segunda-feira, 27 de julho de 2009

Gripe suína e a mídia

Mais uma vez, fiquei um pouco afastado deste blog. Mas cá estou eu novamente. 

O assunto de hoje é a tal gripe suína, ou influenza A (H1N1), como quer a Organização Mundial de Saúde. Essa pandemia tem trazido muita preocupação às pessoas em todo o mundo. Isso é natural. 

No entanto, o que está chamando a atenção nessa história é o grande alarde que a mídia vem fazendo em relação ao assunto. É obrigação da imprensa esclarecer, informar. Rrata-se de uma gripe, com um índice de letalidade muito baixo, igual ao da chamada gripe “comum”. No entanto, pela forma com quem a mídia vem veiculando informações sobre a pandemia, tem-se a impressão de que a influenza A (H1N1) é uma doença mortal. “Rio Grande do Sul confirme mais 5 mortes pela gripe suína” (uma das manchetes da FOLHA DE S. PAULO de hoje). Isso dá a impressão de que a nova gripe está causando mortes em massa, o que não é verdade. Ela é apenas uma gripe. Mesmo sendo uma cepa nova de vírus gripal, ainda pouco conhecido, mas é apenas uma gripe, cujos casos mais graves são ratos. Enquanto isso, muito mais gente continua morrendo em decorrência das chamadas gripes “comuns”. 

Outro detalhe curioso na forma de informar é quando a mídia divulga o número de casos. Anuncia-se, por exemplo, que o Brasil registrou mais de 1.500 casos. A impressão que isso passa à maioria das pessoas é de que o Brasil tem, hoje, 1.500 casos de gripe suína, o que não é verdade. Esse número representa o total de pessoas que se contaminaram desde o início da pandemia, e não o total de doentes do momento atual. 

Claro que as pessoas devem se prevenir, adotar atitudes que dificultem a contaminação, como lavar as mãos frequentemente, evitar permanecer em ambientes fechados com um grande número de pessoas, evitar aglomerações, etc. O que não se justifica é o pânico. 

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