quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo

Meus amigos, meus parcos leitores, estamos chegando ao fim de mais um ano. No próximo sábado, já estaremos vivendo o primeiro dia de 2011. Puxa! O tempo passa!

Claro que os calendários foram criados para que nós não nos perdêssemos no tempo. Mas nós, ao longo dos séculos, nos tornamos verdadeiros escravos do tempo. Acho que a marcação do tempo precedeu a escrita na criação da burocracia. Com os calendários, nasceram os anos, os meses, os dias da semana, as horas. Desde então, não paramos mais de olhar para a folhinha e para o relógio. Na verdade, isso parece que faz tem a ver com aquela velha mania do ser humano de querer ver sentido e ordem em tudo, inclusive no caos. Mas isso é conversa de filósofo. O que nos interessa mesmo, aqui, é o Ano Novo, com inicial maiúscula e tudo.

Nesta época de final de ano, todo o mundo se deseja FELIZ ANO ANOVO. Mas o que a gente realmente precisa fazer para ter um feliz Ano Novo?

Eu, sinceramente, não conheço o segredo da felicidade. Mas a vivência me ensinou que há algumas maneiras de tornar a vida da gente um pouco mais agradável. São atitudes simples, que geralmente têm efeito imediato.

Há pessoas que se orgulham tanto de si mesmas, que acabam se tornando extremamente desagradáveis. Esse é um problema sério em nossa sociedade: egos inflados. Pessoas assim geralmente acabam descobrindo, em determinado momento de suas vidas, que não são felizes.

Há três receitas básicas para termos uma vida melhor: cuidar da saúde, viver em paz e ter amigos. Pode parecer bobagem, mas são regrinhas que realmente funcionam.

Cuidar da saúde pode ajudar a gente a ter uma qualidade de vida melhor, uma existência mais longa, uma velhice mais agradável. Claro que você não precisa ser um hipocondríaco, nem ficar visitando médicos toda semana, nem ser vegetariano. Basta se cuidar e não cometer excessos. As visitas preventivas ao médico, depois de certa idade, são bastante recomendáveis, mas tome cuidado para não se tornar um rato de consultório.

Viver em paz é importante e não é difícil. Basta você não ficar se revoltando contra tudo e contra todos, não querer ser o dono da verdade, não querer impor suas vontades nem sua opinião às outras pessoas. Não queira, também, ficar vendo conspiração em todo. Evite arrumar encrencas ou fazer da vida um dramalhão mexicano. Como dizia o Barão de Itararé, o que se leva da vida é a vida que a gente leva. Há quem diga, também ,que não devemos levar a vida tão a sério, pois não vamos sair vivos dela mesmo.

A terceira regrinha – ter amigos – está intimamente ligada à segunda – viver em paz. Para ter amigos, é necessário que você os conquiste. Para isso, é fundamental que você seja uma pessoa agradável, sinceramente simpática, bem-humorada dentro do razoável, Eu digo “bem-humorada dentro do razoável” porque não há nada pior do que alguém metido a gozador e piadista sem talento. Se você não tem criatividade para inventar piadas ou brincadeira, não invente. Fique na sua. Respeite suas limitações. Enfim, é preciso cuidar de seu “marketing pessoal”.

Outra coisa que as pessoas precisam entender é que as hierarquias e os vários níveis sociais e econômicos de nossa sociedade são meras convenções. De acordo com as leis naturais, nenhum ser humano é superior ou inferior ao outro. Portanto, não se iluda: se você se julga o “rei da cocada preta” porque exerce algum tipo de poder, lembre-se de que isso é transitório, é uma mera convenção passageira, que, em breve, se esvanecerá, e você voltará a ser apenas mais um na multidão. Portanto, abaixe as bolas e seja humilde.

Tem gente que faz da vida uma tragédia, achando que tem que agarrar o mundo inteiro com as mãos. Pura bobagem. Quem quis comer o bolo todo de uma só vez acabou morrendo de congestão.

