domingo, 31 de outubro de 2010

Dilma está eleita, mas Serra vence em Pereira Barreto

Veja, abaixo, os resultados em Pereira Barreto, Suzanápolis e Sud Menucci

Dilma se elegeu presidente. Mas, a exemplo do que ocorreu no Estado de São Paulo, em Pereira Barreto, o candidato à Presidência José Serra, do PSDB, foi mais votado que Dilma Rousseff, do PT. Veja os números, divulgados pela Justiça Eleitoral.

Com as 55 (100%) das urnas apuradas, é o seguinte o resultado na 88.ª Zona Eleitoral de Pereira Barreto:

- José Serra (PSDB) – 7.,771 votos = 54,97%
- Dilma Rousseff (PT) – 6.365 votos = 45,03%
- Votos em branco:  291 (1,97%)
- Votos nulos:  363 (2,45%)
- Abstenção: 26,31%

No vizinho município de Suzanápolis, no entanto, quem venceu foi Dilma. Veja os números:

- Dilma Rousseff (PT) – 1.241 votos = 60,80%
- José Serra (PSDB) – 800 votos = 39,20%
- Votos em branco: 51 (2,37%)
- Votos nulos: 61 (2,83%)
- Abstenção:  16,65%

Em Sud Menucci, também venceu Dilma Rousseff.

- Dilma Rousseff (PT) – 2.758 votos = 54,80%
- José Serra (PSDB) – 2.126 votos = 45,20%
- Votos em branco: 126 (2,55%)
- Votos nulos: 113 (2,29%)
- Abstenção:  19,40%

QUEM GANHOU EM ALGUSN DOS MUNICÍPIOS DA NOSSA REGIÃO?

ANDRADINA Serra  com 53,75% dos voto;
ILHA SOLTEIRA, Dilma, com 53,62% dos votos;
MIRANDÓPOLIS, Serra, com 51,93% dos votos;
JALES, Serra, com 57,50% dos votos;
ARAÇATUBA, Serra, com 62,23% dos votos
AURIFLAMA, Dilma, com 59,92% dos votos;
BIRIGUI, Serra, com 63,21% dos votos;
CASTILHO, Dilma, com 64,54% dos votos;
FERNANDÓPOLIS, Dilma, com 55,95% dos votos;
GASTÃO VIDIGAL, Dilma, com 63,07% dos votos;
GENERAL SALGADO, Serra, com 51,38% dos votos;
GUARAÇAÍ, Dilma, com 52,30% dos votos;
GUZOLÂNDIA, Dilma, com 62,78% dos votos;
MONTE APRAZÍVEL, Serra, com 53,44% dos votos;
MURUTINGA DO SUL, Serra, com 50,69% dos votos;
NHANDEARA, Serra, com 61,28% dos votos;
PALMEIRA D’OESTE, Dilma, com 55,10% dos votos/
S.J. DO RIO PRETO, Serra, com 60,67% dos votos/
VOTUPORANGA, Serra, com 62,14% dos votos;
PRES.PRUDENTE, Serra, com 62,88% dos votos;
TRÊS LAGOAS (MS), Dilma, com 53,68% dos votos;
SELVÍRIA (MS), Dilma, com 60,17% dos votos;
STA. FÉ DO SUL, Serra, com 58,27%

Fonte: Justiça Eleitoral

Acabou!!!!!!!!!

Bom!... Chegamos ao final de mais una campanha eleitoral.

Neste domingo, dia 31 de outubro de 2010, cerca de 135 milhões de brasileiros devem se dirigir às suas seções eleitorais para escolher entre José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). Quem conseguir o maior número de votos ocupará a Presidência da República Federativa do Brasil, de3 1.º de janeiro de 2011 a 31 de dezembro de 2014, se não houver, obviamente, nenhum percalço pelo caminho.

Logo mais à noite, neste blog e pelo http://twitter.com//TR_gilgrespan, estarei acompanhando os primeiros resultados da eleição presidencial e comentando aqui.

Acho que a gente já sabe quem vencerá esta eleição. Não há a menor dúvida de que Dilma Rousseff. As pesquisas são unânimes. Na noite de ontem, foram divulgadas pesquisas do IBOPE e do DATAFOLHA. Em ambas, a diferença de Dilma para Serra é bastante ampla.

Para nós, brasileiros, independentemente de quem ganhar, a grande notícia deste domingo é o fim da campanha, das baixarias, do xingamento, da briga de órgãos da mídia. Vamos, finalmente, ter paz. A vida volta ao normal amanhã.

Bom voto!

domingo, 24 de outubro de 2010

A eleição e a grande mídia

eleicao_midia

Um fato curioso da atual campanha eleitoral é o intenso envolvimento de certos órgãos de imprensa na disputa. Desta vez, jornais, revistas e emissoras de TV estão assumindo, sem nenhum constrangimento, suas posições com relação ao segundo turno da eleição presidencial, que acontecerá no próximo dia 31 de outubro.

A revista semanal VEJA, publicada pela Editora Abril, há muito assumiu uma postura bastante crítica em relação ao atual governo. São raras as edições em que VEJA não apresenta uma denúncia contra a administração federal. Entre seus articulistas, estão dois dos mais severos antilulistas da mídia brasileira: Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi. Durante a atual campanha eleitoral, assumiu, desde o início, uma posição de explícito apoio ao candidato do PSDB e de combate à candidatura de Dilma Rousseff., não só em sua edição impressa semanal, mas também em sua versão on line, que é atualizada constantemente.

A concorrente mais direta de VEJA, a revista semana ISTO É, da Editora Três, assumiu postura totalmente oposta e tomou o partido da candidata do PT, Dilma Rousseff. Em sua última edição, por exemplo, imitou a capa de sua concorrente da semana retrasada, como se pode ver na figura que encabeça este post. A revista VEJA, publicou, em sua edição de 13/10/2010, a capa da revista dividida em duas partes: a superior, com fundo vermelho e uma foto de Dilma, apresenta um trecho do texto em que a candidata do PT defende a descriminalização do aborto; a parte inferior, com fundo brando, de cabeça para baixo traz a foto de Dilma, o logotipo da revista e um trecho do texto em que a candidata petista se manifesta contrária ao aborto. A capa tinha por fim demonstrar a incoerência de Dilma com relação ao assunto.

A revista ISTO É, por sua vez, para irritar a concorrente, fez o mesmo com José Serra, ao apresentar, como em VEJA, a página dividida em duas partes, uma superior, com fundo azul (provavelmente por ser essa a cor do PSDB), com a foto de Serra e um trecho em que ele afirma não conhecer Paulo Preto; na parte inferior, com fundo branco, também de ponta cabeça, aparecem a foto do candidato tucano, o logotipo da revista e uma frase de Serra em que ele diz conhecer, sim, Paulo Preto e que este é considerado muito competente.

O jornal O ESTADO DE S. PAULO, um dos mais antigos do País, muito criticado por seu conservadorismo, em editorial, assumiu sua preferência por José Serra. A FOLHA DE S. PAULO, por sua vez, procura manter uma certa neutralidade, no entanto, tem apresentado frequentes reportagens denunciando irregularidades no atual governo petista, o que faz os adeptos da candidatura de Dilma Rousseff acharem que a FOLHA é a favor do candidato tucano. No entanto, a simples divulgação de matérias denunciando possíveis abusos do governo, por si só, não caracteriza um apoio explícito da FOLHA à candidatura tucana, mas percebe-se, nas entrelinhas, uma certa tendência em favor da candidatura tucana.

Por causa da legislação eleitoral, o noticiário das emissoras de TV sobre a disputa eleitoral tem de ser bem restrito. Mesmo assim duas emissoras têm sido acusadas de tomarem partido na disputa.

A Rede Globo tem sido acusada de apresentar matérias muito mais generosas ao candidato do PSDB. Recentemente, por exemplo, a Globo exibiu uma reportagem em que José Serra visitava obras viárias nas imediações da cidade de São Paulo. Mas a emissora foi acusada de omitir, de modo intencional, uma manifestação de protesto contra o governo estadual que ocorriam nas proximidades onde Serra estava. Durante o primeiro turno, ao apresentar entrevistas com os principais candidatos durante o Jornal Nacional, Willian Bonner e Fátima Bernardes foram acusados de serem extremamente maleáveis com o candidato do PSDB, mas de serem implacáveis com a candidata petista. O curioso disso é que, já no segundo turno, houve uma inversão: foram bem mais maleáveis com a candidata petista, mas, ao entrevistarem José Serra, na noite seguinte, Bonner e Fátima foram mais incisivos com o tucano. Recentemente, no caso da agressão a José Serra, no Rio de Janeiro, o SBT mostrou que só havia sido atirada uma bolinha de papel na cabeça de Serra. A Globo, no entanto, tentou convencer os eleitores de que a agressão, com um objeto mais pesado, teria ocorrido, na verdade, quinze minutos depois que a tal bolinha de papel atingira Serra. Para assegurar que sua tese era autêntica, a Globo levou as imagens para o perito Ricardo Molina, da UNICAMP, que, ao ver as imagens, confirmou a tese defendida pela reportagem da Rede Globo.

A TV Record, por seu turno, não poderia ter assumido outra posição. Como a emissora é ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, uma vez que seu líder maior, o empresário Edir Macedo, é o proprietário da emissora, a Record tem assumido uma posição mais favorável à candidata petista, Dilma Rousseff, embora procure não demonstrar isso muito claramente em seus telejornais. Ocorre que os candidatos ligados à Igreja Universal são filiados, em sua maioria, ao Partido da Repúbica (PR) e ao PRB (Partido Republicano Brasileiro), que fazem parte da base aliada do governo federal e, também, da coligação que apoia Dilma.

Também entraram na briga, setores poderosos da mídia religiosa. Por causa das posições petistas em favor do aborto, poderosas vozes do mundo midiático religioso têm se voltado contra o PT e sua candidata, Dilma Roussef.

O padre José Augusto, da Comunidade Canção Nova, uma organização religiosa, com base na cidade de Cachoeira Paulista (SP), ligada à Renovação Carismática, um movimento católico ultraconservador que surgiu nos Estados Unidos no final da década de 60, tem feito duras críticas à candidata petista e seu partido e pedido aos fiéis que não votem em candidatos e em partidos que sejam a favor do aborto. As manifestações do padre foram tão duras, que a direção da TV Canção Nova teve de intervir e divulgar uma nota dizendo que a opinião do padre José Augusto não refletia exatamente a opinião da emissora.

Outro conhecido líder religioso que tem se manifestado frequentemente em seus programas de TV é o pastor carioca Silas Malafaia, da Igreja Assembleia de Deus “Vitória em Cristo”, do Bairro da Penha, no Rio de Janeiro. Malafaia, que, além de ter programas em vários canais TV, como Band e Rede TV, todos em rede nacional, é dono, ainda, da Editoral Central Góspel, que publica bíblias, livros, CDs e DVDs sobre assuntos religiosos, que são vendidos, também, para evangélicos de outras denominações evangélicas. Por causa disso, o pastor Malafaia é muito respeitado por boa parte da dessa comunidade religiosa brasileira. Mas Malafaia não é uma unanimidade nesse meio. Seu maior desafeto é o pastor e escritor Caio Fábio d'Araújo Filho, ex-pastor da Igreja Presbiteriana, que hoje dirige a estação do Caminho da Graça, em Brasília, que frequentemente faz duras críticas a Malafaia na mídia.

