No dia 1.º de janeiro de 1959, um grupo de algumas dezenas de homens, liderado por Fidel Castro, Camilo Cienfuegos e Ernesto “Che” Guevara, derrubou a ditadura de Fulgêncio Batista, um sargento medíocre e semi-analfabeto, que, desde 1952, havia imposto um governo corrupto e tirano a Cuba. Foi a Revolução Cubana, que transformaria Cuba, um país que fica em uma ilha a pouco mais de 150 quilômetros da costa dos Estados Unidos, no único país comunista das Américas,
Cuba era uma colônia espanhola, mas os Estados Unidos demonstraram interesse pela Ilha. Entraram, então, em guerra contra a Espanha pelo domínio de Cuba e acabaram expulsando os espanhóis e governando a Ilha até 1902, quando Cuba se tornou independente. Independente em parte, pois o País passou a ser praticamente tutelado pelos Estados Unidos, que fez de Cuba uma espécie de neocolônia sua. Para se ter uma ideia da dimensão desse neocolonialismo, basta dizer que, em meados do século XX, mais de 70% das lavouras de cana-de-açúcar de Cuba estavam nas mãos de norte-americanos. Até a queda da ditadura de Fulgêncio Batista, em 1959, a ingerência política e econômica dos Estados Unidos na Ilha era muito forte.
Para desespero dos norte-americanos, essa situação mudou radicalmente, em 1.º de janeiro de 1959, com a Revolução Cubana, que transformou Cuba no único “satélite” do imperialismo soviético nas Américas. Assim como fazia com todos os demais países do Leste Europeu, Moscou trazia o governo cubano sob seu controle e ainda fornecia alimentos, petróleo e armamentos subsidiados ao governo de Fidel Castro. Ou seja, Cuba passou das mãos do Demônio para as de Satanás. Aliás, o país-satélite dos soviéticos que ousasse contrariar as orientações de Moscou sofreria sérias sanções do Kremlin. Hungria, em 1956, e Tchecoslováquia, em 1968, sentiram na pele a intransigência do imperialismo soviético a rebeldias e a ideias liberalizantes de seus “satélites”.
Cuba, depois da Revolução, teve alguns progressos sociais significativos na saúde, no esporte e na educação, uma educação direcionada, evidentemente, mas, em comparação com o que havia antes de Fidel chegar ao poder, já era algum avanço. Todos os cubanos adultos, hoje, sabem ler, mas só podem ler aquilo que o governo autorizar; todos os cubanos adultos, hoje, também saber escrever, desde que não escrevam nada contra o governo cubano ou contra o comunismo.
A exemplo do que havia antes da Revolução, continuaram, também, as perseguições, as prisões e as execuções. Não se sabe, com precisão, até hoje, quantos dissidentes o regime comunista cubano executou ao longo de sua existência. Há quem fale em 60 mil. Presume-se que ainda há muitos presos políticos em Cuba, assim como ainda há muita gente tentando fugir do País. Por causa disso é que, provavelmente, a pesca marinha em Cuba seja proibida, afinal de contas, os Estados Unidos ficam logo ali, a 150 quilômetros da costa cubana.
A verdade é que, hoje, depois que o Muro de Berlim foi derrubado, a União Soviética acabou, a China adotou um capitalismo ultrasselvagem, os países do Leste Europeu se democratizaram e adotaram a economia de mercado, inclusiva a Rússia, e o Vietnan, um antigo desafeto dos Estados Unidos, passou a ter os norte-americanos como seus maiores parceiros comercias, Cuba, que insistiu em manter-se até hoje na ortodoxia marxista, transformou-se num verdadeiro museu do socialismo utópico.
Como toda revolução, a cubana também criou um mito: o médico e aventureiro Ernesto “Che” Guevara, um argentino de classe média, que, por sua participação na Revolução Cubana, ganhou notoriedade e prestígio muito maiores que o próprio líder do movimento, Fidel Castro.
Ernestro “Che” Guevara foi mais um mito do que um herói ou vilão. Na verdade, sua atuação como guerrilheiro, com certo sucesso, restringiu-se apenas à Revolução Cubana. Na verdade, o grupo comandado por ele, Fidel Castro e Camilo Cienfuegos foi vitorioso mais por incompetência do próprio ditador Fulgêncio Batista do que pelos méritos dos guerrilheiros. No final de 1958, Batista estava praticamente isolado, sem apoio. Seu exército recusava-se a sair dos quartéis para combater a guerrilha de Fidel. Além disso, já não possuía mais o apoio dos Estados Unidos.
