domingo, 10 de janeiro de 2010

Plano Nacional de Direitos Humanos

Pois é. Os “gênios” do governo do PT tiveram mais uma ídeia “brilhante”: o Plano Nacional de Direito Humanos, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2009. Ele trata de temas polêmicos, como a revisão da Lei de Anistia, a reintegração de posse em propriedade privadas, a criação de uma comissão para monitorar o conteúdo editorial das empresas de comunicação e outras bobagens. As mudanças na legislação propostas no programa, no entanto, terão ainda de ser submetidas ao Congresso Nacional. A criação do Plano foi formalizada por meio de um decreto, assinato pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 73 páginas, que propõe a criação de 27 leis. alémde cerca de 10 mil instâncias burocráticas, tais como sonselhos, ouvidorias e comitês sobre os mais variados assuntos. Em suma, uma verdadeira festa com o dinheiro público. E não é só isso: o plano prevê ainda mais de 20 campanhas publicitárias nacionais sobre temas como direitos de crianças e adolescentes e direito ao voto. Haja dinheiro para sustentar tudo isso.

Como o plano mexe com muitos assuntos polêmicos, as reações vieram dos mais variados seguimentos da sociedade. A primeira reação veio de dentro do próprio governo. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os comandantes das três Forças Armadas ameaçaram pedir demissão conjunta ao presidente Lula. A revolta dos militares se deveu às propostas de criação de uma comissão “da verdade” para investigar crimes cometidos durante a ditadura e a revogação de leis feitas durante o período de 1964 a 1985 que sejam consideradas contrárias aos direitos humanos. A principal crítica dos militares é que o plano não prevê a investigação de excessos por grupos de esquerda que combateram o regime. Lula deve rever esta parte do decreto.

Outra entidade que reagiu foi a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A presidente da Confederação, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), disse que a proposta é ideológica e preconceituosa contra o agronegócio por prever regras que dificultariam a desocupação de terras invadidas. “Quando o governo apresenta um documento de intenções dificultando e obstruindo a urgência em reintegrar posse e concessão de liminares de certa forma está apoiando os movimentos criminosos que invadem terras. Isso nós não podemos permitir”, protestou a senadora.

O plano foi criticado, também, pela Associação Brasileira das Empresas de Rádio e Televisão (Abert). O plano propõe criar uma comissão para monitorar o conteúdo editorial das empresas de comunicação. Há previsão também de penalidades como multas, suspensão da programação e cassação para empresas de comunicação, que o governo considerar que violam os direitos humanos. “Qualquer iniciativa que visa criar uma comissão que controle, que acompanhe ou que interfira no conteúdo editorial das empresas de rádio e televisão é, do nosso ponto de vista, uma forma de censura e uma forma de interferência na liberdade de expressão e na liberdade de imprensa”, afirma o presidente da Abert, Daniel Slaviero.

A oposição, obviamente, também reagiu. "É mais do que uma intervenção do governo. É uma intervenção absolutamente antidemocrática e contra as liberdades fundamentais”, diz o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Em resposta às críticas, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos informou que o programa é resultado de um amplo e longo processo de debates com a participação da sociedade civil e do poder público e que reflete as demandas da sociedade brasileira na sua pluralidade.

Querer alterar a Lei de Anistia, hoje, trinta anos depois, é um despropósito. Tudo bem que a lei nos foi imposta goela abaixo pela ditadura. No entanto, mexer nessa ferida, agora, é algo bastante complicado. Afinal de contas, quem dos prováveis torturadores, hoje, poderia ser punido? Se houver, serão pessoas tão idodas demais para enfrentar um tribunal. Quem teve a obrigação moral de rever essa lei foi José Sarne, que chefiou o primeior governo pós-ditadura. Agora? Pode até não ser, mas cheira a revanchismo. Afinal de contas, um dos criadores da ideia, o secretário especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, foi ativista de esquerda, nos tempos da ditadura. Ele pertencia à Aliança Libertadora Nacional, uma organizalção guerrilheira clandestina de esquerda, que lutava para implantar uma ditadura comunista no Brasil.