Orador hábil, Malafaia é um feroz combatente dos que defendem a legalização do aborto. Em seus programas de TV, ele criticou severamente os petistas por defenderem a descriminalização do aborto. Além disso, também dirigiu suas baterias à Marina Silva, pelo fato de a candidata, evangélica que é, não ter assumido uma postura mais dura contra o aborto em sua campanha. Em razão disso, Malafaia, já no primeiro turno, apoiou o candidato tucano José Serra.

O grande problema disso tudo é que quem lê VEJA, ISTO É, FOLHA DE S. PAULO, O ESTADO DE SÃO PAULO, etc., na maioria das vezes, tem senso crítico mais apurado e não se deixa manipular pelos eventuais textos tendenciosos que lê. No entanto, temos de reconhecer que a maioria da população brasileira não lê jornais nem revistas, mais por falta de interesse e por preguiça mental do que por falta de dinheiro. Esse enorme contingente de brasileiros só vê o mundo pela tela da TV, cujos noticiários são ruins e tendenciosos. Esse público televisivo, em sua grande maioria, tem um horizonte intelectual limitado, pela pouca escolaridade, e se informa pelo ouvir dizer da TV, do rádio, de amigos do trabalho ou do bar da esquina. Isso não lhe dá suporte para ter um senso crítico mais apurado, por isso é uma parcela da população mais facilmente manipulável, infelizmente.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Melhor privatizar do que dar de presente à Bolívia

O tema “privatização” tem sido muito frequente nos debates entre os candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Sem querer defender nenhum dos dois, gostaria de falar sobre este assunto, que sempre vem à tona nas eleições.

Por que a privatização de empresas públicas é um assunto tão demonizado por alguns segmentos da sociedade? A resposta poderia estar na influência das teorias socialistas, defendidas por partidos de esquerda, como PT, PC do B, etc., que apregoam a presença de um estado forte e estatizado. Mas, em se falando de Brasil, não é bem esse o caso.

Na verdade, o vício estatizante do estado brasileiro pouco tem a ver com as teorias socialistas. O nacionalismo defendido por Getúlio Vargas foi, talvez, o grande responsável pela formação do “Grande Estado Pai” no Brasil. Essa postura estatizante tinha o apoio de movimentos sindicais, principalmente os ligados aos serviços públicos e a empresas estatais, que não queriam perder as benesses concedidas pelo Estado paternalista, à custa, evidentemente, do dinheiro do contribuinte.

Curiosamente, depois do golpe militar, em 1964, esse processo de estatização, em vez de se diluir, se intensificou ainda mais. Mas, aí, o propósito era outro, ou seja, não era mais pela influência dos setores sindicais ou de partidos de esquerda, que foram, diga-se de passagem, fortemente reprimidos pela ditadura. A estatização, nesse caso, tinha objetivos mais estratégicos. Em razão disso, transportes, geração e distribuição de energia elétrica, comunicação, portos, boa parte do sistema bancária, enfim, tudo aquilo que os militares consideravam setores relevantes para a manutenção da “segurança nacional” passou para o controle absoluto do governo. Esse processo de estatização tinha mais finalidades políticas do que econômicas: era uma medida de força dos generais ditadores, a fim de manter o controle rígido, com mão de ferro, sobre a sociedade brasileira.

Em 1985, quando acabou a ditadura militar, o que surgia daí era um estado inchado,inificiente e fortemente estatizado, com a economia em ruínas. Enquanto o mundo lá fora se desenvolvia, a indústria brasileira estava completamente sucateada, fruto de uma forte política protecionista patrocinada pelos militares; a nascente indústria de informática brasileira estava atrasado mais de dez anos em relação a dos países mais desenvolvidos, por causa de uma maldita “reserva de mercado” praticada pelos tecnocratas capachos dos generais ditadores. As telecomunicações, então, eram um caos. Só em 1985, com muito esforço, foi que o Brasil passou a ter um satélite de comunicação doméstico, coisas que outros países da América Latina já tinham havia anos.

Para se ter uma ideia do nosso atraso tecnológico, basta lembrar que, até meados da década de 90, ter uma linha telefônica em casa era um privilégio de poucos. Só era possível comprar uma linha por meio dos planos de expansão das empresas telefônicas, que eram raros. Quando esses planos eram disponibilizados, o interessado tinha que se dirigir a um escritório da empresa telefônica ou a um banco credenciado e fazer sua inscrição. Ele recebia um carnê e tinha que ir pagando mensalmente as prestações,mesmo sem ter a linha ainda em casa. Se tivesse sorte, em cerca de três anos – foi isto mesmo que você leu: TRÊS ANOS -, ele tinha sua linha telefônica instalada. Se não quisesse esperar tudo isso, o interessando poderia recorrer ao mercado paralelo de telefone e pagar o equivalente ao preço de um carro popular da época pela linha. Naquele tempo, havia gente que, valendo-se da ineficiência das companhias telefônicas estatais, especulavam com a telefonia. Quando havia planos de expansão, conseguiam adquirir várias linhas, que eram revendidas depois, a preços exorbitantes, para quem não poderia esperar a instalação de uma pelas vias normais, ou simplesmente alugavam as linhas. Sim, antigamente, no tempo da telefonia estatizada, as pessoas às vezes tinham que alugar uma linha telefônica. Não precisa nem dizer que telefonia celular naquela época nem existia. Os telefones fixos eram analógicos e, para ter uma extensão da linha em casa ou na empresa, havia necessidade de obter autorização da companhia telefônica. Extensões feitas por pessoas não autorizadas pela empresa telefônicas eram consideradas clandestinas e, por isso, proibidas. Que tal voltar àquele tempo? Acho que é isso que muita gente que ataca as privatizações das telecomunicações no Brasil quer.

O Brasil pós-ditadura carecia, então, de uma profunda reforma institucional, que só viria a ser iniciada em 1988 com a outorga de uma nova Constituição Federal. Faltava, então, a reforma estrutural do País, uma coisa bem mais complicada de ser feita.

Agora vamos entrar num ponto dessa história que é, talvez, a maior razão de toda essa gritaria de muitos “esquerdistas”, quando se fala em privatização. Pouca gente fala disso, mesmo quem defende as privatizações. Mas vamos aos fatos.

Com uma economia fortemente estatizada, o mercado de trabalho no Brasil, até o início dos anos 90, se dividia em dois segmentos muito distintos entre si. De um lado, milhões trabalhadores da iniciativa privada, regidos, em sua maioria absoluta, pela CLT, com seus direitos e deveres. Do outro lado, havia uma outra categoria de trabalhadores, regidos, em alguns casos, por estatutos próprios, com salários bem acima da média do mercado, beneficiados com uma série de regalias, inacessíveis aos trabalhadores da iniciativa privada. Eram os milhões de trabalhadores do serviço público federal, das autarquias, das estatais e de bancos oficiais. Boa parte desse pessoal havia ingressado em suas funções bem antes da Constituição de 1988. Era gente, muitas vezes, indicada por políticos aliados ao governo. A maioria, portanto, não precisou sequer prestar concurso público. Isso tornou a máquina estatal totalmente inchada e ineficiente. Essa “elite” custava muito aos contribuintes.

Depois da redemocratização do País, do advento da Constituição de 1988 e das eleições presidenciais de 1989, tornou-se visível que essa situação precisava mudar. Após tomar posse, o então presidente Fernando Collor, de triste memória, entre muitos escândalos de corrupção e antes de ser apeado do governo, tomou, acredite, por incrível que pareça, uma medida altamente corajosa e salutar: abriu a economia do Brasil, acabando com o forte protecionismo até então existente. As indústrias de informática e, principalmente, automotiva, até então bastante atrasadas em relação a outros países, conseguiram, em pouco tempo, se alinhar ao mercado exterior. As montadoras brasileiras deixaram de produzir “carroças” para produzir carros mais modernos, confortáveis e econômicos.

Na segunda metade da década de 90, o governo de Fernando Henrique Cardoso, já com a economia estabilizada em razão do Plano Real, implantado em 1994, durante, ainda, o governo de Itamar Franco, iniciou um processo de privatização de estatais nunca antes ousado por um governo brasileiro. Houve reações dos partidos de esquerda, que têm em suas bases funcionários de estatais e de bancos oficiais. Durante os leilões das empresas, houve manifestações violentes de sindicalistas e de movimentos sociais, que diziam estar defendendo o “patrimônio público”. Claro que o que eles estavam defendendo mesmo eram seus empregos e os privilégios corporativos de suas categorias. Seria difícil acreditar que esse pessoal usaria de tanta violência e vandalismo, na época, para simplesmente defender o “patrimônio público”.

O fato é que as privatizações aconteceram. Apesar de acusações de irregularidades, nenhuma delas foi anelada pela Justiça. Apesar, ainda, das críticas dos partidos de oposição da época, há que se reconhecer que as privatizações promovidas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso foram bastante benéficas para a sociedade brasileira.

Se não tivesse sido privatizada, a EMBRAER teria falido e não seria hoje a quarta meio fabricante de aviões comerciais do mundo. Em 1997, antes de ser privatizada, a EMBRAER só conseguiu entregar a seus compradores quatro aeronaves. Este ano, até agora, já foram entregues mais de 220 aeronaves.

Criada pelo ditador Getúlio Vargas, em 1942, durante o “Estado Novo”, com financiamento do governo norte-americano, em troca de uma base militar no Rio Grande do Norte, durante a Segunda Guerra mundial, a Companhia Vale do Rio Doce, que atualmente só se chama “Vale”, foi privatizada em maio de 1997 e se tornou uma das maiores mineradoras do mundo, transformando-se numa multinacional com atuação em 35 países. Seu lucro líquido em 1997 foi de R$756 milhões. Em 2009, foi de R$10,2 bilhões. Se em 1997, ela produzia 114 milhões de toneladas de minério de ferro, em 2010, sua produção deve chegar a 300 milhões de toneladas.

O setor de telecomunicações, em especial o da telefonia, é o mais explícito exemplo de como a privatização de empresas estatais fez bem ao Brasil. Para quem não viveu na época da telefonia estatizada, basta ler o que dissemos acima sobre como era difícil e caro adquirir uma linha telefônica naquele tempo. Enquanto ainda na década de 90, só gente da classe média para cima podia ter telefone, hoje, segundo o IBGE, 84% dos domicílio brasileiros tem telefones, fixo ou móvel ou ambos. Aliás, naquele tempo, mesmo quem tinha dinheiro enfrentava muitas dificuldades em adquirir uma linha telefônica.

Isso quer dizer que privatizar é sempre bom? Isso depende. Na Argentina, por exemplo, uma empresa aérea estatal foi privatizada. No entanto, foi tão mal administrada por seus gestores privados, que teve de ser reestatizada para não ir à falência.

