sábado, 15 de janeiro de 2011

Big Brother – EU NÃO VEJO ESSA MERDA

BIG BROTHER_EU NAO VEJO ESSA MERDA

Inicialmente, peço desculpas por usar essa palavra tão grosseira: merda. Está aqui contra minha vontade. Relutei muito em inseri-la aqui. No entanto, não encontrei outra palavra que expressasse tão fortemente a mediocridade desse tipo de atração televisiva. Nenhuma outra palavra da língua portuguesa tem um poder de síntese tão poderoso como ela para jutar todos os adjetivos desqualificativos desse programa.

Como estamos num país livre, democrático e cada um, aqui, sabe o que é melhor para si, eu decidi: Big Brother, o reality show da Rede Golob, EU NÃO VOU VER ESSA MERDA.

Não pensem que sou um desses metidos a intelectuais, que vivem dizendo que odeiam a Rede Globo, que a Globo manipula os telespectadores e todo esse discurso já tão repetido. Nada disso. Eu respeito a Rede Globo. Ela é, queiram ou não, uma das maiores e mais bem estruturadas redes de televisão do mundo. Só é superada pelas três redes comerciais norte-americanas: CBS, NBC e ABC. Nem a Rede Record, com todo o dinheiro injetado pela Igreja Universal, conseguiu derrotá-la. A Rede Globo merece meu respeito. Mas Big Brother: EU NÃO VEJO ESSA MERDA.

Também respeito as pessoas que veem o Big Brother. Gosto não se discute. Mau gosto também não. Apenas lamentamos. Como disse, estamos num país livre, felizmente. Cada um vê o que quer na TV. Justamente, em razão disso, EU NÃO VEJO ESSA MERDA.

Eu tanto respeito o gosto das pessoas, que o Big Brother está em minha TV por assinatura, justamente porque meus sobrinhos gostam desse tipo de atração. Eles veem Big Brother a toda hora, mas EU NÃO VEJO ESSA MERDA.

No entanto, eu acho esse reality show uma mediocridade, uma apelação sem limites. Esta é minha opinião. No entanto, não condeno a Rede Globo por exibir esse tipo de atração. Afinal de contas, ela bate recordes de audiência e, com isso, é uma das atrações mais lucrativas da TV brasileira no momento. Mas, independentemente disso, eu NÃO VEJO ESSA MERDA.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

“A chuva é recorrente, a incompetência do poder público também”

A frase acima foi retirada do título de um texto escrito pelo jornalista Eduardo Sakamoto, em seu blog, reproduzido,também, no site da revista CARA CAPITAL.

O que está ocorrendo em São Paulo e na região serrana do Rio de janeiro é uma tragédia anunciada. Praticamente todo ano acontece, mas pouco se investe em iniciativas preventivas. O custo dessa irresponsabilidade do poder público é alto demais: só na região serrana fluminense já foram contabilizados até a noite desta quarta-feira, dia 12/01, 271 mortos. Só em Teresópolis são 130. Tudo isso poderia ser evitado ou, ao menos, amenizado se as autoridades municipais, estaduais e federais tivesse4 um pouco mais de responsabilidde.

O portal GLOBO ON LINE informa que os R$ 21 milhões previstos no orçamento de prevenção a desastres de 2010 para Friburgo e os R$ 450 mil para obras na Estrada Cuiabá, em Petrópolis, não foram disponibilizados pelo governo federal, como prometido. O Globo On Line saliente que, apesar das recorrentes tragédias causadas pelas chuvas, o governo federal mantém a tradição de investir pouco - e bem menos do que promete - para evitá-las. Dessa forma, o que a gente pode esperar é que catástrofes cmo a que ocorreram nesta quarta-feira, na região serrana do Rio de Janeiro continuem a se repetir anos após ano. ´

Quem é que vai reparar as enormes perdas humanas? Quem é que vai consolar as famílias que perderam seus antes queridos? É triste, muito triste.

domingo, 9 de janeiro de 2011

ELES SÓ QUEREM JUSTIÇA

Neste post, quero reproduzir, na íntegra, matéria da jornalista Ana Claudia Fonseca, publicada nas páginas 68 e 69 da revista VEJA, edição n. 2199, que chegou às bancas neste final de semana. A matéria fala sobre os crimes pelos quais o italiano Cesare Battisti foi condenado à prisão perpétua em seu país, uma democracia, com um Judiciário independente.

