quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Repórter da Globo agredida

Sobre a agressão sofrida pela repórter Monalisa Perrone, da Rede Globo, na última segunda-feira, dia 31/10, enquanto fazia uma entrada ao vivo no Jornal Hoje sobre o tratamento a que está sendo submetido o ex-presidente Lula, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, eu gostaria de dizer que essas reportagens externas ao vivo às vezes são exageradas e desnecessárias.

Eu me lembro da Fátima Bernardes e dos repórteres esportivos da Globo fazendo matérios para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, de madrugada, no meio da rua. num frio intenso. PRA QUE ISSO?. Só para mostar as fachadas dos prédios de Joanesburgo e de outras cidades sul-africanas ao fundo? Que coisa idiota! Às vezes só para dar notícias óbvias. Coisas que eles poderiam fazer muito bem dentro de um estúdio, bem aquecidos e, o que é mais importante, EM SEGURANÇA.

Um repórter, no meio da rua, numa calçada pública, fazendo uma matéria, pode ser alvo fácil para um passante, um transeunte qualquer, meio doido, fazer uma gracinha. Para que colocar uma repórter num local público, externo, à mercê de transeuntes engraçadinhos, só para dar as últimas notícias da saúde do ex-presidente Lula com a fachada do Hospital Sírio-Libanês ao fundo? Só pra mostar que estava ao vivo e no lugar da notícia? Coisa idiota!

Na verdade, esse tipo de flashes ao vivo, com um repórter no meio da rua, do local da notícia, às vezes procurando mostrar até as fachadas dos prédios ou das casas do local, para passar ao telespectador uma sensação de dinamismo e rapidez do jornalismo da emissora, é originário da TV norte-americana do final dos anos 60 e início dos anso 70.

Aliás, a linguagem do telejornalismo, não só no Brasil mas praticamente no mundo todo, é a mesma desde os anos 70. As únicas novidades, hoje, são os gráficos, mapas e animações. O que, em rigor, não são novidades, porque tudo isso que o telejornalismo de hoje faz com computadores, o pioneiríssimo “Jornal de Vanguarda”, da antiga TV Excélsior, fazia com cartolinas, pincéis atômicos e muita criatividade. Portanto, há cerca de quarenta anos que a linguagem dos telejornais não muda.
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terça-feira, 1 de novembro de 2011

A arrogância de Jô Soares

Na noite do último domingo, dia 30 de outubro de 2011, após as 23 horas, procurando por alguma coisa interessante na TV, deparei com o programa Pânico na TV, da Rede TV. Confesso que não sou propriamente um fã desse programa, mas gosto da performance do humorista Márvio Lúcio, mais conhecido como “Carioca”, que tem um enorme talento para interpretar vários personagens. Um dos seu sucessos mais recentes é uma sátira ao Programa do Jô, da Rede Globo. O nome do personagem interpretado por Carioca é Jô Suado, uma caricatura bem feita de Jô Soares.

Na semana passada (não sei dizer o dia), Jô Soares lançou, com pompa e circunstância, em São Paulo, como sempre faz, apoiado por uma  forte campanha de mídia, seu livro mais recente, “As Esganadas”, pela Companhia das Letras. Márvio Lúcio, então, paramentado de “Jo Suado”, foi ao lançamento do livro de Jô Soares, a fim de cumprimentar o apresentador e prestar-lhe uma homenagem. As imagens falam por si. Veja.

Pânico na TV–Rede TV (30/10/2011)

Independentemente de qualquer crítica que se possa fazer ao programa Pânico na TV, não resta dúvida de que Jô Soares foi extremamente arrogante e grosseiro com Márvio Lúcio. O humorista da Rede TV só queria homenageá-lo. No entanto, o apresentador da Rede Globo disse “Meu querido, eu não posso falar com você, cê sabe disso”, referindo-se a uma cláusula de seu contrato com a Rede Globo, que restringe bastante a concesão de entrevista ou depoimento do apresentador a outras emissora de TV.