Em suma, o segredo da felicidade plena não existe. O que a gente pode fazer, é procurar viver da melhor forma possível, segundo algumas regrinhas, como essas que expus acima. São regrinhas simples, do dia a dia. Não existe essa história de que, “no final, o bem triunfará sobre o mal e todos viveremos felizes para sempre”. A vida não é um conto de fadas nem uma novela da Globo. A vida é a vida, é o dia a dia, é a rotina, os problemas domésticos e familiares para resolver e, obviamente, o nosso trabalho diário, sem o qual a gente não tem dinheiro para pagar as contas. O rsto é conversa mole.

Portanto, meus amigos, FELIZ ANO NOVO para todos vocês e pé no chão. Descansem bem no dia 1.º e 02 (domingo), que, na segunda-feira, dia 03, a vida recomeça e a gente volta ao mundo real, à velha rotina. E a vida continua.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Meu Natal de ontem e meu Natal de hoje

Hoje, Natal, para mim, é uma data meio “deprê”. Mas houve um tempo em que eu, ainda criança, acreditava em Natal. Eu já ficava ansioso só de saber que o mês de dezembro estava se aproximando. Minha imaginação infantil não tinha limites. Eu incomodava minha mãe, para ela armar a árvore de Natal. Minha avó materna vinha passar uns dias com a gente nos finais de ano e havia toda aquele clima de reunião familiar. Tudo para mim era festa. Um mundo de ilusão e de fantasias se formava em minha volta. O que será que o Papai Noel iria me trazer de presente? Quando eu acordava, na manhã de 25 de dezembro, lá estava um presentinho sobre meus sapatos, que eu, cuidadosamente, na noite anterior, colocara na janela para facilitar o trabalho do bom velhinho. Eu vivia em outros tempos, quando não havia Internet nem globalização. Uma gaitinha, que eu não sabia tocar, ou um daqueles revólveres de espoleta ou de rolha já me deixavam bem feliz. Todo aquele clima de Natal, de Missa do Galo, à qual eu nunca fui, de “noite feliz”, do nascimento do Menino Jesus, de reunião de parentes e amigos me fascinava. Como era bonito meu Natal Eram outros tempos. Era um outro mundo.

Hoje, já sei que o nascimento de Cristo, que ninguém, na verdade, sabe quando aconteceu, foi apenas um pretexto para desarraigar uma festa pagã de Roma dos primeiros séculos de nossa era, na primeira grande jogada de marketing religioso da História. Hoje também sei que o Papai Noel nunca esteve em minha casa para deixar meus presentinhos. Aliás, ele nunca entregou presentinhos para ninguém, Agora, sei que os presentinhos que sempre estavam sobre os meus sapatos na janela, nas manhãs do dia 25 de dezembro, vinham do parco orçamento de meu velho e querido pai. Na verdade, aquele velhinho de roupas vermelhas e jeitão simpático veio ao mundo mesmo para ajudar a vender Coca-Cola e acabou pegando carona no Natal.

Esse contraste entre o mundo ideal e o mundo real às vezes nos assusta, nos deprime. Aí, desejamos, a todo custo, voltar para o mundo ideal, aquele de nossa infância, no qual tudo é possível. Mas como voltar atrás, se minha avó já não vem mais nos visitar nos finais de ano. Meus pais também já não estão mais aqui para colocarem meu presente sobre meus sapatinhos enquanto eu durmo e dizerem que foi Papai Noel que o trouxe; nem os fartos almoços de família no Natal existem mais, pois a maioria dos comensais já não está mais aqui. Eles se foram. E eu fiquei aqui, sozinho, ouvindo, ainda, ao longe, as músicas natalinas de Luís Bordon anunciando mais alguma promoção de Natal.

Feliz Natal e um excelente 2011, com muita saúde e paz.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Farra com o nosso dinheiro

Não sou contra que se conceda reajuste aos proventos de senadores, deputados, presidente e vice-presidente da República, ministros e funcionários públicos. Mas há que se ter bom senso, responsabilidade.

Na tarde de 15 de dezembro de 2010, uma quarta-feira, o salário dos senadores e deputados federais subiu de 16.512,09 reais para 26.723,13 reais.