Mas o caso aqui é o insistente discurso contra privatizações, como se isso fosse um crime, uma afronta ao patrimônio público. Não é bem assim. Em declarações à revista VEJA, os economistas Francisco Anuatti e Roberto Macedo, que participaram do estudo “Os efeitos da privatização sobre o desempenho econômico e financeiro das empresas privatizadas”, de 2005, avaliam que as privatizações promovidas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso foram benéficas. “O estado é falho na gestão de empresas, principalmente em governos em que impera o loteamento político de cargos. Há ainda muitas empresas que poderiam ser privatizadas e ter a gestão aprimorada, como os Correios e a Infraero”, avalia Roberto Macedo.

Apesar de todo esse discurso antiprivatizante de Dilma Rousseff e do PT nesta campanha eleitoral, um dos fundadores do PT, o sociólogo Francisco de Oliveira, de 76 anos, professor emérito da USP, afirmou, em entrevista ao jornal FOLHA DE S. PAULO, recentemente, que “Lula é mais privatista que FHC”. Ela afirma que toda essa onda de fusões, concentrações e aquisições que o BNDES estaria patrocinando tem claro sentido privatista.

Já Leonardo Attuch, articulista da revista ISTO É, afirma que, não fossem as privatizações promovidas durante o governo Fernando Henrique Cardoso, a EMBRAER teria quebrado e não se tornaria uma das maiores fabricantes de aviões comerciais do mundo hoje; a Vale não teria adquirido ativos em diversos países, transformando-se numa multinacional global; para Attuch, também, deve-se ao processo de desestatização de FHC o fato de todos terem celulares e de existir mais de uma linha por habitante no Brasil. Ele considera, ainda, que, no sistema financeiro, a venda dos bancos estaduais, que foi uma política também seguida pelo PT, contribuiu para estancar um antigo ralo de desperdício e corrupção. Ele deve estar se referindo ao antigo hábito atribuído aos governadores de antigamente de usarem dinheiro dos antigos bancos estaduais para fins políticos. Leonardo Attuch finaliza dizendo que a privatização deveria ser uma bandeira de campanha de José Serra e do PSDB, e não um motivo de vergonha.

Outro fator negativo de uma economia estatizada é o uso político das empresas públicas. Normalmente as estatais servem como moeda de troca entre governo e políticos aliados, ocasionando seu loteamento e fomentando a corrupção, um vício difícil de ser extirpado do setor público.

Aliás, é preferível privatizar do que dar uma refinaria da PETROBRAS, que é patrimônio do povo brasileiro, de presente à Bolívia do cocaleiro Evo Morales, como fez o atual governo, não é mesmo?

domingo, 10 de outubro de 2010

Agora, Dilma, o PT, Serra e o PSDB são veementemente contra o aborto, mas…

Aborto, um pecado, um crime, uma questão de saúde pública ou um problema social?
Veja o que já disseram e o que dizem agora sobre o assunto os atuais candidatos a presidente e seus partidos

De repente, todo o mundo se voltou contra a prática do aborto, na verdade, o chamado aborto voluntário, aquele em que, por vontade da mulher ou da família, ocorre a interrupção de uma gravidez indesejada.

Na legislação brasileira, o aborto é crime previsto no Código Penal. Vejamos.

Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento
Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque:
Pena - detenção, de um a três anos.

Aborto provocado por terceiro
Art. 125 - Provocar aborto, sem o consentimento da gestante:
Pena - reclusão, de três a dez anos.

Art. 126 - Provocar aborto com o consentimento da gestante:
Pena - reclusão, de um a quatro anos.

Parágrafo único. Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante não é maior de quatorze anos, ou é alienada ou debil mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou violência

Forma qualificada

Art. 127 - As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço, se, em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, lhe sobrevém a morte.

O Código Penal Brasileiro só permite a realização do aborto quando a gestante tiver sido vítimas de estupro ou tenha sua vida em risco em função da gravidez. Como podemos constatar abaixo.

Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por médico:

Aborto necessário
I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante;

Aborto no caso de gravidez resultante de estupro
II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.

Assim, portanto, reza o ordenamento jurídico brasileiro com relação ao aborto. Esse dispositivo legal, que foi sancionado em 1940, durante a ditadura do “Estado Novo”, implantada, à mão de ferro, por Getúlio Vargas, é considerados por especialistas como um dos mais restritivos do mundo em relação ao aborto.

INFORMAÇÃO APÓCRIFA NA INTEDRNET ACUSA DILMA DE SER A FAVOR DO ABORTO

Recentemente, durante a campanha eleitoral de 2010, um material apócrifo divulgado pela Internet colocou em dúvida as convicções da candidata à Presidência da República Dilma Rousseff, do PT, com relação ao aborto. Isso fez com que a candidata perdesse votos e tivesse sua rejeição ampliada, conforme detectou uma pesquisa do IBOPE.

Verdade ou não, o fato é que a aparente posição dúbia de Dilma com relação ao aborto fez com que ela perdesse muitos votos entre católicos mais fervorosos e evangélicos de várias denominações. Essa rejeição pode ter sido uma das causas de Dilma, que, conforme apontavam as pesquisas de intenção de voto, era favorita a ganhar a eleição já no primeiro turno, ter que disputar um segundo turno contra José Serra, do PSDB, pois só conseguiu 46,91% dos votos válidos.

Essa situação fez com que o aborto ganhasse força na reta final da campanha e se transformasse no tema principal do segundo turno. Todo o mundo se tornou um feroz inimigo do aborto e defensor ferrenho da vida e da família. Em seu primeiro programa eleitoral do segundo turno, Dilma já apareceu numa foto ao lado do Papa Bento XVI. Serra também não deixou de citar o tema em seu primeiro programa.

No entanto, é bom que se saiba que, embora ambos os lados venham tentando convencer os eleitores de suas convicções contrárias à legalização do aborto, partidos e governos integrados por Dilma Rousseff e José Serra já colocaram em pauta propostas de abrandamento da lei que criminaliza o aborto no Brasil. No entanto, a legalização do aborto não faz parte do posicionamento oficial de nenhum dos dois partidos, PT e PSDB.

Vamos ver, então, o que já disseram o PSDB, o PT e seus atuais candidatos à Presidência da República sobre o aborto.

PT e DILMA ROUSSEFF

Na primeira eleição direta para presidente depois do fim da ditadura militar, em 1989, o plano de governo do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, apresentava uma postura favorável ao aborto e à ampliação dos direitos da mulher de interrupção da gravidez, embora não houvesse uma explícita manifestação de Lula e do PT a favor do aborto.

Nas eleições seguintes, 1994, 1998, o assunto foi deixado de lado. Mas, na campanha de 2002, a questão da saúde reprodutiva da mulher voltou a fazer parte do programa do PT, ano em que Lula foi eleito presidente. No documento denominado “COMPROMISSO COM AS MULHERES”, a campanha petista de 2002 defendia o “direito das mulheres de tomaram suas próprias decisões em assuntos que afetam o seu corpo e a sua saúde”. O documento ainda dizia que a interrupção da gravidez em “condições inseguras” atingia mulheres que não tinham acesso à informação e a métodos anticonceptivos.

Na campanha eleitoral de 2006, o assunto foi novamente posto de lado. O programa de Lula se limitava a defender propostas de mudanças na legislação para assegurar e ampliar os direitos da mulher.

Em 2007, durante a realização de seu 3.º Congresso, o apoio à discriminação do aborto foi aprovada como diretriz do partido. No entanto, o tema não era unanimidade na legenda. Alas ligadas à Igreja Católica reagiram. No entanto, o assunto, defendido por setores do PT ligado a movimentos de defesa da mulher, acabou sendo levado a votação e aprovado no Congresso.

Recentemente, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratou do polêmico tema em sua versão do Programa Nacional de Direitos Humanos. Entre os vários assuntos tratados no documento, estava uma proposta de descriminalização do aborto e de que o procedimento passasse a ser considerado assunto de saúde pública, com garantia de acesso da mulher que pretendesse fazer o aborto aos serviços públicos de saúde.

Quanto à atual candidata do PT à Presidência da República, em 2004, quando ocupava o cargo de ministra-chefe da Casa Civil, durante uma sabatina promovida pelo jornal FOLHA DE S. PAULO, afirmou que era um “absurdo” que o Brasil não tivesse descriminalizado o aborto

Em abril de 2009, segundo o portal G1, Dilma deu a seguinte declaração à revista Marie Claire: “Abortar não é fácil para mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de saúde pública. Há uma quantidade enorme de mulheres brasileiras que morre porque tenta abortar em condições precárias. Se a gente tratar o assunto de forma séria e respeitosa, evitará toda sorte de preconceitos. Essa é uma questão grave que causa muitos mal-entendidos. Existem várias divisões no país por causa dessa confusão, entre o que é foro íntimo e o que é política pública. O presidente é um homem religioso e, mesmo assim, se recusa a tratar o aborto como uma questão que não seja de saúde pública. Como saúde pública, achamos que tem de ser praticado em condições de legalidade.”.

Em maio de 2010, questionada pela revista ISTO É, Dilma defendeu o amparo do Estado a quem estiver em condições de fazer o aborto, ou querendo fazer o aborto. Na entrevista, ela declara o aborto uma questão de saúde pública.

Em setembro de 2010, em debate promovido por televisões católicas, Dilma disse que não sabe se acha necessário ampliar os casos em que a lei já permite o aborto. “Eu também tenho uma posição clara em defesa da vida. Nós seres humanos temos que respeitar, temos que honrar e sobretudo temos que perceber a dimensão transcendente dela. Por isso, eu não acredito que mulher alguma seja favorável ao aborto. O aborto é uma violência contra a mulher. Eu pessoalmente, não sou favorável ao aborto. Como presidente da República, eu terei, se eleita, que tratar da questão das milhares de mulheres pobres desse país que usam métodos absolutamente, eu diria assim, bárbaros, e que correm sistematicamente risco de vida. Elas tem que ser protegidas. E é nesse sentido que eu falei sempre que isso é uma questão de saúde pública. Não é uma questão que pode confundir-se com a minha opção por um processo de favorecimento do aborto. Não acho que isso resulte em nenhum benefício para a sociedade. Agora, considero também que a legislação vigente já prevê os casos em que o aborto é factível e eu não sei se acho que seria necessário ampliar esses casos. Não vejo muito sentido”.

Após o segundo turno das eleições, no dia 07 de outubro último, Dilma Rousseff, em entrevista coletiva,  voltou a afirmar: "Eu sou contra o aborto porque o aborto é uma violência contra a mulher. Não acho que nenhuma mulher seja a favor do aborto. Como presidente da República, eu tenho de encarar o fato que há milhares de jovens, de adolescentes, que, diante do aborto, desprotegidas, fazem e adotam práticas, por que elas estão abandonadas".

JOSÉ SERRA e o PSDB

Na primeira eleição presidencial depois do fim da ditadura militar, em 1989, não havia nada no documento de campanha de Mário Covas, o candidato do recém-criado PSDB, sobre o aborto.

