Meus amigos, meus parcos leitores, estamos chegando ao fim de mais um ano. No próximo sábado, já estaremos vivendo o primeiro dia de 2011. Puxa! O tempo passa!
Claro que os calendários foram criados para que nós não nos perdêssemos no tempo. Mas nós, ao longo dos séculos, nos tornamos verdadeiros escravos do tempo. Acho que a marcação do tempo precedeu a escrita na criação da burocracia. Com os calendários, nasceram os anos, os meses, os dias da semana, as horas. Desde então, não paramos mais de olhar para a folhinha e para o relógio. Na verdade, isso parece que faz tem a ver com aquela velha mania do ser humano de querer ver sentido e ordem em tudo, inclusive no caos. Mas isso é conversa de filósofo. O que nos interessa mesmo, aqui, é o Ano Novo, com inicial maiúscula e tudo.
Nesta época de final de ano, todo o mundo se deseja FELIZ ANO ANOVO. Mas o que a gente realmente precisa fazer para ter um feliz Ano Novo?
Eu, sinceramente, não conheço o segredo da felicidade. Mas a vivência me ensinou que há algumas maneiras de tornar a vida da gente um pouco mais agradável. São atitudes simples, que geralmente têm efeito imediato.
Há pessoas que se orgulham tanto de si mesmas, que acabam se tornando extremamente desagradáveis. Esse é um problema sério em nossa sociedade: egos inflados. Pessoas assim geralmente acabam descobrindo, em determinado momento de suas vidas, que não são felizes.
Há três receitas básicas para termos uma vida melhor: cuidar da saúde, viver em paz e ter amigos. Pode parecer bobagem, mas são regrinhas que realmente funcionam.
Cuidar da saúde pode ajudar a gente a ter uma qualidade de vida melhor, uma existência mais longa, uma velhice mais agradável. Claro que você não precisa ser um hipocondríaco, nem ficar visitando médicos toda semana, nem ser vegetariano. Basta se cuidar e não cometer excessos. As visitas preventivas ao médico, depois de certa idade, são bastante recomendáveis, mas tome cuidado para não se tornar um rato de consultório.
Viver em paz é importante e não é difícil. Basta você não ficar se revoltando contra tudo e contra todos, não querer ser o dono da verdade, não querer impor suas vontades nem sua opinião às outras pessoas. Não queira, também, ficar vendo conspiração em todo. Evite arrumar encrencas ou fazer da vida um dramalhão mexicano. Como dizia o Barão de Itararé, o que se leva da vida é a vida que a gente leva. Há quem diga, também ,que não devemos levar a vida tão a sério, pois não vamos sair vivos dela mesmo.
A terceira regrinha – ter amigos – está intimamente ligada à segunda – viver em paz. Para ter amigos, é necessário que você os conquiste. Para isso, é fundamental que você seja uma pessoa agradável, sinceramente simpática, bem-humorada dentro do razoável, Eu digo “bem-humorada dentro do razoável” porque não há nada pior do que alguém metido a gozador e piadista sem talento. Se você não tem criatividade para inventar piadas ou brincadeira, não invente. Fique na sua. Respeite suas limitações. Enfim, é preciso cuidar de seu “marketing pessoal”.
Outra coisa que as pessoas precisam entender é que as hierarquias e os vários níveis sociais e econômicos de nossa sociedade são meras convenções. De acordo com as leis naturais, nenhum ser humano é superior ou inferior ao outro. Portanto, não se iluda: se você se julga o “rei da cocada preta” porque exerce algum tipo de poder, lembre-se de que isso é transitório, é uma mera convenção passageira, que, em breve, se esvanecerá, e você voltará a ser apenas mais um na multidão. Portanto, abaixe as bolas e seja humilde.
Tem gente que faz da vida uma tragédia, achando que tem que agarrar o mundo inteiro com as mãos. Pura bobagem. Quem quis comer o bolo todo de uma só vez acabou morrendo de congestão.
Em suma, o segredo da felicidade plena não existe. O que a gente pode fazer, é procurar viver da melhor forma possível, segundo algumas regrinhas, como essas que expus acima. São regrinhas simples, do dia a dia. Não existe essa história de que, “no final, o bem triunfará sobre o mal e todos viveremos felizes para sempre”. A vida não é um conto de fadas nem uma novela da Globo. A vida é a vida, é o dia a dia, é a rotina, os problemas domésticos e familiares para resolver e, obviamente, o nosso trabalho diário, sem o qual a gente não tem dinheiro para pagar as contas. O rsto é conversa mole.
Portanto, meus amigos, FELIZ ANO NOVO para todos vocês e pé no chão. Descansem bem no dia 1.º e 02 (domingo), que, na segunda-feira, dia 03, a vida recomeça e a gente volta ao mundo real, à velha rotina. E a vida continua.