O plano também prevê facilidades para grupos que invadem terras, como o MST, Movimento dos Trabalhadores Ruais Sem Terra, uma grupo clandestino que diz lutar pela reforma agrária. Em vez de punir os crimes praticados por esses movimentos, o governo que criar um dispositivo legal que o estimule ainda mais.

Proporriar a criação de uma comissão para monitorar o conteúdo editorial das empresas de comunicação, bem como aplicar penalidades a essas empresas, como multas, suspensão da programação e até cassação, em razão de conteúdo que o governo considerar que violam os direitos humanos me parece ser tão descabido e absurdo como se alguem propusesse a volta da censura em nosso páis.

Enfim, trata-se de uma ideia de intenções duvidosas, que tem mais um viés ideológico do que a criação de leis que realmente proteja a sociedade de desrespeitos aos direitos humanos.

O que me deixou mais preocupado é que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou, no domingo, dia 10 de janeiro, uma manifestação de apoio ao terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos e ao secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannucchi, que fez birra e ameaça deixar o cargo caso o documento apresentado no dia 21 de dezembro sofra alguma alteração. Que menino birrento!


sábado, 9 de janeiro de 2010

Boris Casoy e os garis

Na abertura da edição do JORNAL DA BAND, da Rede Baideirantes de Televisão,  do dia 31 de dezembro, depois do anúncio de uma matéria que o  noticioso faria sobre o sorteio da Mega Sena da Virada, asssim que dois garis que aparecem no vídeo desejando aos telespectadores um feliz 2010, sem perceber que o áudio estava aberto, o jornalista Boris Casoy fez um comentário irônico, grostesto e preconceituoso sobre as felicitações dos garis. Ele disse: "Que merda! Dois lixeiros desejando felicidades... do alto de suas vassouras. Dois lixeiros. O mais baixo da escala do trabalho". Veja.


Na edição do dia 1.º janeiro, sexta-feira, no entanto, Boris Casoy pede desculpas, um pedido frio e não convintente. Veja.


Para mim, como diz aquela velha e surrada frase, a emenda ficou pior que o soneto.
Como qualquer pessoa que julgo de bom senso, fiquei indignado com a postura do jornalista Boris Casoy. Fiquei decepcionado com ele, pois sempre admirei seu trabalho como jornalista. Realmente, Sr. Boris Casoy, isso que o senhor, no íntimo, deve pensar dos garis e de ostros profissionais que estão “no mais baixo da escala do trabalho” é uma vergonha. Espero que o Sr. reflita bem e mude seus conceitos.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Viajando pelo tempo

No exato momento em que estou escrevendo este texto, estou em frente à TV vendo a minissérie sobre a vida de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins. Não é que a vida desses dois nomes da música brasileira me interesse tanto. O que ma atrai nesse tipo de programa é a reconstituição histórica. A história da minissérie DALVA E  HERIVELTO, UMA CANÇÃO DE AMOR se passa nos anos 30, 40, 50, 60 e início dos anos 70. Tem gente que adora viajar por vários lugares. Isso é bom, mas viajar pelo tempo também é fascinante. O que chama a atenção não são necessariamente os fatos históricos relevantes, mas  o dia a dia de uma época, a vida cotidiana, as coisas comezinhas.

Nessa minisséria, temos um pouco de contato com o Brasil, mais especificamente o Rio de Janeiro, dos anos 30, 40, 50 e 60. A históra nos apresenta a vida de um casal de artistas daqueles tempos dourados, a era de ouro do rádio, quando não havia televião. Naquel tempo o rádio era o grande meio de comunicação. A Rádio Nacional do Rio de Janeiro representava para os brasileiros o que a Rede Globo é hoje.