A matéria acima demonstra como Jô Soares é arrogante. Ela chega a humilhar Márvio Lúcio, ao dizer que que não aguentaria conversar por três minutos com ele. Quando Márvio disse que ele, Carioca, não era ninguém, e Jô era o Jô, o arrogante apresentador da Rede Globo concordou cinicamente. Além disso, disse que a diferença entre Jô Suado e Jô Soares é que o Jô Soares não fica enchendo o saco de Jô Suado.

A atitude antipática de Jô Soares teve repercussão imediata nas redes sociais já no domingo à noite, logo após a exibição das cenas de Jô Soares humilhando Carioca na Rede TV. Na hashtag “Jo Suado”, no Twitter, internautas pediam a continuação do quadro “Jô Suado”, no programa Pânico na TV e faziam duras crítias à prepotência de Jô Soares.

Jô Soares, nos tempos da TV Record, quando interpretava o mordomo “Gordon”, na Família Trapo, no final da década de 60, era redator de humor da TV Record e um comediante do segndo time da emissora. Ele ganhou mais evidênica quando foi para a Rede Globo, no início da década de 70 e começou a participar de humorísticos da emissora em parceria com o falecido Renado Corte Real, ainda na condição de simples coadjuvante. Só depois de alguns anos é que ganhou um programa próprio na emissora, o Viva o Gordo, que fez muito sucesso na época nas noites de segunda-feira, nos anos 80. Depois, transferiu-se para o SBT, onde estrelou por algum tempo o humorístico Veja o Gordo, também nas noites de segunda-feira. No final da década de 80, deixou de fazer o humorístico para apresentar um talk-show de fim de noite, o Jô Soares Onze e Meia. Já no final dos anos 90 voltou para a Rede Globo, onde passou a fazer um talk-show no mesmo estilo do que apresentava no SBT, o Programa do Jô, que comanda até hoje.

Poliglota, Jô atua em várias áreas. Como humorista, além de sua atuação na TV, também atuou em alguns filmes e no teatro. Além disso, já escreveu alguns livros, vez ou outra dirige peças teatrais e gosta de pintar.

No entanto, nem seu enorme talento criativo, nem seu contrato com a Rede Globo podem servir de desculpa para sua conhecida arrogânica, sua prepotència, chegando a humilhar um colega de trabalho de outra emissora, como ele fez com o humorista Márvio Lúcio, da Rede TV. Lamentável!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

@gilmargrespan

Ando meio lacônico ultimamente. Por isso, os 140 caracteres do Twitter estão sendo suficientes para eu escrever o que ando pensando. Quando tiver algo a dizer que exija mais caracteres, voltarei a usar este espaço. Portanto, SIGAM-ME no Twiter:

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A verdade: a Seleção Brasileira de Futebol perdeu o glamour de antigamente

O jogador Mário Fernandes, de 20 anos, laeral-direito do Grêmio, de Porto Alegre (RS) negou-se a defender a Seleção Brasileira no jogo contra a Argentina, na próxima quarta-feira, dia 28 de setembro, em Belém (PA), pelo Superclássico das Américas. Ele deveria embarcar para a capital paraense na manhã desta segunda-feira, às 5h30min. Mas não apareceu no aeroporto. Por decisão própria, ele se recusou a atender à convocação de Mano Menezes, técnico da Seleção Brasileira de Futebol. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) anunciou que ainda não foi informada oficialmente da decisão do jogador.

Segundo a acessoria de imprensa do jogador, em comunicado oficial, na tarde desta segunda-feira, Mário Fernandes não tem condições psicológicas de defender a Seleção por causa de "problemas particulares responsáveis por uma alta carga de estresse".

Jorge Machado, empresário do atleta, disse que ele não quer ir para a Seleção, que não está se sentindo confortável. Segundo Jorge, o jogador conversou com a diretoria do Grêmio, com o Celso Roth e que a verdade é que ele não quer ir mesmo, não está se sentindo legal. Segundo Jorte, ele acha que não ajudaria, que ele tem uma personalidade muito forte - disse Jorge Machado ao portal GLOBOESPORTE.COM.

