Em Hebreus, um dos livros do Novo Testamento, no capítulo 11, versículo 1, lê-se o seguinte: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem”.
É lícito, e até louvável, que alguém prospere materialmente à custa da própria fé. Mas seria moralmente aceitável, também, alguém se enriquecer à custa da fé dos outros?
O assunto é polêmico. Mas, lícito ou não, a verdade é que há muita gente ganhando dinheiro à custa da fé alheia. E não é pra menos, pois trata-se de um mercado amplo, diversificado e em pleno crescimento, aparentemente imune a qualquer tipo de crise. São CDs, DVDs, livros, bíblias, camisetas, revistas e um sem-núemero de outros produtos destinados a consumidores das diversas religiões. Trata-se de um nicho que, diferentemente do que muita gente pensa, não se restringir somente aos evangélicos. Esse tipo de comércio está presente em praticamente todos os segmentos religiosos: católicos, evangélicos, espíritas, seitas orientais, etc.
Até certo ponto, tudo isso é saudável. Numa sociedade democrática e pluralista como a nossa, as instituições, sejam elas igrejas, seitas, ONGs, partidos políticos, clubes, sindicatos, associações altruístas, etc. têm todo direito de expor à sociedade suas ideias, seus propósitos, seus objetivos, desde que, é lógico, estejam amparadas na lei. Nos países islâmico, por exemplo, isso não ocorre, porque a religião lá é imposta a todos os cidadãos, que, por isso, não têm oportunidade de conhecer outros linhas de pensamentos religiosos, a não ser as do próprio Islamismo. Mas em nossa sociedade ocidental, livre e democrática, a liberdade de culto religioso é um direito inalienável. Por isso, há grande diversidade de pensamentos e crenças religiosas, o que faz com que as várias instituições tenham que fazer barulho, usar a mídia e outros recursos, para mostrarem que existem e, assim, atraírem adeptos.
Ocorre, no entanto, que esse comércio da fé está se transformando num negócio tão lucrativo que já surgiram, entre nós, verdadeiros magnatas do "faith business". Aqui no Brasil, hoje, eles são bem conhecidos. Suas igrejas se transformaram em verdadeiros impérios financeiros. Aí, sim, eu questiono: se ganhar dinheiro com a fé é moralmente discutível para algumas pessoas, o que dizer de quem faz grandes fortunas com ela?
É bom salientar que não estou questionando, aqui, a religião, a fé, as igrejas. Muito pelo contrário. A religião, a fé, a palavra de Deus são valores imprescindíveis para os fiéis. Quantas pessoas que não estavam à beira do abismo, no fundo do poço, e conseguiram resgatar sua dignidade graças à sua fé, à palavra de consolo e de carinho de um padre, de um pastor, de um sacerdote, ao apoio e solidariedade de uma comunidade religiosa?
Não questiono aqui o dízimo e as ofertas que os fiéis, cumprindo uma tradição religiosa judaico-cristã, dão às suas igrejas, Mesmo porque sem os dízimos e as ofertas dos fiéis as igrejas não sobreviveriam, afinal de contas, para mantê-las em funcionamento há custos, que têm que ser, naturalmente, cotizados entre os fiéis. Também não questiono a idoneidade dessa ou daquela instituição religiosa, desse ou daquele padre, pastor, bispo, sacerdote. O que questiono é o uso da fé de milhares de pessoas, que procuram ajuda espiritual, socorro para seus inúmeros problemas, para criar verdadeiros conglomerados financeiros e até de comunicação. Além disso, vendem a fé como se ela fosse um simples produto de consumo, quase dizendo: “Venha para nossa igreja, pois o “nosso produto” é melhor”.
Ora, a fé é um valor precioso demais para ser colocada à venda numa espécie de mercado persa de variados tipos e estilos de igrejas, das mais variadas matizes. A fé é algo que se consegue, muitas vezes, à custa de nossas próprias experiências de vida.
É lícito, e até louvável, que alguém prospere materialmente à custa da própria fé. Mas seria moralmente aceitável, também, alguém se enriquecer à custa da fé dos outros?
O assunto é polêmico. Mas, lícito ou não, a verdade é que há muita gente ganhando dinheiro à custa da fé alheia. E não é pra menos, pois trata-se de um mercado amplo, diversificado e em pleno crescimento, aparentemente imune a qualquer tipo de crise. São CDs, DVDs, livros, bíblias, camisetas, revistas e um sem-núemero de outros produtos destinados a consumidores das diversas religiões. Trata-se de um nicho que, diferentemente do que muita gente pensa, não se restringir somente aos evangélicos. Esse tipo de comércio está presente em praticamente todos os segmentos religiosos: católicos, evangélicos, espíritas, seitas orientais, etc.
Até certo ponto, tudo isso é saudável. Numa sociedade democrática e pluralista como a nossa, as instituições, sejam elas igrejas, seitas, ONGs, partidos políticos, clubes, sindicatos, associações altruístas, etc. têm todo direito de expor à sociedade suas ideias, seus propósitos, seus objetivos, desde que, é lógico, estejam amparadas na lei. Nos países islâmico, por exemplo, isso não ocorre, porque a religião lá é imposta a todos os cidadãos, que, por isso, não têm oportunidade de conhecer outros linhas de pensamentos religiosos, a não ser as do próprio Islamismo. Mas em nossa sociedade ocidental, livre e democrática, a liberdade de culto religioso é um direito inalienável. Por isso, há grande diversidade de pensamentos e crenças religiosas, o que faz com que as várias instituições tenham que fazer barulho, usar a mídia e outros recursos, para mostrarem que existem e, assim, atraírem adeptos.
Ocorre, no entanto, que esse comércio da fé está se transformando num negócio tão lucrativo que já surgiram, entre nós, verdadeiros magnatas do "faith business". Aqui no Brasil, hoje, eles são bem conhecidos. Suas igrejas se transformaram em verdadeiros impérios financeiros. Aí, sim, eu questiono: se ganhar dinheiro com a fé é moralmente discutível para algumas pessoas, o que dizer de quem faz grandes fortunas com ela?
É bom salientar que não estou questionando, aqui, a religião, a fé, as igrejas. Muito pelo contrário. A religião, a fé, a palavra de Deus são valores imprescindíveis para os fiéis. Quantas pessoas que não estavam à beira do abismo, no fundo do poço, e conseguiram resgatar sua dignidade graças à sua fé, à palavra de consolo e de carinho de um padre, de um pastor, de um sacerdote, ao apoio e solidariedade de uma comunidade religiosa?
Não questiono aqui o dízimo e as ofertas que os fiéis, cumprindo uma tradição religiosa judaico-cristã, dão às suas igrejas, Mesmo porque sem os dízimos e as ofertas dos fiéis as igrejas não sobreviveriam, afinal de contas, para mantê-las em funcionamento há custos, que têm que ser, naturalmente, cotizados entre os fiéis. Também não questiono a idoneidade dessa ou daquela instituição religiosa, desse ou daquele padre, pastor, bispo, sacerdote. O que questiono é o uso da fé de milhares de pessoas, que procuram ajuda espiritual, socorro para seus inúmeros problemas, para criar verdadeiros conglomerados financeiros e até de comunicação. Além disso, vendem a fé como se ela fosse um simples produto de consumo, quase dizendo: “Venha para nossa igreja, pois o “nosso produto” é melhor”.
Ora, a fé é um valor precioso demais para ser colocada à venda numa espécie de mercado persa de variados tipos e estilos de igrejas, das mais variadas matizes. A fé é algo que se consegue, muitas vezes, à custa de nossas próprias experiências de vida.

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