ELES SÓ QUEREM JUSTIÇA

O depoimento de familiares das vítimas de Battisti derruba a tese do governo brasileiro de que o italiano sofre perseguição política

Alberto Torregiani ficou paralítico. Maurizio Campagna perdeu o irmão e viu o pai definhar de tristeza. Alessandro Santoro testemunhou, aos 10 anos de idade, o assassinato do pai. Desde então, sofre com distúrbios psíquicos e pesadelos. Adriano Sabbadin foi obrigado a largar os estudos para se tornar arrimo de família aos 17 anos. VEJA conversou com quatro pessoas que tiveram a vida arrasada por Cesare Battisti, o italiano que o governo brasileiro, um dia antes da posse de Dilma Rousseff, decidiu não extraditar para a Itália. Em seu país, Battisti foi condenado à prisão perpétua por quatro homicídios, cometidos nos anos 70, quando era membro de um grupo terrorista de esquerda. Ele nega. Na semana passada, o governo italiano entrou com recurso pedindo que o criminoso permaneça preso até os ministros do Suprimo Tribunal Federal julgarem, em fevereiro, a validade da decisão de manter Battisti no Brasil. O primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi também avisou que pretende levar o caso ao Tribunal Internacional de Haia, pelo fato de o Brasil ter violado um tratado bilateral de extradição.

Como argumento para não entregar o criminoso à Itália, a Advocacia Geral da União (AGU), órgão de assessoria jurídica à Presidência brasileira, considerou que Battisti seria vítima de perseguição política. Os depoimentos das vítimas indicam que, ao contrário do que diz a AGU, o desejo de ver o terrorista pagar por seus crimes não tem nenhum componente político. É simplesmente um anseio por justiça. Os protestos que tomaram as ruas de vinte cidades italianas na semana passada, a propósito, transpareciam principalmente indignação pela ofensa que a decisão brasileira representou contra as instituições democráticas do país. Nos cartazes liam-se frases acusando o ex-presidente brasileiro de cumplicidade com os terroristas assassinos. Entre os manifestantes, em Roma, estava Alberto Torregiani. Seu pai, o joalheiro Pierluigi Torregieni, foi morto em 1979, em Milão, por ter reagido a uma “desapropriação”, eufemismo usado pelos comunistas para se referir a “assalto à mão armada”.Alberto, então com 15 anos, estava junto de seu pai quando os assassinos entraram na joalheria. Como recebia ameaças anônimas havia semanas, o comerciante andava sempre armado. Na troca de tiros com os terroristas, uma bala disparada por Pierluigi atingiu a coluna do filho adolescente, que ficou paralítico. O joalheiro foi executado com um tiro na cabeça. As investigações mostraram que Battisti foi o mandante do crime. “Não busco vingança, apenas justiça. Quero ver Barttisti preso e que joguem a chave fora”, diz Alberto.

O primeiro crime de Battisti ocorreu em Udine, no norte da Itália. Em 06 de junho de 1978, o agente carcerário Antonio Santoro, de 52 anos, deixou sua casa rumo à prisão onde trabalhava, a apenas 200 metros de distância. Eram 8h30, e ele estava atrasado. Talvez por isso não tenha reparado no casal de namorados na calçada. Santoro não havia dado dez passos quando o rapaz – Battisti com barba e bigode postiços – largou a moça e disparou duas vezes no agente, pelas costas. Atraído pelo barulho dos tiros, um dos três filhos de Antonio, Alessandro, de apenas 10 anos, chegou a tempo de ver o casal entrar em um carro e partir em disparada, enquanto seu pai agonizava na calçada. Alessandro lembra-se até hoje do rosto do assassino e não tem dúvida de que era Battisti. “Foi um desastre para minha família. Não tenho palavras para expressar o desespero que sentimos”, diz Alessandro, que hoje vive sozinho a poucos quarteirões da cena do crime. Atormentado pelo trauma, não guarda quase nenhuma lembrança da própria infância, a não ser os momentos do assassinato que serviu de batismo de sangue para Battisti. “A morte de meu pai foi uma espécie de troféu para ele”, afirma Alessandro. Nos “anos de chumbo” da Itália, era comum grupos terroristas competirem entre si pelos melhores alvos. Nessa disputa, policiais e agentes de segurança valiam mais pontos. O policial Adrea Campagna, por exemplo, tinha 25 anos quando, ao sair da casa da namorada, em Milão, foi executado com cinco tiros por Battisti, que foi reconhecido por uma testemunha. O irmão da vítima, Maurizio, explica que Andrea foi morto por vingança, porque foi visto na televisão, algumas semanas antes, prendendo terroristas. “Meu pai perdeu o gosto pela vida. Foi horrível vê-lo definhar com a dor da morte do meu irmão”, diz Maurizio.