Eu não sei se é este o motivo – talvez nem seja isso, mas a verdade, que muita gente na mídia ainda não percebeu, é que a Seleção Brasileira de Futebok há um bom tempo, perdeu o glamour que tinha algum tempo atrás. É duro, para nós brasileiros, reconhecer isso, mas a Seleção Brasileira de Futebol deixou de ser de grande interesse da maioria da população brasileira. Só nas Copas do Mundo mesmo é que esse interesse renasce um pouco, mas de forma muito menos intensa do que ocorrias há alguns anos atrás. Esse declínio vem ocorrendo desde a derrota para a Itália, nas quartas-de-final da Copa do Mundo de 1982, na Espanha.

Quando eu era pequeno, me lembro que, quando havia algum jogo da Seleção Brasileira de Futebol ao vivo na TV, fosse amistoso, eliminatórios para uma Copa do Mundo ou, principalmente, contra a Argentina, o País parava. Minha cidade se enchia de gente vestida de verde-e-amareno, com banderirinhas nos carros, nas porta das casas. O assunto nas rodas das esquinas, nos bares, nos ambientes de trabalho não era outro: o jogo do Brasil, fosse com quem fosse. Amigos e famílias se reuniam, faziam churrasco, colocavam um receptor de TV num lugar estratégico e ia todo o mundo torcer pela Seleção. Hoje, isso só acontece – e olhe lá! – qando é Copa do Mundo.

Aliado ao descrédito da Seleção Brasileira de Futebol, ainda temos a enorme queda no nível técnico dos jogadores de hoje. O nível técnico dos jogadores contemporâneos está tão nivelado por baixo, que, quando aparece algum alguém que seja um pouco acima da média, vira craque para a mídia esportiva.

Além disso, antigamente, um jogador só começava a se projetar internacionalmente se ele apresentasse um bom desempenho na Seleção. Hoje, isso não ocorre mais. Em razão da globalização, a Seleção se tornou, hoje, totalmente dispensável para jogadores que querem atuar no exterior. Maior prova disso é de que a maioria dos atuais grandes ídolos brasileiros do futebol começaram a se projetar internacionalmente bem antes de serem convocados para a Seleção. Muitos já chegaarm ao selecionado brasileiro de futebol já totalmente consagrados como jogadores.

A verdade é uma só: a Seleção Brasileira de Futebol perdeu seu antigo glamour. Isso é bem evidente, como já expus acima. Parece que só alguns setores da mídia, em especial a Rede Globo e Galvão Bueno, não perceberam isso ou fingem que não perceberam – afinal de contas, apesar disso, a Seleção Brasileira continua sendo, ainda, um bom negócio para a Rede Globo.

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Os concursos de Miss recuperam um pouco seu antigo glamour em 2011

Foto: portal G1 (www.g1.com.br)

Os concursos de Miss tiveram o seu auge nos anos 50 e 60, quando eram uma exclusividade no Brasil, dos então poderosos Diários Associados. Inicialmente, não eram transmitidos ao vivo pela TV, mas as participantes e, em especial, as vencedoras tinham suas fotos exibidas, em cores, nas páginas da revista O CRUZEIRO. Já nos anos 60, os concursos locais, de misses estaduais e o Miss Brasil, já eram transmitidos ao vivo pelas emissoras do Grupo Associados. Como não havia, ainda, as transmissões via satélite, os concursos de Miss Universo e Miss Mundo, que então existia, eram exibidos em videotape.

Nos anos 70, os badalados concursos entraram em decadência juntamente com o declínio financeiro dos Diários Associados. Sua exibição, no Brasil, depois do fechamento da Rede Tupi de Televisão, em 1980, passou por várias emissoras e chegou até a deixar de ser exibido aqui por algum tempo. De alguns anos para cá, a Rede Bandeirantes adquiriu os direitos no Brasil e vem exibindo os concursos, com um razoável sucesso.

Este ano, o concurso de Miss Universo foi realizado, pela primeira vez, no Brasil, mais precisamente no Credicard Hall, em São Paulo .

Com um formato bem diferente daqueles dos anos 50 e 60, transmitido para vários países do mundo, com imagens geradas pela rede de TV norte-americana NBC, o concurso, parece que recuperou um pouco o glamour dos velhos tempos. Em vez de aparecerem nas capas de O CRUZEIRO, MENCHETE e FATOS & FOTOS, revistas que não existem mais, elas apareceram, ontem, em tempo real, em transmissão ao vivo, em cores, em alta definição, para praticamente o mundo todo.

