da população. Para os pereira-barretenses que optaram por votar em Arnaldo, havia toda uma expectativa de nova era para o Município. Assim, Arnaldo Enomoto se elegeu com 8.010 votos, ou seja, com a aprovação de quase 54% do eleitorado pereira-barretense. Como os partidos de sua base de apoio – em especial o seu próprio partido, o PSDB – tiveram um desempenho pífio na eleição para vereador, Enomoto não conseguiu obter na Câmara um apoio equivalente à votação que recebeu das urnas, fato que demostrou uma curiosa incoerência dos eleitores de Pereira Barreto.

A incontestável reputação ilibada de Enomoto e seus 8.010 votos davam-lhe autoridade moral e política suficientes para estabelecer, logo de início, um diálogo positivo e aberto com os vereadores, principalmente com os da oposição. Isso lhe daria muito mais segurança e liberdade para governar. Politicamente inexperiente e provavelmente muito mal assessorado, não soube se valer desse trunfo. Oportunidade perdida, hoje, como pude comprovar ouvindo os discursos na última sessão ordinária da Câmara, a maioria absoluta dos vereadores é hostil a Enomoto. Não podemos nos esquecer de que, com todas as deficiências e limitações que lhes possam, porventura, ser imputadas, os vereadores foram legitimamente eleitos e, por lei, representam a população. Por isso, têm autoridade para fiscalizar o prefeito e, em última instância, poder de vida e de morte sobre seu mandato.

Infelizmente, neste um ano de governo, Enomoto não foi capaz de tomar nenhuma medida de impacto, que sinalizasse que Pereira Barreto poderia sair da estagnação em que se encontra há anos. Nossa cidade, há muito, precisa de um choque de gestão. Pelo que temos visto, dentro do quadro político local, não surgiu, até o momento, nenhum político ou liderança com coragem e, sobretudo, competência para fazer isso. Arnaldo Enomoto era a grande esperança dos pereira-barretenses. No entanto, pelo menos no primeiro ano, sua administração foi tímida, apagada, decepcionante.

Um dos grandes problemas de Pereira Barreto é a segurança. Há, já há alguns anos, uma lei aprovada da Câmara de Vereadores implantando uma guarda municipal em Pereira Barreto. Passaram-se os anos, e a tão sonhada guarda municipal, que deveria ter sido implantada durante a apática e anêmica administração de Dagoberto de Campos, até hoje não existe e, pelo andar da carruagem, não será implantada nem na atual gestão. Enquanto isso, o patrimônio público de nossa cidade continua à mercê dos vândalos e a insegurança reina absoluta ne cidade.

Não podemos dizer que a economia de Pereira Barreto está completamente paralisada, pois a implantação da Usina Santa Adélia, em nosso município, deu um novo ânimo à cidade. No entanto, Pereira Barreto precisa urgentemente deixar de ser uma estância turística só “no papel” e se tornar uma estância turística de verdade. Contudo, a cidade não tem, até o momento, uma infraestrutura básica adequada para explorar o turismo de forma efetiva. Além disso, não há sequer uma política de incentivos públicos para que se criem aqui bons hotéis, bons restaurantes, áreas de laser, um comércio mais forte e dinâmico, além de sistemas de saúde e educação dignos de uma cidade preparada para receber turistas. Se Pereira Barreto ainda tem alguma coisa na área de hotelaria e restaurantes, deve isso simplesmente a isoladas e corajosas iniciativas de alguns empreendedores, que, mesmo sem incentivos oficiais, decidiram investir em pousadas e restaurantes. Mas isso ainda é muito pouco.

Mesmo ainda não sendo uma verdadeira estância turística, Pereira Barreto tem como seu grande evento anual na área a travessia do Canal de Pereira Barreto, que atrai esportistas de várias regiões de São Paulo e do Brasil. Trata-se de um acontecimento importantíssimo para Pereira Barreto, uma oportunidade de ouro para a promoção de nosso incipiente turismo. Mas a atual administração fez o favor de cancelar, inexplicavelmente, a edição de 2009 da travessia do Canal. Uma bela forma de promover a cidade. Parabéns!

Além disso, usar na cidade enfeites natalinos de segunda mão, de Santa Fé do Sul, chega a ser humilhante para Pereira Barreto, que, até alguns anos trás, era uma cidade muito maior e melhor que Santa Fé do Sul. Contudo, com o passar do tempo e das administrações municipais, de cá e de lá, Santa Fé do Sul tornou-se uma cidade maior e melhor que Pereira Barreto, em praticamente todos os aspectos.