Já no plano de governo do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, o PSDB também não tratou diretamente do assunto. No entanto, defendeu a ampliação do planejamento familiar. O documento do partido fala em “ampliar” ações nesse sentido, a fim de “reduzir o impacto da gravidez em adolescentes e garantir o direito à gravides desejada”.

José Serra, quando ocupou o Ministério da Saúde, assinou, em 1998, uma norma técnica que orientava o método de aborto em caso de estupro. Embora o aborto em caso de estupro seja permitido por lei desde 1940, Serra foi muito criticado por isso.

Outra iniciativa de Serra que gerou polêmica ocorreu em 2001, quando o Ministério da Saúde começou a distribuir, juntamente com estados e municípios, a chamada pílula do dia seguinte.

Em 2002, o assunto apareceu também no Programa Nacional de Direitos Humanos sob o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O documento defendia, por exemplo, mudanças no Código Penal “referentes ao estupro, atentado violento ao pudor, posse sexual mediante fraude, atentado ao pudor mediante fraude e o alargamento dos permissivos para a prática do aborto legal”. O documento também defendia que o aborto fosse considerado tema de saúde pública.

No programa de governo de José Serra, em 2002, havia um capítulo dedicado à mulher. Apesar de não entrar especificamente no tema, o programa falava que “ainda há barreiras à tomada de decisões [pela mulher] sobre a reprodução.

Na campanha presidencial de 2006, ocasião em que o candidato do PSDB foi Geraldo Alckmin, o programa do partido nada fala sobre a questão do aborto. O texto do programa de governo se limita, de forma genérica, a propostas de mudança na legislação para assegurar e ampliar os direitos da mulher.

José Serra, em sabatina ao jornal FOLHA DE S. PAULO, em 16 de agosto de 2002, afirmou: “No caso de estupro, o Ministério da Saúde até regulamentou a, digamos, o aborto que é permitido por lei. Eu fui muito atacado por isso, defendendo a generização do aborto, os abusos, etc. Agora se me pergunta sou a favor do aborto, não”.

No dia 10 de maio de 2007, após recepção ao Papa Bento XVI, no Palácio dos Bandeirantes, Serra, então governador do Estado de São Paulo, disse: ““Ninguém pode ser a favor do aborto, mas essa é uma questão que ainda vai ser debatida no Brasil”.

Em 13 de maio de 2010, em entrevista ao programa do Ratinho, no SBT, Serra disse: “Eu não sou a favor do aborto. Não sou a favor de mexer na legislação. Agora, qualquer deputado pode fazer isso. Como governo, eu não vou tomar essa iniciativa.”

No dia 21 de junho deste ano, em sabatina do jornal FOLHA DE S. PAULO, Serra disse: “Eu não mexeria na atual legislação. (...) Eu pessoalmente acho o aborto uma coisa terrível, mas independentemente disso, em um país como o nosso, hoje, nas condições atuais, isso liberaria coisa de uma verdadeira carnificina ”.

Depois de encerrado o primeiro turno das eleições deste ano, Serra voltou a falar sobre o aborto. Em entrevista coletiva em Brasília, no dia 06 de outubro, na qual ele iniciou a frase com a afirmação em um sentido e depois esclareceu sua posição: Nunca disse que sou contra o aborto porque eu sou a favor, ou melhor, nunca disse que sou a favor, porque eu sou contra. Tenho amigos que me acham atrasado, mas tenho meus valores históricos sobre isso e sou contra”. No dia seguinte, dia 07, em uma entrevista coletiva em São Paulo, Serra disse: "O que está em questão agora nessa campanha não é apenas ser contra ou a favor. É a mentira. Quem é a favor , de repente diz que é contra por motivos eleitorais. Isso está errado. Acho que cada um tem suas crenças e a gente deve respeitar a crença das pessoas. Agora, a questão é dizer a verdade. Eu sempre disse isso há muitos anos, todos conhecem minha posição a esse respeito".

Eis aí, então, o que disseram o PT e Dilma, José Serra e o PSDB sobre o aborto. Há incoerências óbvias em seus discursos.

POR QUE CATÓLICOS E EVANGÉLICOS SÃO CONTRA O ABORTO?

É preciso entender que partido político não é religião. O objetivo de um partido é chegar ao poder. Numa democracia, o único caminho de um partido chegar ao poder é pelo voto. Por isso, as agremiações partidárias sempre tentam assimilar suas propostas, seus programas de governo àquilo que a maioria da sociedade pensa ou anseia. Já as religiões têm dogmas, que são fortemente baseados em suas tradições, em suas interpretações dos seus textos sagrados. Para a Igreja Católica e a grande maioria das denominações evangélicas, a rejeição à prática do aborto é cláusula pétrea, ponto pacífico. Por isso, nem sempre religiões e partidos políticos vão andar juntos.

O CRISTIANISMO E O ABORTO

Católicos e evangélicos condenam o aborto porque consideram que, após a concepção, o embrião que surge já é um ser vivo, uma criança em formação e, como tal, merece viver. Matar um feto seria, para os que rejeitam o aborto, o mesmo que matar uma criança já dada à luz. Seria um crime contra a vida. Baseado no que diz a Bíblia, em Êxodo 20:13, “Não matarás”, a grande maioria dos cristãos considera qualquer atentado contra a vida um pecado grave.

Especificamente sobre o aborto, a Bíblia não diz nada, mas, em alguns trechos do Velho Testamento, há algumas referências indiretas, como em Êxodo 21:22-25. Se não, vejamos:

“Se alguns homens brigarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, não resultando, porém, outro dano, este certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e pagará segundo o arbítrio dos juízes; mas se resultar dano, então darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé,queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.”

Note que, no texto bíblico, aplica-se a mesma pena a alguém que comete um homicídio e para quem causa a morte de um bebê no útero, ou seja, um aborto.

Jeremias 1:5 diz: “Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre te santifiquei; às nações te dei por profeta.

Já em Salmos 139:13-14, lê-se: “Pois tu formaste os meus rins; entreteceste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem”.

Um fato curioso é que nos originais da Bíblia, em hebraico, no Velho Testamento, e em grego, no Novo Testamento, usam-se as mesmas palavas para designar crianças não nascida (ainda no ventre da mãe), bebês e crianças pequenas em geral. Isso parece indicar uma continuidade, desde a concepção, passando pela fase de criança, até a idade adulta. Esse parece ser um forte argumento para os que são contra o aborto, pois essa postura semântica dos autores bíblicos indicaria que a vida começa mesmo na concepção.

O ABORTO PARA OUTRAS RELIGIÕES

Ser contra o aborto não é exclusividade dos cristãos. Outras correntes religiosas também o condenam.

Os muçulmanos, por exemplo, condenam o aborto e só o aceitam quando a gravidez oferece risco à vida da mãe.

Os judeus também são contra o aborto, só o permitindo quando há risco para a vida da mulher ou em caso de estupro.

Para os budistas, o aborto provocado é considerado um crime, pois contraria o primeiro mandamento que é "NÃO MATAR". O aborto provocado não é, para os budistas, um fato natural da vida, mas sim um crime, tanto de quem o pratica profissionalmente (médico ou enfermeira) como de quem o consente. Os budistas consideram que pode haver muitas "desculpas" ou explicações para tentar justificar o aborto provocado, mas, independentemente de tudo isso, é considerado um crime ocasionado pela ignorância e o egoísmo do ser humano.

A Umbanda e o Candomblé também se dizem contrárias ao aborto, só o admitindo como recurso último para preservar a vida da gestante, e em alguns casos excepcionais, já estabelecidos pela lei vigente.

Contra o abordo são, também, os adeptos da seita SEICHO-NO-IE. Para eles, a interrupção forçada, em qualquer estágio, é um ato covarde, que corresponde a tirar a vida de uma criatura.

CONCLUSÃO

Vamos aos fatos concretos.

Segundo estimativa do Ministério da Saúde, ocorrem no Brasil, anualmente, entre 700 mil a 1 milhão e meio de abortos ilegais no Brasil, feitos em condições quase sempre precárias. Em decorrência disso, muitas mulheres acabam morrendo. Das que sobrevivem, pelo menos 1/3 procuram, posteriormente, um serviço hospitalar em razão de problemas ocasionados no organismo por causa de procedimentos mal feitos.

A maioria dessas mulheres, segundo as estimativas oficiais, usa, para abortar, o misoprostol, que é o princípio ativo do produto conhecido como Cytotec, medicamento de comercialização proibida no Brasil, por sua ação abortiva, que é usado originalmente no tratamento e prevenção de úlcera do estômago.

A faixa etária da maioria dessas mulheres está, em geral, entre 20 e 29 anos. A maioria delas é católicas, mas há também, em menor proporção, evangélicas. A maioria tem estudo fundamental, possui um filho em média. Cerca de 70% tem união estável.

Esse é, então, o perfil básico das mulheres brasileiras que praticam aborto ilegal. Os dados nos fazem concluir que não se trata exclusivamente de prostitutas nem de adolescentes e mulheres jovens, com medo de assumir uma maternidade, por temos da reação dos pais e da comunidade a qual pertence. Os números são claros: 70% são mulheres que têm uma união estável. A maioria já possui pelo menos um filho. São, portanto, mulheres que têm uma vida regular, marido, filhos, etc.

Então, não estamos lidando com prostitutas, que querem apenas interromper uma gravidez que, futuramente, vai lhe atrapalhar os “negócios”; nem com adolescentes e mulheres jovens diante de uma gravidez indesejada, causada por um namorado ou relacionamento casual. Estamos lidando com mulheres que têm, pelo menos em tese, uma vida estável. Então por que essas mulheres abortam? Que tipo de drama elas vivem?

Estamos diante, então, de um enorme problema social, que tem que ser estudado, analisado e, se possível, resolvido ou, pelo menos, amenizado. Só permitir que esses milhares de mulheres possam interromper suas gravidezes num hospital público só vai ajudar a perpetuar esse grave problema social e de saúde pública. É preciso saber por que essas mulheres estão querendo interromper uma gravidez. Geralmente é um ato de desespero, uma medida extrema. É justamente aí que o Estado tem que agir.

É claro que fazer um levantamento amplo dessa situação é um trabalho difícil, pois a maioria das mulheres que fazem aborto clandestino, claro, não se identifica. Na verdade, a maioria dessas mulheres se esconde, mas não é por causa do medo de serem punidas criminalmente. Boa parte delas nem sabe que o aborto é crime. O que elas sentem mesmo é vergonha. Por isso é que simplesmente descriminalizar o aborto não resolveria o problema. Muito pelo contrário, a liberação ou descriminalização somente pode ajudar a perpetuar esse grave problema social.

Pensem nisso.
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Este texto foi produzido com base em informações dos portais G1 e IG.