Parece alto, mas tenha a certeza de que, na verdade, na prática, é muito maior que isso. Engordado por truques legais e filigranas jurídicas, o valor que os parlamentares brasileiros embolsam mensalmente ultrapassa com folga a faixa dos 100 mil reais.

Além do registrado na folha de pagamento, os 81 senadores, por exemplo, têm direito à verba indenizatória de 15 mil reais, verba para transporte aéreo de até 27 mil reais, cota de telefone fixo (1.000 reais), celular (ilimitado), auxílio-moradia (3.800 reais), combustível (520 reais), entre outros benefícios. Os números foram extraídos de um levantamento do site Congresso em Foco divulgado em julho deste ano, com base em informações da Câmara, do Senado e da Ong Transparência Brasil.

“O valor ainda pode aumentar com a incorporação de serviços e cotas difíceis de mensurar”, ressalva o Congresso em Foco lembrando que os 513 deputados recebem ainda 14º e 15º salários (com o codinome de “ajuda de custo”). Também há o chamado “cotão” mensal, de até 35.512,09 reais, que pode ser desperdiçado com fretamento de aeronaves, combustível, assinatura de publicações e outras miudezas.

Plano de saúde

A farra com dinheiro público não para por aí. Congressistas, ex-congressistas (mediante o pagamento mensal de 200 reais), cônjuges e dependentes têm direito a um plano de saúde que reembolsas despesas médicas e odontológicas ilimitadas. Eu disse ILIMITADAS. De acordo com a ONG Contas Abertas, os gastos com serviços médico-hospitalares, odontológicos e laboratoriais do Senado quase duplicaram neste ano, em relação a 2009. O benefício inclui o pagamento de cirurgias e tratamento médico no exterior – eu disse NO EXTERIOR.

Até o dia 11 de novembro, a despesa havia alcançado 40,6 milhões de reais. Para ficar num exemplo de como os beneficiários do plano gastam com saúde, a apresentadora de TV Paula Lobão, mulher do suplente de senador Lobão Filho, herdeiro do ex-ministro Edison Lobão, gastou 26 mil reais num tratamento odontológico no começo deste ano.

Presidente, vice-presidente e ministros de Estado

Inflado pelo reajuste superior a 130%, o salário do presidente da República e do vice-presidente também atingiu o teto de 26.723,13 reais. Parece alto. É muito maior, se forem incluídas as despesas bancadas pelo estado com moradia, alimentação, transporte, serviços médicos, segurança, escritórios regionais. Em 2010, o cartão corporativo da Secretaria de Administração da Presidência da República, que responde por todos os gastos envolvendo o presidente e a primeira-dama, consumiu 5.570.316,80 reais – só para ficar com os valores protegidos por sigilo. Os gastos secretos da vice-presidência foram de 555.053,47 reais.

Os ministros de Estado, cujos salários serão equiparados ao teto, continuarão a aumentar a remuneração mensal com a participação em conselhos de empresas estatais. A lei 9.292, de julho de 1996, ressalva apenas que o valor “não excederá, em nenhuma hipótese, a dez por cento da remuneração mensal média dos diretores das respectivas empresas”.

Quando chefiava a Casa Civil, por exemplo, Dilma Rousseff elevava o salário de 11.400 reais para 23 mil reais por participar dos conselhos da Petrobras e da BR Distribuidora. Os gastos com moradia, serviços médicos e odontológicos (incluindo dependentes), passagens e deslocamentos, entre outros, são integralmente cobertos com dinheiro público.

Ministros do STF

A legislação estabelece que o maior salário é sempre o dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Até o momento, eles recebem 26.723,13 reais.