Arnaldo Enomoto é uma pessoa de conduta irrepreensível, um pereira-barretense digno, da melhor qualidade. Seus assessores, pelo que sei, são pessoas respeitáveis. O que falta nessa administração é um pouco mais de ousadia, de dinamismo, de visão. Eu, que nasci e me criei nesta cidade, desejo que, a partir de 2010, a administração pública de Pereira Barreto dê uma grande arrancada rumo ao progresso, a uma Pereira Barreto digna de se tornar uma verdadeira estância turística.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Plano Nacional de Direitos Humanos

Pois é. Os “gênios” do governo do PT tiveram mais uma ídeia “brilhante”: o Plano Nacional de Direito Humanos, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2009. Ele trata de temas polêmicos, como a revisão da Lei de Anistia, a reintegração de posse em propriedade privadas, a criação de uma comissão para monitorar o conteúdo editorial das empresas de comunicação e outras bobagens. As mudanças na legislação propostas no programa, no entanto, terão ainda de ser submetidas ao Congresso Nacional. A criação do Plano foi formalizada por meio de um decreto, assinato pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 73 páginas, que propõe a criação de 27 leis. alémde cerca de 10 mil instâncias burocráticas, tais como sonselhos, ouvidorias e comitês sobre os mais variados assuntos. Em suma, uma verdadeira festa com o dinheiro público. E não é só isso: o plano prevê ainda mais de 20 campanhas publicitárias nacionais sobre temas como direitos de crianças e adolescentes e direito ao voto. Haja dinheiro para sustentar tudo isso.

Como o plano mexe com muitos assuntos polêmicos, as reações vieram dos mais variados seguimentos da sociedade. A primeira reação veio de dentro do próprio governo. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os comandantes das três Forças Armadas ameaçaram pedir demissão conjunta ao presidente Lula. A revolta dos militares se deveu às propostas de criação de uma comissão “da verdade” para investigar crimes cometidos durante a ditadura e a revogação de leis feitas durante o período de 1964 a 1985 que sejam consideradas contrárias aos direitos humanos. A principal crítica dos militares é que o plano não prevê a investigação de excessos por grupos de esquerda que combateram o regime. Lula deve rever esta parte do decreto.

Outra entidade que reagiu foi a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A presidente da Confederação, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), disse que a proposta é ideológica e preconceituosa contra o agronegócio por prever regras que dificultariam a desocupação de terras invadidas. “Quando o governo apresenta um documento de intenções dificultando e obstruindo a urgência em reintegrar posse e concessão de liminares de certa forma está apoiando os movimentos criminosos que invadem terras. Isso nós não podemos permitir”, protestou a senadora.

O plano foi criticado, também, pela Associação Brasileira das Empresas de Rádio e Televisão (Abert). O plano propõe criar uma comissão para monitorar o conteúdo editorial das empresas de comunicação. Há previsão também de penalidades como multas, suspensão da programação e cassação para empresas de comunicação, que o governo considerar que violam os direitos humanos. “Qualquer iniciativa que visa criar uma comissão que controle, que acompanhe ou que interfira no conteúdo editorial das empresas de rádio e televisão é, do nosso ponto de vista, uma forma de censura e uma forma de interferência na liberdade de expressão e na liberdade de imprensa”, afirma o presidente da Abert, Daniel Slaviero.

A oposição, obviamente, também reagiu. "É mais do que uma intervenção do governo. É uma intervenção absolutamente antidemocrática e contra as liberdades fundamentais”, diz o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Em resposta às críticas, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos informou que o programa é resultado de um amplo e longo processo de debates com a participação da sociedade civil e do poder público e que reflete as demandas da sociedade brasileira na sua pluralidade.

Querer alterar a Lei de Anistia, hoje, trinta anos depois, é um despropósito. Tudo bem que a lei nos foi imposta goela abaixo pela ditadura. No entanto, mexer nessa ferida, agora, é algo bastante complicado. Afinal de contas, quem dos prováveis torturadores, hoje, poderia ser punido? Se houver, serão pessoas tão idodas demais para enfrentar um tribunal. Quem teve a obrigação moral de rever essa lei foi José Sarne, que chefiou o primeior governo pós-ditadura. Agora? Pode até não ser, mas cheira a revanchismo. Afinal de contas, um dos criadores da ideia, o secretário especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, foi ativista de esquerda, nos tempos da ditadura. Ele pertencia à Aliança Libertadora Nacional, uma organizalção guerrilheira clandestina de esquerda, que lutava para implantar uma ditadura comunista no Brasil.