Depois da vitória da Revolução, “Che” foi ser presidente do Banco Nacional de Cuba e, em seguida, ministro da Indústria. Foi um fracasso nos dois cargos. Seu único feito, nessa época, foi comandar a reação do exército de Fidel à frustrada tentativa dos Estados Unidos de invadir Cuba, pela baia dos Porcos, a fim de derrubar os revolucionários cubanos. Sua duas tentativas seguintes de voltar à guerrilha revolucionária foram um fracasso, tanto no Congo como na Bolívia, onde ele morreu, em 09 de outubro de1967, em La Higuera, executado por Mario Terán, um tenente do exército boliviano. Fidel castro, então, se transformou naquele tipo de mito que, se não é amado, é odiado.
Muita gente culpa o bloqueio econômico que os Estados Unidos impõem a Cuba, há quase cinquenta anos, pela atual situação de penúria em que vive o país de Fidel Castro hoje. Apesar de haver já um comércio informal de cerca de US$500 milhões por ano entre Estados Unidos e Cuba, não há dúvida de que ficar privado de negociar com a maior economia do mundo pode afetar muito a vida da população da Ilha. No entanto, o próprio governo cubano não tem feito sua parte para mudar isso. A saída de cena de Fildel Castro, substituído por seu irmão, Raul Castro, trouxe alguma expectativa de mudanças e de abertura no País, mas liberar uso de celulares e de computadores é muito pouco para mostrar aos Estados Unidos e ao resto do mundo que Cuba está mudando, está se abrindo para o mundo moderno, para o século XXI. Enquanto o governo cubano teimar em continuar inflexível na velha ortodoxia socialista e não iniciar logo um processo de democratização do seu país, dificilmente haverá boa vontade do governo dos Estados Unidos, seja ele democrata ou republicano, para abrir suas portas para Cuba. Enquanto isso os cubanos vão continuar se privando de bem de consumo básicos, ganhando salários baixo. Ou seja, Cuba continuará socializando somente a miséria.
Cuba era uma colônia espanhola, mas os Estados Unidos demonstraram interesse pela Ilha. Entraram, então, em guerra contra a Espanha pelo domínio de Cuba e acabaram expulsando os espanhóis e governando a Ilha até 1902, quando Cuba se tornou independente. Independente em parte, pois o País passou a ser praticamente tutelado pelos Estados Unidos, que fez de Cuba uma espécie de neocolônia sua. Para se ter uma ideia da dimensão desse neocolonialismo, basta dizer que, em meados do século XX, mais de 70% das lavouras de cana-de-açúcar de Cuba estavam nas mãos de norte-americanos. Até a queda da ditadura de Fulgêncio Batista, em 1959, a ingerência política e econômica dos Estados Unidos na Ilha era muito forte.
Para desespero dos norte-americanos, essa situação mudou radicalmente, em 1.º de janeiro de 1959, com a Revolução Cubana, que transformou Cuba no único “satélite” do imperialismo soviético nas Américas. Assim como fazia com todos os demais países do Leste Europeu, Moscou trazia o governo cubano sob seu controle e ainda fornecia alimentos, petróleo e armamentos subsidiados ao governo de Fidel Castro. Ou seja, Cuba passou das mãos do Demônio para as de Satanás. Aliás, o país-satélite dos soviéticos que ousasse contrariar as orientações de Moscou sofreria sérias sanções do Kremlin. Hungria, em 1956, e Tchecoslováquia, em 1968, sentiram na pele a intransigência do imperialismo soviético a rebeldias e a ideias liberalizantes de seus “satélites”.
Cuba, depois da Revolução, teve alguns progressos sociais significativos na saúde, no esporte e na educação, uma educação direcionada, evidentemente, mas, em comparação com o que havia antes de Fidel chegar ao poder, já era algum avanço. Todos os cubanos adultos, hoje, sabem ler, mas só podem ler aquilo que o governo autorizar; todos os cubanos adultos, hoje, também saber escrever, desde que não escrevam nada contra o governo cubano ou contra o comunismo.