Parece alto? Pois, na realidade, é muito maior. Cada um dos 11 ministros do STF pode gastar 614 reais por dia em viagens dentro do território nacional e 485 dólares por dia em viagens internacionais. Se o magistrado não morar em apartamentos funcionais, o auxílio-moradia é de 2.750 reais. Eles ainda têm direito a um carro oficial com motorista – os gastos com combustível são ilimitados – e oito cargos comissionados (gente que ele pode contratar por conta do dinheiro úblico). Em troca de um valor que não ultrapassa os 211,49 reais, os ministros e seus dependentes têm um plano de saúde que abrange cobertura médica e odontológica integrais. Depois de aposentados compulsoriamente (quando completam 70 anos), os ministros continuam a receber o salário integral. Em caso de aposentadoria antecipada, o valor do subsídio é proporcional ao tempo de serviço.
Efeito cascata

Essas despesas não incluem os gastos com os quase 36 mil funcionários públicos do Legislativo, 1.106 servidores do STF, 23.172 da Justiça Federal, 33.503 da Justiça do Trabalho e tantos outros cargos comissionados – população superior à de centenas de cidades brasileiras.

“O maior problema do aumento do salário de deputados e senadores é que ele pode contagiar a máquina estatal e se estender para todos os setores do governo”, adverte Raul Velloso, especialista em contas públicas. “Os sindicatos, por exemplo, têm um balcão de negociação permanente no Ministério do Planejamento. O aumento nos salários dos parlamentares abre o precedente para o aumento nos salários do funcionalismo público”.

O último reajuste do Legislativo, que catapultou o salário de R$ 12 mil para R$ 16.512,09 por mês, ocorreu em 2007. Nos últimos três anos, a inflação não chegou a 20%. Para os congressistas, o salto desta quarta-feira foi de 61,8%. Presidente, vice-presidente e ministros quase triplicaram a arrecadação mensal. Enquanto isso, o salário mínimo está em 510 reais. Com sorte, chegará a 540 reais em 2011.
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Fonte – portal da revista VEJA - 15/12/2010 - 21:25 -
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/o-salario-dos-politicos-parece-alto-e-muito-maior

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Internet: ela veio para mudar o mundo

Blogs, Twitter, Orkut, WikiLeaks, isso não é nem o começo da revolução que vem por aí. Preparem-se: a Internet veioi para ficar. Somos nós que temos que nos adaptar a ela, e não ela a nós.

Tenho visto e lido muito sobre esse site que vem publicando o teor de documentos secretos, o WikiLeaks. Realmente, a divulgação desses documentos tem acarretado muita polêmica. Tudo começou agora, em 2010, quando o site publicou, para o mundo todo ver, um vídeo no qual militares dos Estados Unidos fuzilam iraquianos de um helicóptero. Criado em 2007, por Julian Assange, o site WikiLeaks é considerado um novo s~imbolo do chamado jornalismo investigativo. No entanto, vem sendo duramente condenado, pois alguns o consideram como uma espécie de risco à segurança internacional. Pura bobagem.

Na verdade, a Internet já está beirando os vinte anos como rede mundial de computadores, de uso universal. Mesmo assim, boa parte das pessoas ainda não aceitaram a ideia de que ela chegou para mudar o mundo. A Internet está revolucionando os costumes, a comunicação, as formas de contatos entre os seres humanos e até a nossa cultura de informação. Preparem-se: está acabando o mundo dos segredos de estado, das conversas reservadas nos gabinetes do poder, dos acordos e conluios a portas fechadas. Se você, caro leitor, não aceita um mundo assim, um mundo sem censura, no qual a informação circula rapidamente, sobre tudo e sobre todos, trate de ir se preparando, pois é num mundo assim que você vai viver dentro em breve. As ditaduras estão com os dias contados. A Internet veio para mudar o mundo, mudar a vida da gente. Isto tudo que estamos vendo agora (WikiLeaks, Twitter, Orkut, etc. ) não é nem o começo: é só uma introdução.

Assisti recentemente a um filme de humor fictício que se passava em um mundo onde não havia mentiras. Estamos a caminho de um mundo onde não haverá mais controle sobre a informação, o que vai mudar profundamente o modo de ser da humanidade. Podemos até chegar a um ponto em que, como no filme que vi, as informações estarão tão disponíveis a todos os cidadãos, que não será mais possível nem mentir.