O plano também prevê facilidades para grupos que invadem terras, como o MST, Movimento dos Trabalhadores Ruais Sem Terra, uma grupo clandestino que diz lutar pela reforma agrária. Em vez de punir os crimes praticados por esses movimentos, o governo que criar um dispositivo legal que o estimule ainda mais.

Proporriar a criação de uma comissão para monitorar o conteúdo editorial das empresas de comunicação, bem como aplicar penalidades a essas empresas, como multas, suspensão da programação e até cassação, em razão de conteúdo que o governo considerar que violam os direitos humanos me parece ser tão descabido e absurdo como se alguem propusesse a volta da censura em nosso páis.

Enfim, trata-se de uma ideia de intenções duvidosas, que tem mais um viés ideológico do que a criação de leis que realmente proteja a sociedade de desrespeitos aos direitos humanos.

O que me deixou mais preocupado é que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou, no domingo, dia 10 de janeiro, uma manifestação de apoio ao terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos e ao secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannucchi, que fez birra e ameaça deixar o cargo caso o documento apresentado no dia 21 de dezembro sofra alguma alteração. Que menino birrento!


sábado, 9 de janeiro de 2010

Boris Casoy e os garis

Na abertura da edição do JORNAL DA BAND, da Rede Baideirantes de Televisão,  do dia 31 de dezembro, depois do anúncio de uma matéria que o  noticioso faria sobre o sorteio da Mega Sena da Virada, asssim que dois garis que aparecem no vídeo desejando aos telespectadores um feliz 2010, sem perceber que o áudio estava aberto, o jornalista Boris Casoy fez um comentário irônico, grostesto e preconceituoso sobre as felicitações dos garis. Ele disse: "Que merda! Dois lixeiros desejando felicidades... do alto de suas vassouras. Dois lixeiros. O mais baixo da escala do trabalho". Veja.


Na edição do dia 1.º janeiro, sexta-feira, no entanto, Boris Casoy pede desculpas, um pedido frio e não convintente. Veja.


Para mim, como diz aquela velha e surrada frase, a emenda ficou pior que o soneto.
Como qualquer pessoa que julgo de bom senso, fiquei indignado com a postura do jornalista Boris Casoy. Fiquei decepcionado com ele, pois sempre admirei seu trabalho como jornalista. Realmente, Sr. Boris Casoy, isso que o senhor, no íntimo, deve pensar dos garis e de ostros profissionais que estão “no mais baixo da escala do trabalho” é uma vergonha. Espero que o Sr. reflita bem e mude seus conceitos.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Viajando pelo tempo

No exato momento em que estou escrevendo este texto, estou em frente à TV vendo a minissérie sobre a vida de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins. Não é que a vida desses dois nomes da música brasileira me interesse tanto. O que ma atrai nesse tipo de programa é a reconstituição histórica. A história da minissérie DALVA E  HERIVELTO, UMA CANÇÃO DE AMOR se passa nos anos 30, 40, 50, 60 e início dos anos 70. Tem gente que adora viajar por vários lugares. Isso é bom, mas viajar pelo tempo também é fascinante. O que chama a atenção não são necessariamente os fatos históricos relevantes, mas  o dia a dia de uma época, a vida cotidiana, as coisas comezinhas.

Nessa minisséria, temos um pouco de contato com o Brasil, mais especificamente o Rio de Janeiro, dos anos 30, 40, 50 e 60. A históra nos apresenta a vida de um casal de artistas daqueles tempos dourados, a era de ouro do rádio, quando não havia televião. Naquel tempo o rádio era o grande meio de comunicação. A Rádio Nacional do Rio de Janeiro representava para os brasileiros o que a Rede Globo é hoje.

Um fato bem interessante contado na minissérie DAVAL E HERIVELTO é quando, em 1946. o presidente Eurito Gaspar Dutra toma posse e, logo em seguida, promulga uma lei proibindo os cassinos no Brasil. Isso, obviamente, acabou com o famoso Cassino da Urca, do Rio de Janeeiro, onde a maiores dos grandes artistas brasileirsos se apresentavam. Na verdade, os dois grandes empregadores de artistas no Rio de Janeiro naquela época eram a Rádio Nacional e o Cassino da Urca. Isso obrigou, como é bem retratado na minissérie, os cantores e humoristas a começarem a viajar pelo Brasil e pelo exterior, em busca de novas oportunidades de trabalho.

