Eu fiz algumas ovservações, na postagem anterior, sobre uma certa insensibilidade das pessoas, hoje, com relação a tragédias. Mas não sei se, por perceberem que a tragédia que ocorreu no Haiti, no último dia 12 de janeiro, foi realmente séria, percebo que as pessoas começaram a se sensibilizar com o sofrimento odo povo haitiano.
É interesante que, quando, no passado, ouvíamos falar em terremotos, maremotos, guerras, fome, grandes catástrofes pelo mundo afora, a gente se mostrava impressionado, mas era somente uma sensação passageira, porque aquilo tudo estava tão distante de nós, era uma coisa tão abstrata, que nosso dia a dia não era perturbado por fatos ocorridos em lugares tão distantes de nós.
Hoje, as imagens, claras, nítidas, em cores e, para alguns, já em alta definição, chegam tão reais em nossas casas, pela TV e pela Internet, que toda essa distância que havia entre a nossa realidade cotidiana e a realidade dessas regiões longínquias ficam tão pequenas, que nós nos sentimos atingidos por essas tragédias. No último domingo, vi,pelo canal a cabo GLOBONEWS, um programa especial sobre a situação no Haiti, com imagens tão fortes, reais, sem cortes, mostrando aquele povo sofrido sendo atendido por médicos de outros países. Vemos aquelas imagens e dizemos a nós mesmos: isso realmente existe, é real e está acontecendo agora.
No caso do Haiti, a tragédia não foi proprieamente o terremoto. Ele foi violento, forte, correspondente a três bombas atômicas, daquelas que caíram em Hiroshima e Nagazaki no final da II Guerra Mundial. Em qualquer lugar do mundo em que um terremoto daquelas proporções ocorresse, ele causaria muitos danos. Na verdade, o Haiti já é uma grande tragédia por si só. É um país miserável, Sofre as consequências, hoje, de governos tirânicos e corruptos do passado.
A grande pergunta, agora, é: como reconstruir o Haiti?

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