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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O recado das urnas

Resultados – Eleições 2010 – Pereira Barreto

Resultasos – Eleições 2010 – Em todo o Brasil

Totalizados os votos das eleições do último domingo, dia 03 de outubro, começa, agora, um período de depreensão dos recados que saíram das urnas. O mais importante desses recados é, sem dúvida, que Sua Excelência, o Eleitor – expressão muito usada por Ulisses Guimarães – não está nada satisfeito com o que está aí. A enxurrada de votos depositada no candidato “cacareco” e “puxador de votos” Tiririca, do PR (Partido da República), expressou, de forma veemente, o desprezo do eleitorado em relação ã classe política brasileira. Na verdade, nunca vi um pleito eleitoral que tenha deixado um recado tão explícito à sociedade brasileira como este.

Se a gente for a fundo, vamos notar que os eleitores deixaram depositados nas urnas mensagens bem claras. Se não, vejamos.

O fato de a decisão para a disputa do cargo de presidente da República ter ficado para o segundo turno demonstra claramente que o eleitor brasileiro sabe que Dilma não igual a Lula e que ainda não confia tanto assim na candidata indicada pelo atual presidente. O eleitor, mesmo aquele que gosta de Lula, quer ter certeza de que Dilma pode, realmente, substituir o atual presidente à altura.

Tiririca recebeu mais de um milhão e trezentos mil votos, praticamente todos de protesto. No entanto, o eleitor desprezou a maioria das candidaturas de ocasião, como as de algumas celebridades que quiserem se aventurar pelo mundo da política. Muitos famosos que achavam que receberiam milhares de votos de fãs se decepcionaram. Definitivamente, política não é brincadeira de programa de auditório nem reality show.

Hoje em dia, são poucos os eleitores brasileiros que se deixam dominar pela paixão política. Já se vão distantes os tempos do Getulismo, do Janismo, do Ademarismo, do culto quase místico a certas personalidades políticas. Isso explica a rápida mudança de convicções políticas da maioria do eleitorado brasileiro de hoje. Candidatos que são francos favoritos hoje podem já não ser uma semana depois. Em São Paulo, nós tivemos o exemplo de Aloysio Nunes, do PSDB, que, segundo as pesquisas de intenção de voto, seria o terceiro colocado na disputa por uma das duas vagas do Senado Federal. Totalizado o resultado, Aloysio teve uma expressiva votação e foi o primeiro colocado, deixando o favoritíssimo Netinho de Paula, do PC do B, a ver navios.

Alguns nomes consagrados da política nacional também foram barrados pelos eleitores nesta ano. Fernando Collor de Mello foi o terceiro colocado em Alagoas na disputa do governo do Estado. Heloísa Helena, que foi candidata a presidente da República em 2006, não conseguiu uma vaga no Senado. Vadão, do PP, que já foi um dos grandes destaques políticos do interior de São Paulo, não conseguiu se eleger para a Câmara dos Deputados, assim como Jorginho Maluly, do DEM. Isso seria uma demonstração de que o eleitor deseja uma renovação no quadro político brasileiro? Pode ser. Mas, no Rio de Janeiro – ah! O Rio de janeiro – foram eleitos o s ex-jogadores de futebol Ronário e Bebeto. Outra estrela fluminense que voltou a brilhar no Rio de Janeiro é Garotinho, que foi eleito deputado federal.

Mas, no frigir dos ovos, apesar de às vezes inconsequente e contraditório, Sua Excelência, o eleitor, deu aos políticos brasileiros, no último dia 03 de outubro, um recado muito claro, que eles, mais uma vez, vão fingir que não entenderam.

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domingo, 3 de outubro de 2010

Eleições 2010 – Resultados em Pereira Barreto

PRESIGENTE

Núm. Candidato Partidos Votação % Válidos
45 JOSÉ SERRA PSDB - PTB / PPS / DEM / PMN / PSDB / PT do B 6.220 44,15%
13 DILMA PT - PRB / PDT / PT / PMDB / PTN / PSC / PR / PTC / PSB / PC do B 5.769 40,95%
43 MARINA SILVA PV 2.018 14,33%
50 PLÍNIO PSOL 57 0,40%
28 LEVY FIDELIX PRTB 8 0,06%
16 ZÉ MARIA PSTU 6 0,04%
21 IVAN PINHEIRO PCB 5 0,04%
27 EYMAEL PSDC 4 0,03%
29 RUI COSTA PIMENTA PCO 0 0,00%

GOVERNADOR

Núm. Candidato Partidos Votação % Válidos
45 GERALDO ALCKMIN PSDB - PMDB / PSC / PPS / DEM / PHS / PMN / PSDB 7.518 54,35%
13 ALOIZIO MERCADANTE PT - PRB / PDT / PT / PTN / PR / PSDC / PRTB / PRP / PC do B / PT do B 5.207 37,64%
11 CELSO RUSSOMANNO PP - PP / PTC 601 4,34%
43 FABIO FELDMANN PV 273 1,97%
40 SKAF PSB - PSL / PSB 231 1,67%
29 ANAI CAPRONI PCO 2 0,01%
16 MANCHA PSTU 0 0,00%
21 IGOR GRABOIS PCB 0 0,00%
50 PAULO BUFALO PSOL 0 0,00%

SENADOR

Núm. Candidato Partidos Votação % Válidos
451 ALOYSIO NUNES PSDB - PMDB / PSC / PPS / DEM / PHS / PMN / PSDB 7.564 33,10%
650 NETINHO PC do B - PRB / PDT / PT / PTN / PR / PSDC / PRTB / PRP / PC do B / PT do B 5.423 23,73%
133 MARTA SUPLICY PT - PRB / PDT / PT / PTN / PR / PSDC / PRTB / PRP / PC do B / PT do B 5.042 22,07%
141 ROMEU TUMA PTB 2.700 11,82%
430 RICARDO YOUNG PV 1.512 6,62%
360 CIRO PTC - PP / PTC 246 1,08%
177 MOACYR FRANCO PSL - PSL / PSB 154 0,67%
111 DR. REDÓ PP - PP / PTC 76 0,33%
500 MARCELO HENRIQUE PSOL 74 0,32%
160 ANA LUIZA PSTU 28 0,12%
400 SERPA PSB - PSL / PSB 27 0,12%
290 AFONSO TEIXEIRA PCO 4 0,02%
212 ERNESTO PICHLER PCB 0 0,00%
211 MAZZEO PCB 0 0,00%
161 DIRCEU TRAVESSO PSTU 0 0,00%

DEPUTADOS FEDERAIS
Os canditados que não constarem desta relação é porque não receberam nenhum voto