No Brasil, o evento foi retransmitido pelo canal pago TNT e pela TV Bandeirantes, que garantiu, com o evento, um excelente segundo lugar na audiência (quase 11 pontos), muito longe, ainda, da líder, Rede Globo, que exibia, no mesmo horário, o filme “Como Viajar com o Mala de Seu Pai”, mas um excelente resultado para a emissora do Morumbi, que raramente consegue sair do quarto lugar no IBOPE, mesmo em transmissões esportivas, que é o carro-chefe da Band.

No Twitter, foi o assunto mais comentado da noite no Brasil. Até celebridades, como a roqueira Rita Lee e o ex-jogador Ronaldo Fenômeno, davam seus pitacos sobre as candidatas durante o concurso.

A Rede Globo não falou sobre o evento em seus noticiários. Mas seus portais de notícias, G1 e Globo.com, deram ampla cobertura ao evento.

O concurso foi vencido pela angolana Leila Lopes, de 25 anos. A candidata brasileira Priscila Machado, também de 25 anos, ficou em terceiro lugar na competição.

Apenas duas brasileiras, até hoje, conquistaram o título de Miss Universo: Ieda Maria Vargas, em 1963, e Martha Vasconcellos, em 1968.

O que ganha uma Miss Universo, em 2011?

Um ano de curso na New York Academy, um ano de despesas pagas como Miss Universo, um ano de acomodação de luxo em Nova York, viagens pelo mundo representando patrocinadores e ONGs e um ano de serviços de beleza e estética. Enfim, um ano de ilusão e fama.

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domingo, 11 de setembro de 2011

A overdose de 11 de setembro na mídia

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Hoje, domingo, dia 11 de setembro de 2011, acordo de manhã, ligo a TV e vejo todos os canais de notícias falando sobre o 10.º aniversário dos atentados terroristas corridos exatamente dez anos atrás. Percorro alguns canais, como Globonews, Bandnews, CNN e até a Globo. O assunto não é outro senão o aniversário dos atentandos de 11 de setembro de 2001.

Entro na Internet e vejo que todos os sites de notícias trazem a data do 10.º aniversário dos trágicos acontecimentos em destaque.

A impressão que me dá é que a grande mídia internacional deseja, no íntimo, que, em comemoração a mais aniversário dos tais atentados, os terroristas radicais islâmicos provoquem outros atentados, ainda mais violentos, a fim de alavancar a audiência das grandes redes de TV e dos principais portais de Internet. O que me parece é que, ao longo desses últimos dez anos, a cada aniversário do 11 de setembro, a grande mídia se frustrava porque os terroristas não apareciam para cometer um novo ato de horror.

Agora de manhã, a CNN, bem como os três canais  brasileiros de notícias (Globonews, Bandnews e Recordnews) fazem cobertura especial sobre a data, com transmissões ao vivo de Nova York e incessante recapitulação dos fatos ocorridos em 11/09/2001. Na edição eletrônica do badalado New York Times, não há outro assunto. No FOLHA.COM, a manchete principal é “Confira minuto a minuto como foram os ataques de 11/09 em 2001”. No G1, portal de notícias ligado à Rede Globo, o título principal é “NY lembra os 10 anos do 11/09; assista” (a gente clica e aparece a programação ao vivo da Globonew). Enfim, há uma overdose de “11 de setembro” na mídia.

É claro que a data é importante. Afinal de contas, em decorrência desses atentados, duas guerras aconteceram (no Afeganistão e no Iraque). Nao podemos, de forma alguma, subestimar os terríveis acontecimentos de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, no contexto histórico e geopolíticos. O que me incomoda é a expectativa na mídia, que me parece explícita, de que ocorram novos atentados para alavancar a audiência, para que um novo show de coberturas e transmissões ao vivo para todo o mundo ocorram.