Um fato bem interessante contado na minissérie DAVAL E HERIVELTO é quando, em 1946. o presidente Eurito Gaspar Dutra toma posse e, logo em seguida, promulga uma lei proibindo os cassinos no Brasil. Isso, obviamente, acabou com o famoso Cassino da Urca, do Rio de Janeeiro, onde a maiores dos grandes artistas brasileirsos se apresentavam. Na verdade, os dois grandes empregadores de artistas no Rio de Janeiro naquela época eram a Rádio Nacional e o Cassino da Urca. Isso obrigou, como é bem retratado na minissérie, os cantores e humoristas a começarem a viajar pelo Brasil e pelo exterior, em busca de novas oportunidades de trabalho.

Claro que, ao assistir a um trabalho desse, a uma minisséria que se propõe a contar a vida de uma personagem histórica, há que se ter um certo cuidado em buscar informáções em outras fontes sobre os fatos narrados por essas séries. Os autores costumam teperar o enredo com um pouco de ficção. Além disso, mesmo que involuntariamente ou até inconscientemente, uma postura um pouco tendenciosa da narração. No caso da minissérie DALVA E HERIVELTO, o compositor Herivelto Martins ven sendo tratado, pelo menos até o capítulo de ontem, dia 07/01, como uma espécie de vilão da história; enquanto isso, a cantora Dalva de Oliveira é apresentada como o mais puro dos seres humanos. Pode ser que isso mude? Talvez.

Como eu disse, meu interesse pela miniss[erie prende-se mais à reconstituição histórica e do cotidiano de uma outra época, de outros tempos. No entanto, podemos falar um pouco dos personagens principais da minissérie, a título de curiosidade.

Herivelto Martins era cantor, mas ele se destacou mesmo como compositor. Já Dalva de Olveira, cujo nome verdadeiro era Vicentina, era somente cantora, e das boas. Ela tinha uma voz bem afinada. Na minha opinião, ele e Elis Regina foram as duas melhores cantoras da música popular brasileira de todos os tempos. O grande problema da maioria das músicas gravadas por Dalva é que elas, se regravadas hoje, dificilmente fariam sucesso. Eram sambas-canções e boleros melosos, recheadas de palavras que  hoje já não se usam mais, de tristeza pelo amor fracassado e de dor de cotovelo. Pode até ser que, na voz de Bruno e Marrone, uma ou outra música originalmente gravada por ela consiga se destacar se regravada hoje.

Para quem quiser conhecer mais sobre Dalva de Oliveira e Herivelto Martins, a Internet está repleta de informa’~oes sobre os dois. No You Tube, há vários vídeos com imagens de Dalva de Oliveira, que morreu em 1972, e de Herivelto Martins, que faleceu em 1992.
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Prejuízo das chuvas e a dengue

Segundo o jornal FOLHA DE S. PAULO, em sua edição de hoje, as chuvas que estão castigando o Sul e o Sudeste do País já causaram um prejuízo de R$1 bilhão aos cofres públicos. Já não chegam as falcatruas, as maracutaias, agoram vem tambám a natureza, com sua histeria de verão sugar o dinheiro de nossos impostos.

No entanto, temos de admitir que boa parte dos prejuízos financeiros e, principalmente, as perdas em vidas humanas, 138 até agora, poderiam ser evitadas se o poder público cumprisse, com mais competência e responsabilidade, suas obrigações. Construções inadequadas, muitas delas em áreas sabiamente de risco e falta de infraestrutura urbana básica poderiam evitar muitas tragédias, mesmo com um volume de chuva tão intenso como o deste verão.

Em nossa cidade, devido à sua topografia, as chuvas causam poucos problemas semelhantes ao que vem ocorrendo em outras regiões do Estado. No entanto, devido ao volume de chuva e ao forte calor, a preocuação é a dengue. Mas, nesse aspecto, a responsabilidade é mais da população do que do próprio poder público. Campanhas para conscientizar as pessoas sobre os métidos extremamente simples de combate ao mosquito causador da doença não faltam. O detalhe é que as medidas preventivas são simples e resume-se numa palavra: limpeza.

