domingo, 11 de outubro de 2009

A Internet não é briquedo de criança

Muita gente me pergunta sobre meu antigo site sobre Pereira Barreto. Eu respondo, obviamente, que ele não existe mais. Tirei-o do ar porque me faltava tempo e paciência para atualizá-lo diariamente. Além disso, também não tinha tempo de me mantar atualizado constantemente sobre as novas linguagens de desenvolvimento de páginas. Hoje, a tecnologia evolui muito rapidamente. Não se pode manter por tempo indeterminado um mesmo layout de página na Internet. É preciso atualizar sempre, incorporar novos recursos ao site. Para isso, eu deveria estar incorporando, evidentemente, novas linguagens, que eu não teria tempo de assimilar. Resolvi desativar o site. Felizmente, há outros sites disponíveis sobre Pereira Barreto, que, aliás, são bem melhores do que aquele que eu mantinha. Um exemplo é o portal http://www.pereirabarretosp.com/, do jovem Paulo Nishiyama.


Aliás, como um dos fundadores do primeiro provedor de acesso à Internet de nossa cidade, sinto-me orgulhoso de ver os pereira-barretenses totalmente integrados à grande rede. Hoje, até a Prefeitura da “Estância Turística” de Pereira Barreto disponibiliza um serviço de acesso à Internet gratuito. Para ter direito à conexão, o munícipe tem que estar em dia com seus impostos municipais. Não é nenhuma maravilha, mas já é um progresso significativo. Os internautas pereira-barretenses que não podem ou não querem pagar por um serviço de acesso, podem navegar na Internet à “incrível” velocidade de 64kbps.

Não adianta tentar resistir: a Internet veio para ficar e, hoje, queiramos ou não, ela faz parte de nossas vidas. Eu fui testemunha ocular de quando a TV chegou a Pereira Barreto, por volta de 1965. Pude perceber como esse novo veículo mudou radicalmente a vida de nossa cidade, assim, evidentemente, como mudou a vida de todo o mundo. A Internet não foi diferente. Em julho do ano passado, por exemplo, uma pane na rede de dados da Telefênica deixou nossa cidade e praticamente todo o Estado sem acesso à Internet por dois dias. Foi um caos. Foi uma amostra de como nós nos tornamos totalmente dependentes da informática e, principalmente, da Internet.

Por isso, eu espero que o acesso à Internet se torne cada vez mais democrático em nossa cidade, que também comecem a aparecer mais sites locais, mais blogs, que haja mais opções de provimento de acesso. Não podemos negar que nunca existiu um meio de comunicação e informação tão aberto, tão democrático, tão livre quanto à Internet. Seu poder de fogo não pode ser subestimado. Prova disso é que nem os parlamentares brasileiros tiveram coragem de “desafiá-la”, tentando inibir seu uso na campanha eleitoral do próximo ano. A Internet é um território livre. Não é, como no caso de rádio e TV, uma concessão pública. É praticamente impossível querer impor-lhe regras. Feliz ou infelizmente, não é a Internet que vai ter de se adaptar a nós. Somos nós que vamos que que nos adaptar a ela. O lado negativo disso são os crimes virtuais. Para combatê-los de forma efetiva, é preciso que a sociedade esteja permanentemente atenta à própria evolução da Internet. É preciso que as pessoas entendam que Internet não é brinquedo de criança, não é passatempo de adolescente. A Internet é uma coisa muito séria, poderosa e extremamente perigosa quando mal utilizada ou utilizada por pessoas de má-fé.

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