Núm. Candidato Partidos Votação % Válidos
2222 TIRIRICA PR - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 1.784 13,08%
2511 JORGINHO MALULY DEM - PPS / DEM / PSDB 1.463 10,72%
1312 VACCAREZZA PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 1.165 8,54%
1199 VADÃO PP 1.014 7,43%
4555 JULIO SEMEGHINI PSDB - PPS / DEM / PSDB 996 7,30%
1322 ARLINDO CHINAGLIA PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 994 7,29%
2599 WALTER IHOSHI DEM - PPS / DEM / PSDB 618 4,53%
2233 PR PAULO FREIRE PR - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 450 3,30%
1523 EDINHO ARAUJO PMDB 448 3,28%
1211 JOÃO DADO PDT 292 2,14%
4567 VAZ DE LIMA PSDB - PPS / DEM / PSDB 248 1,82%
2299 VALDEMAR COSTA NETO PR - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 220 1,61%
4030 GABRIEL CHALITA PSB - PSL / PSB 172 1,26%
4545 EDSON APARECIDO PSDB - PPS / DEM / PSDB 153 1,12%
2010 MARCO FELICIANO PSC - PSC / PHS 141 1,03%
1302 PROFESSOR JAIR BALESTRA PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 127 0,93%
1198 MARCELO MARIANO PP 117 0,86%
1010 ANTONIO BULHÕES PRB - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 113 0,83%
1398 PAULO TEIXEIRA PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 105 0,77%
1500 PAULO LIMA PMDB 105 0,77%
4074 JEFFERSON CAMPOS PSB - PSL / PSB 100 0,73%
1155 MISSIONÁRIO JOSÉ OLIMPIO PP 92 0,67%
4588 NELSON BUGALHO PSDB - PPS / DEM / PSDB 80 0,59%
1313 GENOINO PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 69 0,51%
4577 THAME PSDB - PPS / DEM / PSDB 54 0,40%
3614 POMARO PTC 49 0,36%
4080 DR. UBIALI PSB - PSL / PSB 49 0,36%
1452 ARNALDO FARIA DE SÁ PTB 48 0,35%
1530 SERGIO KOBRA PMDB 38 0,28%
4020 CAPITÃO AUGUSTO PSB - PSL / PSB 37 0,27%
2321 WILLIAM WOO PPS - PPS / DEM / PSDB 33 0,24%
6565 ALDO REBELO PC do B - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 31 0,23%
1212 PAULINHO DA FORÇA PDT 31 0,23%
5050 IVAN VALENTE PSOL 30 0,22%
2525 RODRIGO GARCIA DEM - PPS / DEM / PSDB 28 0,21%
4023 CHINELO PSB - PSL / PSB 27 0,20%
2323 ROBERTO FREIRE PPS - PPS / DEM / PSDB 25 0,18%
2500 JORGE TADEU DEM - PPS / DEM / PSDB 25 0,18%
4300 GUILHERME MUSSI PV 25 0,18%
2020 REGIS DE OLIVEIRA PSC - PSC / PHS 24 0,18%
1333 PROF. CARLÃO RAMIRO PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 23 0,17%
3638 PAES DE LIRA PTC 21 0,15%
4007 MARCELINHO CARIOCA PSB - PSL / PSB 21 0,15%
1366 RENATO SIMÕES PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 20 0,15%
1001 CÉSAR CRUZ GARCIA PRB - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 20 0,15%
4096 OTA PSB - PSL / PSB 17 0,12%
4500 CARLOS SAMPAIO PSDB - PPS / DEM / PSDB 17 0,12%
4354 J FARIA PV 16 0,12%
2520 KIKO DO KLB DEM - PPS / DEM / PSDB 16 0,12%
1364 CARLOS AQUINO PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 15 0,11%
4336 EVANDRO GUSSI PV 15 0,11%
4021 LUIZA ERUNDINA PSB - PSL / PSB 14 0,10%
1434 NELSON MARQUEZELLI PTB 14 0,10%
4510 STANGARLINI PSDB - PPS / DEM / PSDB 14 0,10%
4517 MARA GABRILLI PSDB - PPS / DEM / PSDB 14 0,10%
2588 DR ELEUSES PAIVA DEM - PPS / DEM / PSDB 13 0,10%
6588 DELEGADO PROTÓGENES PC do B - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 13 0,10%
4541 TIRSO MEIRELLES PSDB - PPS / DEM / PSDB 13 0,10%
4523 CARLOS ROBERTO PSDB - PPS / DEM / PSDB 12 0,09%
2332 ARI FRIEDENBACH PPS - PPS / DEM / PSDB 12 0,09%
4585 BRUNA FURLAN PSDB - PPS / DEM / PSDB 12 0,09%
1331 RICARDO BERZOINI PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 11 0,08%
4343 PENNA PV 10 0,07%
1332 JOSÉ MENTOR PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 10 0,07%
1255 LINDOLFO DOS SANTOS PDT 10 0,07%
4556 RAFAEL ABUD PSDB - PPS / DEM / PSDB 10 0,07%
1515 EDUARDO COELHO PMDB 9 0,07%
1700 DANIEL CALDEIRA PSL - PSL / PSB 9 0,07%
1133 ALINE CORREA PP 9 0,07%
1369 DEVANIR RIBEIRO PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 8 0,06%
4565 TRIPOLI PSDB - PPS / DEM / PSDB 8 0,06%
4512 LOBBE NETO PSDB - PPS / DEM / PSDB 8 0,06%
4344 ROBERTO DE LUCENA PV 8 0,06%
1234 DR LUIZ CHIAPARINE PDT 8 0,06%
4540 SILVIO TORRES PSDB - PPS / DEM / PSDB 7 0,05%
4012 ELISEU GABRIEL PSB - PSL / PSB 7 0,05%
1147 LAYRTON INFANTE PP 7 0,05%
1248 ISMAEL NICACIO PDT 7 0,05%
4550 DR. MARCELO PSDB - PPS / DEM / PSDB 7 0,05%
1236 MANOEL ANTUNES PDT 6 0,04%
2545 JUNJI ABE DEM - PPS / DEM / PSDB 6 0,04%
1567 JOÃO DA FARMÁCIA PMDB 6 0,04%
4533 RENATO AMARY PSDB - PPS / DEM / PSDB 6 0,04%
4311 DR. SINVAL MALHEIROS PV 6 0,04%
4515 EMANUEL FERNANDES PSDB - PPS / DEM / PSDB 6 0,04%
4511 RAUL CHRISTIANO PSDB - PPS / DEM / PSDB 6 0,04%
1311 LARGUESA PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 6 0,04%
1969 CAMERON BRASIL PTN 6 0,04%
2333 JOSE ONERIO PPS - PPS / DEM / PSDB 5 0,04%
2345 ARNALDO JARDIM PPS - PPS / DEM / PSDB 5 0,04%
4330 MARIA DOLORES PV 5 0,04%
3377 SIDNEY DUTRA PMN 5 0,04%
2311 SONRISAL PPS - PPS / DEM / PSDB 5 0,04%
4040 MÁRCIO FRANÇA PSB - PSL / PSB 5 0,04%
1188 JORGE WILSON PP 5 0,04%
2002 MISSIONARIA NAZARE PSC - PSC / PHS 5 0,04%
1213 ELISEU DANIEL PDT 5 0,04%
1119 CAPITÃO GOMES PP 4 0,03%
3633 CINTI PTC 4 0,03%
4546 RICARDO MONTORO PSDB - PPS / DEM / PSDB 4 0,03%
2515 PROFESSOR BENJAMIN DEM - PPS / DEM / PSDB 4 0,03%
4099 MIGUEL SAMPAIO PSB - PSL / PSB 4 0,03%
4316 DR INDIO PV 4 0,03%
2536 RAUL GIL JR DEM - PPS / DEM / PSDB 4 0,03%
4566 FERNANDO FUAD CHUCRE PSDB - PPS / DEM / PSDB 4 0,03%
4334 ANA PAULA JUNQUEIRA PV 4 0,03%
1414 ROBSON TUMA PTB 4 0,03%
4313 JULIO CASTILHO PV 4 0,03%
2250 LUCIANA COSTA PR - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 4 0,03%
4586 JOSÉ ANIBAL PSDB - PPS / DEM / PSDB 3 0,02%
4551 VANDERLEI MACRIS PSDB - PPS / DEM / PSDB 3 0,02%
4513 FELICIDADE PSDB - PPS / DEM / PSDB 3 0,02%
1310 IARA BERNARDI PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 3 0,02%
1440 WALDOMIRO RAMOS PTB 3 0,02%
1154 CABO WILSON PP 3 0,02%
2088 MANOEL GASPAR PSC - PSC / PHS 3 0,02%
1250 SALVADOR ZIMBALDI PDT 3 0,02%
1330 PIVATTO PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 3 0,02%
7000 JOAO ARAUJO PT do B - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 3 0,02%
1300 IVANIO BATISTA PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 3 0,02%
1511 MARCOS TENÓRIO PMDB 3 0,02%
4360 CARLINHOS SILVA PV 3 0,02%
4355 DONIZETI PEREIRA PV 3 0,02%
1231 GILBERTO BENZI PDT 3 0,02%
1180 CARLÃO FELIPE PP 3 0,02%
1470 FRANK AGUIAR PTB 3 0,02%
2012 MARCELO AGUIAR PSC - PSC / PHS 3 0,02%
6555 PADRE PEDRO PC do B - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 3 0,02%
2007 CLEBER DELALIBERA PSC - PSC / PHS 3 0,02%
1145 ADHEMAR DE BARROS FILHO PP 2 0,01%
2200 JUCA CHAVES PR - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 2 0,01%
4580 ARNALDO MADEIRA PSDB - PPS / DEM / PSDB 2 0,01%
4526 PANNUNZIO PSDB - PPS / DEM / PSDB 2 0,01%
1583 A. TRIUNFO AVELLAR PMDB 2 0,01%
2570 HELIO SECCO DEM - PPS / DEM / PSDB 2 0,01%
3636 RONALDO ESPER PTC 2 0,01%
1378 MARIA LUCIA PRANDI PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 2 0,01%
1362 REGINALDO PERNAMBUCANO PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 2 0,01%
1222 PEDRO BAPTISTINI PDT 2 0,01%
4307 VICENTE DA UPA PV 2 0,01%
1319 TEREZINHA RONDELLI PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 2 0,01%
2030 DALVAN PSC - PSC / PHS 2 0,01%
1190 CAPITÃO CRIVELARI PP 2 0,01%
1599 DR. SAMIR NASSBINE PMDB 2 0,01%
2066 DR. SANDOVAL PSC - PSC / PHS 2 0,01%
1321 FILIPPI PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 2 0,01%
1616 TONINHO PSTU 2 0,01%
4569 TIÃO PSDB - PPS / DEM / PSDB 2 0,01%
1301 VICENTE CANDIDO PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 2 0,01%
1345 VANDERLEI SIRAQUE PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 2 0,01%
4514 MANOEL MARCOS (MANÉ) PSDB - PPS / DEM / PSDB 2 0,01%
2322 VALDEMAR ANFRISIO PPS - PPS / DEM / PSDB 2 0,01%
1314 OSMAR LOPES PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 2 0,01%
1420 DR SILNEY BERALDO PTB 2 0,01%
4554 DUARTE NOGUEIRA PSDB - PPS / DEM / PSDB 2 0,01%
1555 LÉO OLIVEIRA PMDB 2 0,01%
2505 RENATO GALENDI DEM - PPS / DEM / PSDB 2 0,01%
1320 GERSON SARTORI PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 2 0,01%
4363 RICARDO IZAR PV 2 0,01%
1242 CARLOS HENRIQUE PDT 2 0,01%
4069 NILZÃO ART PSB - PSL / PSB 2 0,01%
5000 JAMIL PRUDENCIANO PSOL 2 0,01%
1245 DRA DEBORA PDT 2 0,01%
1405 VAMPETA PTB 2 0,01%
2577 ELI CORREA FILHO DEM - PPS / DEM / PSDB 2 0,01%
1514 TONY JUPSSON PMDB 2 0,01%
1344 RODRIGO VALVERDE PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 2 0,01%
6510 GUSTAVO PETTA PC do B - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 2 0,01%
2513 ALEXANDRE LEITE DEM - PPS / DEM / PSDB 2 0,01%
2377 DOUTOR LIMA PPS - PPS / DEM / PSDB 1 0,01%
1124 ADELINA ALCANTARA MACHADO PP 1 0,01%
1132 PEDRINHO BARACAT PP 1 0,01%
4455 PROFESSOR MUNHOZ PRP - PSDC / PRTB / PRP 1 0,01%
4563 GIVALDO VIEIRA PSDB - PPS / DEM / PSDB 1 0,01%
2529 ZULAIÊ COBRA DEM - PPS / DEM / PSDB 1 0,01%
1238 DEF.BIODIESEL-SILASEDUARDOINKE PDT 1 0,01%
4312 DANIEL MARINS PV 1 0,01%
4525 DIB PSDB - PPS / DEM / PSDB 1 0,01%
2551 ODECIO BRAGA DEM - PPS / DEM / PSDB 1 0,01%
1127 LAURINDO BARNARDES PP 1 0,01%
4301 GILBERTO ABREU PV 1 0,01%
1123 MANOEL MOREIRA PP 1 0,01%
1522 SINIVAL PMDB 1 0,01%
2550 SALIM REIS DEM - PPS / DEM / PSDB 1 0,01%
3333 LUCAS ALBANO PMN 1 0,01%
4060 VANDIR MOGNON PSB - PSL / PSB 1 0,01%
2051 MIRO FERNANDES PSC - PSC / PHS 1 0,01%
1169 DR NECHAR PP 1 0,01%
1533 DR. AJURICABA PMDB 1 0,01%
1266 ITAMAR ALVES PDT 1 0,01%
1318 NEWTON LIMA NETO PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 1 0,01%
4535 DR ANDRE SACCO PSDB - PPS / DEM / PSDB 1 0,01%
4456 TONIOLO PRP - PSDC / PRTB / PRP 1 0,01%
2325 DIMAS RAMALHO PPS - PPS / DEM / PSDB 1 0,01%
2036 ROSEMAR BARACK OBAMA PSC - PSC / PHS 1 0,01%
4333 JOVINO CÂNDIDO PV 1 0,01%
1202 KIM PDT 1 0,01%
4332 MARTA MACIEL PV 1 0,01%
1390 VICENTINHO PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 1 0,01%
1256 FERNANDO CHIARELLI PDT 1 0,01%
1278 JOSUE TOPA TUDO PDT 1 0,01%
1400 CLAURY PTB 1 0,01%
1919 MAGUILA PTN 1 0,01%
4315 ROBERTO SANTIAGO PV 1 0,01%
4599 SIRINEU BARBOSA PSDB - PPS / DEM / PSDB 1 0,01%
4306 DR TALMIR PV 1 0,01%
1191 DR LÉO KAHN PP 1 0,01%
1419 EDNA REGINA PTB 1 0,01%
1370 ZARATTINI PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 1 0,01%
1417 CARLINHOS SARAIVA PTB 1 0,01%
3640 JAIR AVELINO PTC 1 0,01%
1122 BATORÉ PP 1 0,01%
1259 GILBERTO LOPES PDT 1 0,01%
1571 PABLIO REBESSI PMDB 1 0,01%
1361 ARCELINO ARAUJO PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 1 0,01%
1513 BONFÁ PMDB 1 0,01%
4347 NATAN SOIHET PV 1 0,01%
3123 DONIZETI PHS - PSC / PHS 1 0,01%
2255 MILTON MONTI PR - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 1 0,01%
1510 NENÊ RÉSTIO PMDB 1 0,01%
4568 ALEMÃO DA SÁUDE PSDB - PPS / DEM / PSDB 1 0,01%
1916 PROFº DARLECIO PTN 1 0,01%
1316 CARLINHOS ALMEIDA PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 1 0,01%
3667 ZETTI PTC 1 0,01%
4071 MÍRIAM MARTINS PSB - PSL / PSB 1 0,01%
1350 LUIZ CARLOS GOMES PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 1 0,01%
6500 DR. ABELHA PC do B - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 1 0,01%
2530 LUCIANO ARTIOLI DEM - PPS / DEM / PSDB 1 0,01%
1353 JILMAR TATTO PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 1 0,01%
3652 ANDERSON VALENTE PTC 1 0,01%
1377 DR RONALDO BRESCIANI PT - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 1 0,01%
1232 EDUARDO NASCIMENTO PDT 1 0,01%
4520 CARLOS BRAGA PSDB - PPS / DEM / PSDB 1 0,01%
1505 ANA CRISTINA PMDB 1 0,01%
1113 ANGINHO DOS TECLADOS PP 1 0,01%
4003 ROGÉRIO EMÍLIO PSB - PSL / PSB 1 0,01%
1299 FADUL PDT 1 0,01%
1126 RENATO AMORIM PP 1 0,01%
1451 SONIA CRISTIANO PTB 1 0,01%
1131 MAURICIO MARTINS PP 1 0,01%
3610 MARCO ANTONIO CAPIVARA PTC 1 0,01%
1218 MARTAN PDT 1 0,01%
1455 CLAUDIA SARTORI PTB 1 0,01%
4303 WALTER GONZALIS PV 1 0,01%
1973 FERNANDO PASSONI PTN 1 0,01%
4340 ALE YOUSSEF PV 1 0,01%
2351 PROF POLLYANA GAMA PPS - PPS / DEM / PSDB 1 0,01%
4444 DR. MARCIO ABBUD PRP - PSDC / PRTB / PRP 1 0,01%
3190 FÁBIO GALAN PHS - PSC / PHS 1 0,01%
1135 ELIAS BITENCOURT PP 1 0,01%
4407 JOSE CLAUDIO PRP - PSDC / PRTB / PRP 1 0,01%
1200 PH PDT 1 0,01%
1501 CARVALHO SALES PMDB 1 0,01%
5028 FAUSTO NETO PSOL 1 0,01%
5040 RODRIGO PAIXAO PSOL 1 0,01%
1000 DR. ELIEZER COSTA PRB - PRB / PT / PR / PC do B / PT do B 1 0,01%
1100 DURVAL MORELLI PP 1 0,01%
1130 JOÃO FADEL PP 1 0,01%
1525 LIMA JUNIOR PMDB 1 0,01%
5075 MARIANA CONTI PSOL 1 0,01%

