Velhos discursos em pleno século XXI
Já faz quase um ano que não posto nada neste blog. Nesse período em que fiquei ausente, muita coisa aconteceu, mas felizmente estamos aqui. Vamos então ao que nos interessa agora.
Ultimamente, na mídia e, principalmente, nas chamadas “redes sociais”, em pleno século XXI, no ano 2015, tenho a impressão de que estamos vivendo ainda nos anos ou dias que antecederam o golpe civil-militar de 1964 no Brasil. Mesmo em um mundo globalizado, interligado pela comunicação rápida, com o mapa da Europa redesenhado, após a queda do Muro de Berlim, velhos discursos ressurgem, como se tivessem sido retirados de gavetas e armários, onde permaneceram por mais de cinquenta anos. Ouvimos de novo o discursos do “comunista criminoso” contra o “burguês explorador”; do “defensor da justiça social, da natureza e da diversidade” contra o “defensor da ordem, da moral, dos bons costumes e da propriedade”. São velhos discursos, embasados em ideologias ou conceitos que já deveriam estar na lata de lixo da história.
As únicas novidades inseridas nesses discursos são a as questões da sexualidade e ambientais, que entraram na ordem do dia das “boas intenções” da chamada “esquerda”, para , assim, se dizerem "progressistas".. Na chamada “direita” não houve tanto “avanço”, a não ser a substituição das “ligas das senhoras católicas” por pastores e padres mais comunicativos e eloquentes. No mais, parece que, passadas décadas, esses discursos ideológicos são os mesmos, tão utópicos quanto hipócritas. Nunca levaram a nada. Não é agora, no terceiro milênio, que eles vão resolver alguma coisa. O mundo, hoje, não tem mais espaço para filósofos em tempo integral nem para intelecualoides de boteco. Precisamos de novas ideias, que sejam reais, exequíveis, em conformidade com a realidade que vivemos, que temos, e não com a realidade que a gente gostaria de ter.
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