Claro que, ao assistir a um trabalho desse, a uma minisséria que se propõe a contar a vida de uma personagem histórica, há que se ter um certo cuidado em buscar informáções em outras fontes sobre os fatos narrados por essas séries. Os autores costumam teperar o enredo com um pouco de ficção. Além disso, mesmo que involuntariamente ou até inconscientemente, uma postura um pouco tendenciosa da narração. No caso da minissérie DALVA E HERIVELTO, o compositor Herivelto Martins ven sendo tratado, pelo menos até o capítulo de ontem, dia 07/01, como uma espécie de vilão da história; enquanto isso, a cantora Dalva de Oliveira é apresentada como o mais puro dos seres humanos. Pode ser que isso mude? Talvez.

Como eu disse, meu interesse pela miniss[erie prende-se mais à reconstituição histórica e do cotidiano de uma outra época, de outros tempos. No entanto, podemos falar um pouco dos personagens principais da minissérie, a título de curiosidade.

Herivelto Martins era cantor, mas ele se destacou mesmo como compositor. Já Dalva de Olveira, cujo nome verdadeiro era Vicentina, era somente cantora, e das boas. Ela tinha uma voz bem afinada. Na minha opinião, ele e Elis Regina foram as duas melhores cantoras da música popular brasileira de todos os tempos. O grande problema da maioria das músicas gravadas por Dalva é que elas, se regravadas hoje, dificilmente fariam sucesso. Eram sambas-canções e boleros melosos, recheadas de palavras que  hoje já não se usam mais, de tristeza pelo amor fracassado e de dor de cotovelo. Pode até ser que, na voz de Bruno e Marrone, uma ou outra música originalmente gravada por ela consiga se destacar se regravada hoje.

Para quem quiser conhecer mais sobre Dalva de Oliveira e Herivelto Martins, a Internet está repleta de informa’~oes sobre os dois. No You Tube, há vários vídeos com imagens de Dalva de Oliveira, que morreu em 1972, e de Herivelto Martins, que faleceu em 1992.
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Prejuízo das chuvas e a dengue

Segundo o jornal FOLHA DE S. PAULO, em sua edição de hoje, as chuvas que estão castigando o Sul e o Sudeste do País já causaram um prejuízo de R$1 bilhão aos cofres públicos. Já não chegam as falcatruas, as maracutaias, agoram vem tambám a natureza, com sua histeria de verão sugar o dinheiro de nossos impostos.

No entanto, temos de admitir que boa parte dos prejuízos financeiros e, principalmente, as perdas em vidas humanas, 138 até agora, poderiam ser evitadas se o poder público cumprisse, com mais competência e responsabilidade, suas obrigações. Construções inadequadas, muitas delas em áreas sabiamente de risco e falta de infraestrutura urbana básica poderiam evitar muitas tragédias, mesmo com um volume de chuva tão intenso como o deste verão.

Em nossa cidade, devido à sua topografia, as chuvas causam poucos problemas semelhantes ao que vem ocorrendo em outras regiões do Estado. No entanto, devido ao volume de chuva e ao forte calor, a preocuação é a dengue. Mas, nesse aspecto, a responsabilidade é mais da população do que do próprio poder público. Campanhas para conscientizar as pessoas sobre os métidos extremamente simples de combate ao mosquito causador da doença não faltam. O detalhe é que as medidas preventivas são simples e resume-se numa palavra: limpeza.

Sobre a venda de Tylenol nas fermácias de Pereira Barreto, enviei um e-mail à direção do DIÁRIO de Pereira Barreto. Pedi a eles, por ser um jornal, o mais lido da cidade, que procurassem confirmar, com médicos e com a Vigilância Sanitária, a veracidade da informação sobre o uso de Tylenol no tratamento da dengue. No entanto, parece que minha solicitação foi ignorada. Uma pena. Quem perde com isso é a população, que deixa de ser adequadamente informada.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

“Rebelião” do clima

O clima realmente parece estar louco neste início de 2010. Inverno rigoroso no Hemisfério Norte e chuvas e muito calor por aqui. As tragédios ocorridas nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul nos últimas dias dão uma amostra do poder de destruição da natureza.
No entanto, não se pode creditar ao clime e ao aquecimento global as tragédias ocorridas no Rio de Janeiro, especialmente em Angra dos Reis. Aquela região da Serra do Mar é muito chuvosa e as regiões de encostas são sabidamente impróprias para a construção de moradias.