Venho dizendo isso há anos, desde que eu e um grupo de amigos implantamos o primeiro provedor de acesso à Internet de Pereira Barreto: a Internet veio para ficar. Não se iludam: não é ela que vai ter que se adaptar a nós, e sim nós é que vamos ter de nos adaptar a ela. Até agora, os que tentaram mudar isso fracassaram.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Os perigos do “controle social da mídia”

Falei, recentemente, aqui, da ditadura do politicamente correto, algo que me preocupa sobremaneira, pois parece impor uma espécie de controle sobre tudo aquilo que é dito pela mídia. O Brasil, hoje, é um celeiro de censores do politicamente correto.

Não bastasse essa minha apreensão com relação a essa “ditadura” não declarada, na edição de 07 de dezembro último do jornal FOLHA DE S. PAULO, o título da manchete principal me deixou ainda mais preocupado: “Governo propõe agência para controlar conteúdo”. Segundo a FOLHA, o governo federal estuda a criação de um órgão, que se chamaria ANC (Agência Nacional de Comunicação), cujo objetivo seria regular o conteúdo de rádios e Tvs. Uma informação dessa natureza realmente deixa a gente de cabelo em pé.

Segundo a FOLHA, há uma minuta da proposta, que foi batizada de “Lei Geral da Comunicação Social”, à qual a FOLHAl teve acesso, que é um calhamaço de quarenta folhas, que vem sendo mantido em sigilo. Essa minuta é o resultado do trabalho de uma equipe criada há seis meses e coordenada pelo ministro Franklin Martins, um conhecido adorador de ditaduras. A proposta do estudo seria discutir um novo marco regulatório para o setor.

De acordo com a proposta, essa nova agência substituiria a Ancine (Agência Nacional do Cinema) e teria poderes para multar empresas que veicularem programação considerada ofensiva, preconceituosa ou inadequada ao horário. Consultado sobre o assunto, o presidente da Ancine, Manoel Rangel, disse que não tem "opinião formada" sobre o assunto.

Afinal de contas, o que seria uma programação ofensiva, ou preconceituosa, ou inadequada para um determinado horário? Um governo que se vê no direito de julgar ele próprio o que é uma programação de TV ofensiva, preconceituosa ou inadequada para determinados horários não difere muito de governos autoritários que impõe censura.

Para mim, essa história de “controle social da mídia” é um caminho curto para a censura. Por mais boas intenções que o atual governo possa ter em relação à liberdade de imprensa, nada pode garantir que futuros governos não utilizem esse dispositivo para cercear a liberdade de expressão e de informação.

Para mim, o melhor é não mexer nisso; o mais prudente é não começar a criar instrumentos que possam se transformar em uma arma de futuros governos para exercer um controle arbitrário sobre os meios de comunicação. Não podemos criar dispositivos legais que possam ser convertidos em instrumentos contra a democracia.

A liberdade plena de expressão e informação tem, sim, seus efeitos colaterais, mas isso faz parte das regras da democracia. É preferível ouvir os gritos discordantes característicos da liberdade de expressão do que a voz solitária do autoritarismo.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Voltando a postar…

Pois é, pessoal! Faz tempo que não posto nada aqui. Não é que falta assunto. Na verdade, tenho procurado mais observar, ficar atento aos acontecimentos, para só depois formar uma opinião a respeito.

Tenho, por exemplo, acompanhado os acontecimentos no Rio de Janeiro e refletido muito sobre esse assunto. A questão da criminalidade é realmente séria e merece uma atenção especial da sociedade. O que as autoridades cariocas fizeram na semana passara era o que tinha de ser feito há muito tempo atrás. No entanto, deixaram que as coisas se agravassem, que o poder paralelo dos traficantes aumentasse. Acredito, inclusive, que a iniciativa do governo do Rio se deve mais à proximidade de uma Copa do Mundo e das Olimpíadas. Mas, de qualquer forma, espero que os resultados sejam positivos e o Rio de Janeiro tenha mais paz.

Em breve retorno a este blog com mais informação e opinião. Por hoje, fico por aqui.