DEPUTADOS ESTADUAIS
Os candidatos que não constarem desta relação é porque não receberam nenhum voto.

Núm. Candidato Partidos Votação % Válidos
15300 ITAMAR BORGES PMDB 3.124 23,60%
13644 JOÃO ANTONIO PT - PRB / PT / PR / PT do B 793 5,99%
13134 SIMÃO PEDRO PT - PRB / PT / PR / PT do B 765 5,78%
45232 CARLÃO PIGNATARI PSDB - DEM / PSDB 671 5,07%
65777 PEDRINHO BENTIVOGLIO PC do B 614 4,64%
22300 PATRICIA LIMA PR - PRB / PT / PR / PT do B 436 3,29%
13121 ANA PERUGINI PT - PRB / PT / PR / PT do B 424 3,20%
23789 ELZO SIGUETA PPS 316 2,39%
45500 VICTOR KOBAYASHI PSDB - DEM / PSDB 311 2,35%
45400 ANALICE FERNANDES PSDB - DEM / PSDB 274 2,07%
25122 ALDO DEMARCHI DEM - DEM / PSDB 267 2,02%
14400 VAL PTB 230 1,74%
11888 RUSSOMANNO PP 216 1,63%
14140 CAMPOS MACHADO PTB 176 1,33%
13123 ZICO PT - PRB / PT / PR / PT do B 141 1,07%
45101 MILTON FLAVIO PSDB - DEM / PSDB 128 0,97%
13113 EDINHO SILVA PT - PRB / PT / PR / PT do B 119 0,90%
45680 ORLANDO MORANDO PSDB - DEM / PSDB 116 0,88%
12181 MAJOR OLIMPIO PDT 103 0,78%
45198 JOSE BORANGA PSDB - DEM / PSDB 99 0,75%
20633 RODRIGO MORAES PSC - PSC / PHS 98 0,74%
10321 SEBASTIÃO SANTOS PRB - PRB / PT / PR / PT do B 95 0,72%
23523 ESTEVÃO PPS 94 0,71%
20007 CELSO NASCIMENTO PSC - PSC / PHS 93 0,70%
25123 JOAO MELLAO NETO DEM - DEM / PSDB 83 0,63%
40999 DR. PAULO MARIANI PSB 81 0,61%
45235 DILADOR BORGES PSDB - DEM / PSDB 73 0,55%
45155 CLOVIS CHAVES PSDB - DEM / PSDB 69 0,52%
12310 CARLOS HERNANDES PDT 65 0,49%
40123 ED THOMAS PSB 56 0,42%
25800 LEANDRO DO KLB DEM - DEM / PSDB 51 0,39%
45545 BARROS MUNHOZ PSDB - DEM / PSDB 49 0,37%
23456 GONDIM PPS 49 0,37%
13622 JOÃO PAULO RILLO PT - PRB / PT / PR / PT do B 44 0,33%
22999 ANDRE DO PRADO PR - PRB / PT / PR / PT do B 41 0,31%
14747 WALDIR AGNELLO PTB 39 0,29%
15010 BEBETTO PMDB 36 0,27%
50789 CARLOS GIANNAZI PSOL 35 0,26%
43045 RICARDO CASTILHO PV 34 0,26%
23123 DAVI ZAIA PPS 31 0,23%
45000 HELIO RUBENS PSDB - DEM / PSDB 28 0,21%
15000 BALEIA ROSSI PMDB 25 0,19%
20110 PASTOR VIEIRA ROCHA PSC - PSC / PHS 24 0,18%
45200 CÉLIA LEÃO PSDB - DEM / PSDB 23 0,17%
43363 REINALDO ALGUZ PV 23 0,17%
25005 ANDRE SOARES DEM - DEM / PSDB 22 0,17%
13789 TITO PT - PRB / PT / PR / PT do B 21 0,16%
45010 UBIRAJARA GUIMARÃES PSDB - DEM / PSDB 21 0,16%
36987 DRA. CONCEIÇÃO PTC 19 0,14%
13133 ELI TEODORO PT - PRB / PT / PR / PT do B 19 0,14%
45125 MAURO BRAGATO PSDB - DEM / PSDB 18 0,14%
12133 JOSE BITTENCOURT PDT 18 0,14%
50606 LIVINO REIS PSOL 17 0,13%
13310 LUIZ CLAUDIO MARCOLINO PT - PRB / PT / PR / PT do B 17 0,13%
17800 MERCHÓ COSTA PSL 15 0,11%
45700 FERNANDO CAPEZ PSDB - DEM / PSDB 15 0,11%
23000 EDUARDO REZEK PPS 15 0,11%
22222 ZE PEDRO PR - PRB / PT / PR / PT do B 14 0,11%
11111 CURIATI PP 13 0,10%
45789 MILTON DALLARI PSDB - DEM / PSDB 13 0,10%
65055 SARAH MUNHOZ PC do B 13 0,10%
20512 CANDIDO PSC - PSC / PHS 13 0,10%
12345 RAFAEL SILVA PDT 12 0,09%
13613 BRENO CORTELLA PT - PRB / PT / PR / PT do B 12 0,09%
13456 BETH SAHAO PT - PRB / PT / PR / PT do B 11 0,08%
40223 HILKIAS PSB 10 0,08%
13131 MARCOS MARTINS PT - PRB / PT / PR / PT do B 10 0,08%
13199 ANTONIO MENTOR PT - PRB / PT / PR / PT do B 10 0,08%
10123 GILMACI SANTOS PRB - PRB / PT / PR / PT do B 10 0,08%
13120 RAFAEL MARINHO PT - PRB / PT / PR / PT do B 10 0,08%
25200 RICARDO SALLES DEM - DEM / PSDB 9 0,07%
45633 PAULO ALEXANDRE BARBOSA PSDB - DEM / PSDB 9 0,07%
45223 BORELI PSDB - DEM / PSDB 8 0,06%
17634 ALEMÃO DO CRUZADO PSL 8 0,06%
45045 EVANDRO LOSACCO PSDB - DEM / PSDB 8 0,06%
20012 APOSTOLO EURIPEDES PSC - PSC / PHS 8 0,06%
25118 EDMIR CHEDID DEM - DEM / PSDB 8 0,06%
25100 ULISSES SALES DEM - DEM / PSDB 8 0,06%
45145 BRUNO COVAS PSDB - DEM / PSDB 8 0,06%
65035 LECI BRANDÃO PC do B 7 0,05%
43007 FELICIANO PV 7 0,05%
11999 PAULERA PP 7 0,05%
12377 TADEU MORAIS PDT 7 0,05%
13122 TONINHO DO PT PT - PRB / PT / PR / PT do B 7 0,05%
12100 DINEI PDT 7 0,05%
17777 RODRIGO ASHIUCHI DO LUMBINI PSL 7 0,05%
45555 CELSO GIGLIO PSDB - DEM / PSDB 6 0,05%
15622 JOOJI HATO PMDB 6 0,05%
45193 CORONEL JAIR PACA PSDB - DEM / PSDB 6 0,05%
20222 JOÃO BINATO PSC - PSC / PHS 6 0,05%
14160 ROQUE BARBIERE - ROQUINHO PTB 6 0,05%
12812 PAULO BARBOSA PDT 6 0,05%
13213 PADRE JUZEMILDO PT - PRB / PT / PR / PT do B 6 0,05%
40321 DR. JOSÉ RICARDO PSB 6 0,05%
11300 FARIA JR PP 6 0,05%
45321 CARLOS BEZERRA JR. PSDB - DEM / PSDB 6 0,05%
36100 MARA DA AUPRA PTC 6 0,05%
13656 FERNANDO ESCODEIRO PT - PRB / PT / PR / PT do B 6 0,05%
11051 VALDIR PINHEIRO PP 5 0,04%
13400 ROBERTO FELICIO PT - PRB / PT / PR / PT do B 5 0,04%
43134 RITA PASSOS PV 5 0,04%
11313 MARIA CLEMENTINA PP 5 0,04%
43477 PASTOR DILMO DOS SANTOS PV 5 0,04%
13111 JURA PT - PRB / PT / PR / PT do B 5 0,04%
12789 MARCO BRASIL PDT 5 0,04%
23500 BARROS PPS 5 0,04%
40133 IRMÃO OZELITO PSB 5 0,04%
12300 AMON VIOLEIRO PDT 5 0,04%
23110 ADEMIR DA GUIA PPS 4 0,03%
13156 RUI FALCÃO PT - PRB / PT / PR / PT do B 4 0,03%
13300 EUVANILDE PT - PRB / PT / PR / PT do B 4 0,03%
13222 ADRIANO DIOGO PT - PRB / PT / PR / PT do B 4 0,03%
45122 RAMALHO DA CONSTRUCAO PSDB - DEM / PSDB 4 0,03%
25558 GIL ARANTES DEM - DEM / PSDB 4 0,03%
65688 CAVAZZANA DEOMAR PC do B 4 0,03%
45111 GERALDO VINHOLI PSDB - DEM / PSDB 4 0,03%
13999 CARLOS NEDER PT - PRB / PT / PR / PT do B 4 0,03%
45365 MAURICIO PINTERICH PSDB - DEM / PSDB 4 0,03%
20014 ALAN NETO PSC - PSC / PHS 4 0,03%
15800 PESTANA PMDB 4 0,03%
25600 ZE TURIN DEM - DEM / PSDB 4 0,03%
25125 FERNANDO LUCAS DEM - DEM / PSDB 4 0,03%
40404 DR. JULIANO PRANDI PSB 4 0,03%
45300 CASSIO NAVARRO PSDB - DEM / PSDB 4 0,03%
