domingo, 2 de janeiro de 2011

Ainda podemos salvar Pereira Barreto da decadência

O Natal e o Ano Novo passaram. Então,.voltemos à realidade do dia a dia.

Neste post, quero falar sobre minha cidade, Pereira Barreto, onde nasci e vivo até hoje. Como pereira-barretense nato, acho que tenho autoridade suficiente para criticar qualquer outro pereira-barretense e, principalmente, forasteiro que ocupa algum cargo de relevância no Executivo ou no Legislativo local.

Repare que eu escrevi pereira-barretense, com hífen, que é a forma correta de grafar o gentílico de nosso município, conforme podemos constatar nos bons dicionários. Nem isso nossa “elite dominante” sabe fazer direito: escrever corretamente o nome do gentílico de Pereira Barreto. Aí, já é questão de alfabetização mesmo – na verdade, falta dela.

Mas não é disso que quero tratar agora. Meu assunto, hoje, é a nossa cidade, a abandonada e decadente Pereira Barreto. Sim, isso mesmo: ABANDONADA e DECADENTE.

Em 2008, diante do estado de estagnação em que já se encontrava Pereira Barreto, nossa única esperança seria um sangue novo na administração pública municipal. O nome era, sem dúvida, Arnaldo Enomoto, um pereira-barretense nato, empresário de visão, desprovido dos vícios inerentes aos políticos tradicionais. Encerrada o pleito municipal de 05 de outubro de 2008, apuraram-se mais de oito mil votos para Arnaldo Enomoto, uma votação significativa, um voto de confiança da população local. Criou-se, então, um clima de grande expectativa e otimismo em nossa cidade. Finalmente, um prefeito que poderia transformar Pereira Barreto numa verdadeira estância turística, não só de direito, “no papel”, mas de fato. Teráimos, enfim, um prefeito que colocaria nossa cidade no século XXI.

Passaram-se dois anos de sua posse e Pereira Barreto continua estância turística só “no papel”. A economia da cidade continua estagnada. O comércio local continua seu processo de lenta e gradual decadência. Não fosse a recente implantação, aqui, de uma usina de álcool, que gerou centenas de empregos, não sei o que teria sido de nossa cidade nos últimos anos. Aliás, a Usina Santa Adélia poderia ter até gerado mais empregos em Pereira Barreto, não fosse a enorme desqualificação profissional de maioria dos pereira-barretenses, um problema que os sucessivos governos municipais não tiveram a competência de detectar e resolver.

A administração de Ennomoto, até agora, não tem mostrado o dinamismo que se esperava dela. O seu desempenho tem sido uma total decepção. É um governo tímido, sem nenhum brilho. Se Arnaldo Enomoto era mesmo a última esperança de uma administração salvadora para Pereira barreto, aquela que traria nossa cidade para o século XXI, então estamos, mesmo, a caminho da decadência completa.

É triste ver as cidades vizinhas crescendo, gerando emprego, se desenvolvendo, em pleno progresso,, como é o caso, por exemplo, de Ilha Solteira e Santa Fé do Sul, enquanto Pereira Barreto definha, regride. Até a população da cidade diminuiu nos últimos dez anos, de acordo com os números do último censo demográfico do IBGE. Enfim, como já dito acima, Pereira Barreto é uma cidade abandonada e decadente, vítima do descaso de seus administradores e de sua própria “elite dominante”, que se mostra totalmente incompetente para tirar a cidade da estagnação em que se encontra.

Ainda me resta a esperança de uma reação, de uma mudança de postura, não só da administração pública local, mas de toda a sociedade pereira-barretense, com o objetivo de resgatar a dignidade de nossa cidade.

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