Eu me lembro muito bem daquele dia fatídico. Eu e meus colegas de trabalho estávamos em greve. Justamente naquele 11 de setembro de 2001, para que nossa paralização não se caracterizasse como abandono de emprego, nós fomos trabalhar, para, no dia seguinte, voltarmos à greve. Na tardinha daquele dia, tivemos uma assembleia geral bastante tensa. Eu voltei para casa extremamente chateado, pois a greve se prolongava, e nenhuma solução havia à vista. Depois de um banho e um jantar leve, liguei a TV e só se falava nos tais atentados terroristas nos Estados Unidos. O número de prováveis vítimas fatais era superestimados: 30 mil, 40 mil, 50 mil. Ao final, felizmente o número foi bem menor: cerca de 3.000 mortes, o que está longe de ser motivo de alegria, mas, obviamente, de um leve alívio.

Eu me lembro de haver ouvido aqueles famosos, velhos e batidos comentários antiamericanistas, culpando a política externa dos Estados Unidos pelo atentado. Mas isso, naquele momento, pouco imortava. Foi uma tragédia e ponto final.

Apesar de ainda serem a maior potência econômica do mundo, é visível que os Estados Unidos estão iniciando um processo de lenta e gradual decadência. Há quem credite essa decadência aos atentados de 11 de setembro de 2001, fato que expôs a fragilidade do poderio norte-americano. Bobagem. A atual decadência econômica e até sociocultural dos Estados Unidos é um fato historicamente natural, que iria acontecer mais cedo ou mais tarde. O fim do comunismo, o surgimento de novos mercados no Leste europeu e no extremo oriente talvez sejam os grandes precursores dessa tranformação. Os atendados de 11 de setembro talvez tenham acelerado um pouco esse processo, mas estão longe de serem a causa.

Apesar de toda essa mobilização da mídia em torno do 11 de setembro, dei uma olhada no Twitter agora de manhã e notei que não há nenhuma hashtag sobre o 11 de setembro entre os tópicos mais comentados. Isso comprava minha tese de que há, sim, uma overdose de 11 de setembro na mídia.

 

 

sábado, 23 de julho de 2011

Ando meio lacônico ultimamente

Pessoal, ultimamente tenho desenvolvido bastante meu poder de síntese, isso porque tenho usado bastante o Twitter, o famoso microblog, no qual o espaço para inserir um texto é de apenas 140 caracteres, bem como o Facebook, outro site de relacionamento bastante usado atualmente, que, dizem, está desbancando o Orkut no Brasil. Mas isso não significa que vou abandonar este blog. Como, às vezes, a gente tem que ser prolixo e escrever muito mais que 140 caracteres, vou estar por aqui expondo minhas ideias e, quando for o caso, passando alguma informação que julgue útil.

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domingo, 3 de julho de 2011

Dívida externa aumenta 43% em menos de 2 anos

Segundo reportagem da edição do jornal FOLHA DE S. PAULO deste domingo, dia 03 de julho de 2011, assinada por Gustavo Patu e Eduardo Cucolo. a queda nas taxas de juros em países desenvolvidos após a crise de 2009 e a forte retomada dos investimentos no Brasil provocaram a maior alta na dívida externa brasileira desde a implantação do Plano Real. De 2009 até maio último, a dívida externa conjunta de empresas, administrações públicas e famílias cresceu 43% e está hoje em R$ 284 bilhões.

Segundo a FOLHA, o cenário criado após o terremoto financeiro de 2008-2009 estimulou bancos e empresas do setor produtivo brasileiro a buscar empréstimos e financiamentos no mercado internacional para aplicar e investir no mercado doméstico - no qual a oferta de recursos é escassa e os juros são os mais altos do planeta. Com isso, a dívida externa, que era de pouco menos de R$ 200 bilhões no final de 2009, chegou a R$ 284 bilhões em maio. A parcela privada da dívida, hoje equivalente a três quartos do total, cresceu R$ 87 bilhões, enquanto a parcela pública da dívida encolheu R$ 1 bilhão.

Consultado pela FOLHA, o economista Julio Gomes de Almeida, do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), afirma que, embora não haja risco imediato, o salto da dívida ameaça a sustentabilidade do crescimento econômico. Para Julio, o perigo mais óbvio da dependência crescente de capital externo é a eventual reversão do quadro favorável atual. A alta dos juros externos ou das cotações do dólar pode tanto criar dívidas impagáveis quanto derrubar a produção nacional.