40222 ALEXANDRE OLIVEIRA PSB 4 0,03%
23333 VITOR SAPIENZA PPS 3 0,02%
23050 IRMA MOLINERO PPS 3 0,02%
11002 DR. LUCAS DE PAULA PP 3 0,02%
50193 LEO PSOL 3 0,02%
20956 NELSON RODRIGUES PSC - PSC / PHS 3 0,02%
43777 SÉRGIO CONTENTE PV 3 0,02%
12500 MYRYAM ATHIE PDT 3 0,02%
17321 RADIALISTA CIRO PSL 3 0,02%
20080 JOAQUIM RUESCAS PSC - PSC / PHS 3 0,02%
13750 ELISEU COSTA PT - PRB / PT / PR / PT do B 3 0,02%
14222 HEROILMA SOARES TAVARES PTB 3 0,02%
12123 ROGERIO NOGUEIRA PDT 3 0,02%
12312 NICOLACI PDT 3 0,02%
14014 LÉO ÁQUILLA PTB 3 0,02%
13490 ADINAN ORTOLAN PT - PRB / PT / PR / PT do B 3 0,02%
65013 ERLEI ALIADO PC do B 3 0,02%
45011 WILLIAM FERRAZ PSDB - DEM / PSDB 3 0,02%
13413 RAFAEL AGOSTINI PT - PRB / PT / PR / PT do B 3 0,02%
12456 HELIO BASTOS PDT 2 0,02%
23540 PROFESSOR ZE MARIA PPS 2 0,02%
45485 ZÉ AILTON PSDB - DEM / PSDB 2 0,02%
14138 CONTE LOPES PTB 2 0,02%
45900 DR RUBENS PSDB - DEM / PSDB 2 0,02%
43222 BRAZ ALBERTINI PV 2 0,02%
40227 TEREZINHA PSB 2 0,02%
45114 MARIA LÚCIA AMARY PSDB - DEM / PSDB 2 0,02%
15633 JÂNIO PMDB 2 0,02%
13132 DR. LUIZINHO PT - PRB / PT / PR / PT do B 2 0,02%
20020 DR. CLAUDIO MIRANDA PSC - PSC / PHS 2 0,02%
11444 MAURICIO DO AVESTRUZ PP 2 0,02%
12612 CONSTANCIA FELIX PDT 2 0,02%
11211 RIBEIRÃO PP 2 0,02%
17888 DR. ERNANI PSL 2 0,02%
25999 IVAN TESOURINHA STRINGHI DEM - DEM / PSDB 2 0,02%
17000 DR. JADIR GRILO PSL 2 0,02%
45456 JOÃO SANZOVO PSDB - DEM / PSDB 2 0,02%
14144 VANDO PTB 2 0,02%
17900 GERSON ISIDORO KADOCHI PSL 2 0,02%
45777 JOSÉ LUIZ RIBEIRO PSDB - DEM / PSDB 2 0,02%
13333 NATIVIDADE PT - PRB / PT / PR / PT do B 2 0,02%
13555 LELO PAGANI PT - PRB / PT / PR / PT do B 2 0,02%
65065 MAURIN DA SORVETERIA PC do B 2 0,02%
20357 CLAUDIO RANA PSC - PSC / PHS 2 0,02%
15001 DRA ADRIANA PMDB 2 0,02%
40211 SARGENTO OHNO PSB 2 0,02%
15122 MARQUINHOS SKALA PMDB 2 0,02%
15815 ANA PAULA ROSSI PMDB 2 0,02%
23400 EDINHO RIBEIRO PPS 2 0,02%
45645 ARTUR ORSI PSDB - DEM / PSDB 2 0,02%
25500 JAIRO PINTO DEM - DEM / PSDB 2 0,02%
23300 PROF. NELSON SUSSUMU SHIKICIMA PPS 2 0,02%
15012 THIAGO FERRARI PMDB 2 0,02%
11188 SIMONY PP 2 0,02%
40125 FAETI PSB 1 0,01%
45123 WELSON GASPARINI PSDB - DEM / PSDB 1 0,01%
43789 DR FLAVIO PV 1 0,01%
12510 TONHÃO SOM DE CRISTAL PDT 1 0,01%
45156 ROBERTO ENGLER PSDB - DEM / PSDB 1 0,01%
45666 GILSON BARRETO PSDB - DEM / PSDB 1 0,01%
15630 TARCILIO BOSCO PMDB 1 0,01%
40333 YVONE BARREIROS PSB 1 0,01%
23632 AZUAITE PPS 1 0,01%
40233 CHICO BEZERRA PSB 1 0,01%
22000 WALTER GOMES PR - PRB / PT / PR / PT do B 1 0,01%
45444 DRA MARY PSDB - DEM / PSDB 1 0,01%
43235 VALMIR OLHO DE LOBO PV 1 0,01%
65533 PROFESSOR FLAVIO DELMANTO PC do B 1 0,01%
70113 MOISES PAPAI NOEL PT do B - PRB / PT / PR / PT do B 1 0,01%
43434 LIA PV 1 0,01%
20835 DE MARCO PSC - PSC / PHS 1 0,01%
45222 ADOLFO QUINTAS PSDB - DEM / PSDB 1 0,01%
12000 AURELIO PDT 1 0,01%
11231 FIALA PP 1 0,01%
13154 CLEUSA QUILOMBOLA PT - PRB / PT / PR / PT do B 1 0,01%
13650 GALLO PT - PRB / PT / PR / PT do B 1 0,01%
45454 EDISON CANDIDO PSDB - DEM / PSDB 1 0,01%
15100 IBRAIM PMDB 1 0,01%
40541 ALCEU GIRALDI PSB 1 0,01%
25011 GILSON DE SOUZA DEM - DEM / PSDB 1 0,01%
22333 JOSIAS DINIZ PR - PRB / PT / PR / PT do B 1 0,01%
45001 PROFESSOR BETO VARUSSA PSDB - DEM / PSDB 1 0,01%
20356 PROF. CIDO PSC - PSC / PHS 1 0,01%
12222 CARLAO MOTORISTA PDT 1 0,01%
14500 TARDELLI PTB 1 0,01%
13125 WILSON SANTOS PT - PRB / PT / PR / PT do B 1 0,01%
40666 MALU VIEIRA - BAISA PSB 1 0,01%
23623 ROBERTO MORAIS PPS 1 0,01%
15777 MOURA ANDRADE PMDB 1 0,01%
15600 ANGELA RAMALHO PMDB 1 0,01%
20200 ADILSON ROSSI PSC - PSC / PHS 1 0,01%
13114 ENIO TATTO PT - PRB / PT / PR / PT do B 1 0,01%
22888 JOSE JANTALIA PR - PRB / PT / PR / PT do B 1 0,01%
12350 MAURICIO SIQUEIRA PDT 1 0,01%
20900 CABO FILHO PSC - PSC / PHS 1 0,01%
12369 TOLOI PDT 1 0,01%
23444 CICERO FELIX PPS 1 0,01%
43433 REGINA GONÇALVES PV 1 0,01%
13790 TOFFOLI PT - PRB / PT / PR / PT do B 1 0,01%
20133 MARTA LIVIA SUPLICY PSC - PSC / PHS 1 0,01%
65100 ALCIDES AMAZONAS PC do B 1 0,01%
13634 BETO CANGUSSU PT - PRB / PT / PR / PT do B 1 0,01%
13177 DUDU BOLITO PT - PRB / PT / PR / PT do B 1 0,01%
13103 PORTUGUÊS PT - PRB / PT / PR / PT do B 1 0,01%
13580 TIÃOZINHO PT - PRB / PT / PR / PT do B 1 0,01%
25777 JERONIMO MORENO DEM - DEM / PSDB 1 0,01%
23222 MARCOS CHIEN PPS 1 0,01%
40500 BACCARIN PSB 1 0,01%
43266 FERNANDO MARREY FERREIRA PV 1 0,01%
14300 DR ANTONIO KHOURI PTB 1 0,01%
40777 ROMUALDO PSB 1 0,01%
20220 RENATO PUPO PSC - PSC / PHS 1 0,01%
40007 GERALDO NÓBREGA PSB 1 0,01%
10000 GERSON DEZEMBRO PRB - PRB / PT / PR / PT do B 1 0,01%
45455 CONCCI MARCO PSDB - DEM / PSDB 1 0,01%
43121 MARCIO SANTOS PV 1 0,01%
11011 MALEK PP 1 0,01%
40122 SANDRO PATRIOTA PSB 1 0,01%
15333 JONAS PMDB 1 0,01%
43000 GENTIL PV 1 0,01%
11334 ANDERSON GRECCO PP 1 0,01%
45151 BERNARDO ORTIZ JR PSDB - DEM / PSDB 1 0,01%
13313 RENATO DO GEB PT - PRB / PT / PR / PT do B 1 0,01%
13000 ANDERSON SILVA PT - PRB / PT / PR / PT do B 1 0,01%
12171 JUNIOR PRUDENTE E REGIAO PDT 1 0,01%
20100 LEANDRO AMARAL PSC - PSC / PHS 1 0,01%
23566 MYRIAM ALCKMIN PPS 1 0,01%
65500 CAJU PC do B 1 0,01%
45132 DR. RICARDO MARTINS PSDB - DEM / PSDB 1 0,01%
13200 CRISTINA DA USP PT - PRB / PT / PR / PT do B 1 0,01%
23423 ALEX MANENTE PPS 1 0,01%
40789 VINICIUS CAMARINHA PSB 1 0,01%
20155 LUIZ BUENO PSC - PSC / PHS 1 0,01%

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral – TSE

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Resultados gerais das eleições: http://divulgacao.tse.gov.br/