A exemplo do que havia antes da Revolução, continuaram, também, as perseguições, as prisões e as execuções. Não se sabe, com precisão, até hoje, quantos dissidentes o regime comunista cubano executou ao longo de sua existência. Há quem fale em 60 mil. Presume-se que ainda há muitos presos políticos em Cuba, assim como ainda há muita gente tentando fugir do País. Por causa disso é que, provavelmente, a pesca marinha em Cuba seja proibida, afinal de contas, os Estados Unidos ficam logo ali, a 150 quilômetros da costa cubana.
A verdade é que, hoje, depois que o Muro de Berlim foi derrubado, a União Soviética acabou, a China adotou um capitalismo ultrasselvagem, os países do Leste Europeu se democratizaram e adotaram a economia de mercado, inclusiva a Rússia, e o Vietnan, um antigo desafeto dos Estados Unidos, passou a ter os norte-americanos como seus maiores parceiros comercias, Cuba, que insistiu em manter-se até hoje na ortodoxia marxista, transformou-se num verdadeiro museu do socialismo utópico.
Como toda revolução, a cubana também criou um mito: o médico e aventureiro Ernesto “Che” Guevara, um argentino de classe média, que, por sua participação na Revolução Cubana, ganhou notoriedade e prestígio muito maiores que o próprio líder do movimento, Fidel Castro.
Ernestro “Che” Guevara foi mais um mito do que um herói ou vilão. Na verdade, sua atuação como guerrilheiro, com certo sucesso, restringiu-se apenas à Revolução Cubana. Na verdade, o grupo comandado por ele, Fidel Castro e Camilo Cienfuegos foi vitorioso mais por incompetência do próprio ditador Fulgêncio Batista do que pelos méritos dos guerrilheiros. No final de 1958, Batista estava praticamente isolado, sem apoio. Seu exército recusava-se a sair dos quartéis para combater a guerrilha de Fidel. Além disso, já não possuía mais o apoio dos Estados Unidos.
Depois da vitória da Revolução, “Che” foi ser presidente do Banco Nacional de Cuba e, em seguida, ministro da Indústria. Foi um fracasso nos dois cargos. Seu único feito, nessa época, foi comandar a reação do exército de Fidel à frustrada tentativa dos Estados Unidos de invadir Cuba, pela baia dos Porcos, a fim de derrubar os revolucionários cubanos. Sua duas tentativas seguintes de voltar à guerrilha revolucionária foram um fracasso, tanto no Congo como na Bolívia, onde ele morreu, em 09 de outubro de1967, em La Higuera, executado por Mario Terán, um tenente do exército boliviano. Fidel castro, então, se transformou naquele tipo de mito que, se não é amado, é odiado.
Muita gente culpa o bloqueio econômico que os Estados Unidos impõem a Cuba, há quase cinquenta anos, pela atual situação de penúria em que vive o país de Fidel Castro hoje. Apesar de haver já um comércio informal de cerca de US$500 milhões por ano entre Estados Unidos e Cuba, não há dúvida de que ficar privado de negociar com a maior economia do mundo pode afetar muito a vida da população da Ilha. No entanto, o próprio governo cubano não tem feito sua parte para mudar isso. A saída de cena de Fildel Castro, substituído por seu irmão, Raul Castro, trouxe alguma expectativa de mudanças e de abertura no País, mas liberar uso de celulares e de computadores é muito pouco para mostrar aos Estados Unidos e ao resto do mundo que Cuba está mudando, está se abrindo para o mundo moderno, para o século XXI. Enquanto o governo cubano teimar em continuar inflexível na velha ortodoxia socialista e não iniciar logo um processo de democratização do seu país, dificilmente haverá boa vontade do governo dos Estados Unidos, seja ele democrata ou republicano, para abrir suas portas para Cuba. Enquanto isso os cubanos vão continuar se privando de bem de consumo básicos, ganhando salários baixo. Ou seja, Cuba continuará socializando somente a miséria.
Para saber mais um pouco sobre Cuba hoje, leia uma interessante matéria apresentada pelo portal G!. Reportagem do portal esteve em Cuba e conta como é a vida naquele país hoje. Vale a pena ler. Para ler a matéria, clique AQUI.
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Este texto foi elaborado já com base na nova ortografia da língua português, vigente a partir desta data

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