No entanto, para o economista Bruno Lavieri, da consultoria Tendências, a dívida brasileira ainda é bastante contida, e o país continua sendo credor em moeda estrangeira, por conta das reservas elevadas. Para ele, o aumento do IOF conseguiu conter esse movimento de piora.
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Fonte: FOLHA DE S. PAULO – edição de 03/07/2011.

sábado, 2 de julho de 2011

Em tempo real no Twitter

Pessoal, ultimamente tenho desenvolvido bastante meu poder de síntese, isso porque tenho usado bastante o Twitter, que é o famoso microblog, no qual o espaço para inserir um texto é de apenas 140 caracteres. Mas isso não significa que vou abandonar este blog. Como, às vezes, a gente tem que ser prolixo e escrever muito mais que 140 caracteres, vou estar por aqui expondo minhas ideias e, quando for o caso, passando alguma informação que julgue útil.

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terça-feira, 14 de junho de 2011

Querem “censurar” a História

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Um dos patrimônios mais valiosos de um país é sua própria história. Para que ela seja contada e recontada com precisão e clareza, toda informação tem de ser disponibilizada, de forma transparente. Independente da circunstâncias em que os fatos históricos ocorreram, nada pode ser omitido, escondido. A história de um país tem de ser pautada na verdade e na isenção.

Tramita no Senado um projeto de lei complementar que regulamenta o acesso a informações de interesse coletivo produzidas ou custodiadas pelo Estado. Estranhamente, duas figuras conhecidas da política nacional, os senadores José Sarney (PMDB-AP) e Fernando Collor de Melo (PTB-AL) pediram à presidente Dilma Rousseff que alguns tipos de documentos sejam mantidos sob “sigilo eterno”. Questionado, José Sarney citou como exemplo os documentos relativos a fronteiras negociadas pelo Barão de Rio Branco, no final do século XI e início do século XX. Segundo ele, a revelação de tais documentos podem “abrir feridas” antigas. O curioso é que Sarney defende a abertura de arquivos da história recente.

Como podem documentos relativos a fatos ocorridos há mais de cem anos abrir feridas antigas? O argumento de Sarney é tão absurdo, que causa estranheza.

Quem acompanhou a campanha eleitoral de Fernando Collor à Presidência da República, em 1989, se lembra de como o atual senador por Alagoas fazia pesadas críticas ao então presidente da República José Sarney. Eu me recordo que, quando foi lançada a candidatura à Presidência do empresário e apresentador de TV Sílvio Santos, que depois foi anulada pela Justiça Eleitoral, Collor, em pronunciamento na TV, acusou Sarney de ser o principal artífice daquela candidatura, afirmando que o então presidente estava transformando a disputa numa brincadeira de programa de auditório. Além disso, acusou Sarney de ter “pegado uma carona na História”, referindo-se ao fato de ter o então presidente ter assumido o cargo em decorrência do falecimento de Tancredo Neves, em 1985.

O fato é que Sarney e Collor, agora belos parceiros e amiguinhos, estão se esforçando atrapalhar a aprovação do projeto. É possível que tenham êxito em seus propósitos. A nova coordenadora política do governo, a ex-senadora Ideli Salvatti, já deu sinais de que poderá facilitar as coisas para que a pretendida alteração seja feito no projeto, obtendo em troca a defesa de vários temas de interesse do governo que estão tramitando no Congresso.

Seria um absurdo manter documentos oficiais de interesse histórico permanentemente trancafiados, eternamente sob sigilo. Trata-se de uma atitude que tira do povo brasileiro o direito básico de conhecer a própria história. Esses documentos devem ser ter, no tempo certo, seus conteúdos revelados, independentemente das “feridas” que possam abrir, para que a história seja contada, recontada e, sempre que for o caso, revisada, a fim de se evitar injustiças; A verdade tem que ser revelada, mesmo que seja dolorosa, mesmo que venha a mudar a reputação de algum personagem histórico. Pior que “abrir feridas” é cultuar falsos heróis, é execrar falsos vilões, é preservar a mentira e desprezar a verdade.

Se isso realmente se efetivar, esse será mais um desserviço que esses dois cidadãos prestarão ao Brasil.