Em São Luís do Paraitinga, no Estado de Sã Paulo, além da maioria dos habitantes da cidade, perdeu também o patrimônio histórico. Praticamente todas as construções antigas da cidade foram danificadas ou totalmente destruídas pela grande inundação que ali ocorreu.

Ontem, dez pessoas desapareceram depois que uma ponte do rio Jacuí, em Agusdos, a 250 km de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, dababou. Um dos desaparecidos, inclusive, é o vice-prefeito da cidade, Na hora do desabamento, havia vinte pessoas no local, dessas, 8 foram resgatadas pelos bombeiros. O que elas estavam fazendo aglomeradas ali? Estavam simplesmente vendo e fotografando a cheia do rio.

A natureza parece ter começado o ano furiosa com o homem.

Contato: gilmargrespan@gmail.com.br

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Dengue volta a assustar Pereira Barreto

A edição de hoje, dia 05/01/2010, do jornal DIÁRIO DE FATO apresenta algumas reportagens sobre a dengue, que, três anos depois de uma grande epidemia na cidade, com mais de mil casos, volta a assustar os pereira-barretenses. Segudo o jornal, de dezembro do ano passado até o momento, são 16 casos confirmandos e 57 suspeitos notificados da doença na cidade. Segundo o DIÁRIO, como a maioria do número de contaminados e notificados está concentrada apenas em alguns bairros da cidade, a Vigilância Sanitária nega que já haja um surto de dengue em Pereira Barreto, mas já está trabalhando como se houvesse uma epidemia. O número de agentes de saúde visitando as casas aumentou consideravelmente no final do mês de dezembro de 2009 e a tendência, de acordo com o setor, é de aumentar ainda mais nos próximos dias. 

TYLENOL - CONTRAINDICADO PARA DENGUE

O jornal informa, ainda, que, devido aos casos de dengue na cidade, aumentou a venda do medicamento Tylenol nas farmácias de Pereira Barreto, o que é preocupante, porque, segundo matéria da revista de ciências e cultura geral da Editora Abril SUPERINTERESSENTE, edição n.º 273, de dezembro de 2009, na página 47, o paracetamol, vendido no Brasil com as marcas Tylenol e Sonridor, é contraindicado em casos de dengue, pois essa doença faz com que o fígado pare de fabricar uma enzima que metaboliza o paracetamol, que, em razão disso, fica acumulado no organismo, o que pode levar o paciente à morte. A matéria informa, ainda, que o paracetamol (Tylenou, Sonridor) deve ser evitado, também, pelo mesmo motivo, por doentes de hepatite e por quem consome bebidas alcoólicas em excesso. O autor da matéria chega até a fazer uma observação irônica no final do texto, dizendo que tomar Tylenol para aliviar ressaca é uma péssima ideia.

A revista SUPERINTERESSANTE não é especializada em assuntos de saúde, mas é uma publicação séria, idônea e respeitável da Editora Abri e, obviamente, não iria publicar uma informação dessa sem nenhuma fundamentação médica. Portanto, o melhor é ficar atento, não se automedicar e seguir rigorosamente orientação médica.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Iniciando 2010

Há já algum tempo que não postava nada nesge blog. Esta é a primeira postagem de 2010. Aliás, a partir de agora, pretendo tornar as postagens mais frequentes, de preferëncia, diárias. Vamos ver se sobram assuntos para a gente debater aqui.

Sobre 2009, devo confessar que, para mim, particularmente, foi um ano tranquilo, sem sobressaltos. No entanto, devo admiktir que foi um ano decepcionante politicamente. Eu esperava muito mais do prefeito eleito de Pereira Barreto, Arnaldo Enomoto. Eu achava que ele seria um prefeito mais dinâmico, arrojado, administrativamente ousado. No entanto, sua administração, pelo menos neste primeiro ano, foi tão apática e anêmica quando a de seu antecessor, Dr. Dagoberto de Campos. Mas eu torço para que sua administração dê certo e coloque, finalmente, Pereira Barreto no século XXI. Atributos intelectuais e morais para isso náo faltam a Arnaldo Enbomoto e sua quipe. Aguardemos.

O ano que ora se inicia promete ser bem agitado. Teremos Copa do Mundo de Futebol, que neste ano será realizada na África do Sul, e eleições gerais, ou seja, para presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Vamos torcer para que o Brasil consiga o hexacampeonato e que os leitores brasileiros votem com consciência e sabedoria.

Enfim, FELIOZ 2010.

Contato: gilmargrespan@gmail.com