Lino Sabbadin, um açougueiro bonachão de 45 anos de Santa Maria de Sala, perto de Veneza, teve sua sorte decidida depois de, ao reagir a um assalto, matar um comparsa de Battisti. Após alguns meses, Battisti e outro terrorista, Diego Jacomini, entraram no açougue quase vazio e atiraram duas vezes no peito de Lino, repetindo os disparos quando o açougueiro caiu no chão. A mulher de Lino, que estava a seu lado, começou a gritar de desespero. O filho Adriano acudiu e encontrou a mão ajoelhada com o seu pai nos braços, em meio a uma poça de sangue. Com a morte do pai, Adriano foi obrigado a largar a escola e assumir o sustento da casa. Tinha 17 anos. Para ele, o ex-presidente brasileiro se tornou cúmplice de um assassino ao optar por não extraditar o terrorista. Diz Adriano: “Battisti não merece perdão porque nunca demonstrou arrependimento”. A recusa em devolvê-lo à Itália envergonha o Brasil.

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Fonte: matéria da jornalista Ana Claudia Fonseca para a revista VEJA – edição n.º 2199 – 12/01/2011 – páginas 68 e 69.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ainda podemos salvar Pereira Barreto da decadência

O Natal e o Ano Novo passaram. Então,.voltemos à realidade do dia a dia.

Neste post, quero falar sobre minha cidade, Pereira Barreto, onde nasci e vivo até hoje. Como pereira-barretense nato, acho que tenho autoridade suficiente para criticar qualquer outro pereira-barretense e, principalmente, forasteiro que ocupa algum cargo de relevância no Executivo ou no Legislativo local.

Repare que eu escrevi pereira-barretense, com hífen, que é a forma correta de grafar o gentílico de nosso município, conforme podemos constatar nos bons dicionários. Nem isso nossa “elite dominante” sabe fazer direito: escrever corretamente o nome do gentílico de Pereira Barreto. Aí, já é questão de alfabetização mesmo – na verdade, falta dela.

Mas não é disso que quero tratar agora. Meu assunto, hoje, é a nossa cidade, a abandonada e decadente Pereira Barreto. Sim, isso mesmo: ABANDONADA e DECADENTE.

Em 2008, diante do estado de estagnação em que já se encontrava Pereira Barreto, nossa única esperança seria um sangue novo na administração pública municipal. O nome era, sem dúvida, Arnaldo Enomoto, um pereira-barretense nato, empresário de visão, desprovido dos vícios inerentes aos políticos tradicionais. Encerrada o pleito municipal de 05 de outubro de 2008, apuraram-se mais de oito mil votos para Arnaldo Enomoto, uma votação significativa, um voto de confiança da população local. Criou-se, então, um clima de grande expectativa e otimismo em nossa cidade. Finalmente, um prefeito que poderia transformar Pereira Barreto numa verdadeira estância turística, não só de direito, “no papel”, mas de fato. Teráimos, enfim, um prefeito que colocaria nossa cidade no século XXI.

Passaram-se dois anos de sua posse e Pereira Barreto continua estância turística só “no papel”. A economia da cidade continua estagnada. O comércio local continua seu processo de lenta e gradual decadência. Não fosse a recente implantação, aqui, de uma usina de álcool, que gerou centenas de empregos, não sei o que teria sido de nossa cidade nos últimos anos. Aliás, a Usina Santa Adélia poderia ter até gerado mais empregos em Pereira Barreto, não fosse a enorme desqualificação profissional de maioria dos pereira-barretenses, um problema que os sucessivos governos municipais não tiveram a competência de detectar e resolver.

A administração de Ennomoto, até agora, não tem mostrado o dinamismo que se esperava dela. O seu desempenho tem sido uma total decepção. É um governo tímido, sem nenhum brilho. Se Arnaldo Enomoto era mesmo a última esperança de uma administração salvadora para Pereira barreto, aquela que traria nossa cidade para o século XXI, então estamos, mesmo, a caminho da decadência completa.

É triste ver as cidades vizinhas crescendo, gerando emprego, se desenvolvendo, em pleno progresso,, como é o caso, por exemplo, de Ilha Solteira e Santa Fé do Sul, enquanto Pereira Barreto definha, regride. Até a população da cidade diminuiu nos últimos dez anos, de acordo com os números do último censo demográfico do IBGE. Enfim, como já dito acima, Pereira Barreto é uma cidade abandonada e decadente, vítima do descaso de seus administradores e de sua própria “elite dominante”, que se mostra totalmente incompetente para tirar a cidade da estagnação em que se encontra.

Ainda me resta a esperança de uma reação, de uma mudança de postura, não só da administração pública local, mas de toda a sociedade pereira-barretense, com o objetivo de resgatar a dignidade de nossa cidade.