Sobre a venda de Tylenol nas fermácias de Pereira Barreto, enviei um e-mail à direção do DIÁRIO de Pereira Barreto. Pedi a eles, por ser um jornal, o mais lido da cidade, que procurassem confirmar, com médicos e com a Vigilância Sanitária, a veracidade da informação sobre o uso de Tylenol no tratamento da dengue. No entanto, parece que minha solicitação foi ignorada. Uma pena. Quem perde com isso é a população, que deixa de ser adequadamente informada.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

“Rebelião” do clima

O clima realmente parece estar louco neste início de 2010. Inverno rigoroso no Hemisfério Norte e chuvas e muito calor por aqui. As tragédios ocorridas nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul nos últimas dias dão uma amostra do poder de destruição da natureza.
No entanto, não se pode creditar ao clime e ao aquecimento global as tragédias ocorridas no Rio de Janeiro, especialmente em Angra dos Reis. Aquela região da Serra do Mar é muito chuvosa e as regiões de encostas são sabidamente impróprias para a construção de moradias.

Em São Luís do Paraitinga, no Estado de Sã Paulo, além da maioria dos habitantes da cidade, perdeu também o patrimônio histórico. Praticamente todas as construções antigas da cidade foram danificadas ou totalmente destruídas pela grande inundação que ali ocorreu.

Ontem, dez pessoas desapareceram depois que uma ponte do rio Jacuí, em Agusdos, a 250 km de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, dababou. Um dos desaparecidos, inclusive, é o vice-prefeito da cidade, Na hora do desabamento, havia vinte pessoas no local, dessas, 8 foram resgatadas pelos bombeiros. O que elas estavam fazendo aglomeradas ali? Estavam simplesmente vendo e fotografando a cheia do rio.

A natureza parece ter começado o ano furiosa com o homem.

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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Dengue volta a assustar Pereira Barreto

A edição de hoje, dia 05/01/2010, do jornal DIÁRIO DE FATO apresenta algumas reportagens sobre a dengue, que, três anos depois de uma grande epidemia na cidade, com mais de mil casos, volta a assustar os pereira-barretenses. Segudo o jornal, de dezembro do ano passado até o momento, são 16 casos confirmandos e 57 suspeitos notificados da doença na cidade. Segundo o DIÁRIO, como a maioria do número de contaminados e notificados está concentrada apenas em alguns bairros da cidade, a Vigilância Sanitária nega que já haja um surto de dengue em Pereira Barreto, mas já está trabalhando como se houvesse uma epidemia. O número de agentes de saúde visitando as casas aumentou consideravelmente no final do mês de dezembro de 2009 e a tendência, de acordo com o setor, é de aumentar ainda mais nos próximos dias. 

TYLENOL - CONTRAINDICADO PARA DENGUE

O jornal informa, ainda, que, devido aos casos de dengue na cidade, aumentou a venda do medicamento Tylenol nas farmácias de Pereira Barreto, o que é preocupante, porque, segundo matéria da revista de ciências e cultura geral da Editora Abril SUPERINTERESSENTE, edição n.º 273, de dezembro de 2009, na página 47, o paracetamol, vendido no Brasil com as marcas Tylenol e Sonridor, é contraindicado em casos de dengue, pois essa doença faz com que o fígado pare de fabricar uma enzima que metaboliza o paracetamol, que, em razão disso, fica acumulado no organismo, o que pode levar o paciente à morte. A matéria informa, ainda, que o paracetamol (Tylenou, Sonridor) deve ser evitado, também, pelo mesmo motivo, por doentes de hepatite e por quem consome bebidas alcoólicas em excesso. O autor da matéria chega até a fazer uma observação irônica no final do texto, dizendo que tomar Tylenol para aliviar ressaca é uma péssima ideia.

A revista SUPERINTERESSANTE não é especializada em assuntos de saúde, mas é uma publicação séria, idônea e respeitável da Editora Abri e, obviamente, não iria publicar uma informação dessa sem nenhuma fundamentação médica. Portanto, o melhor é ficar atento, não se automedicar e seguir rigorosamente orientação médica.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Iniciando 2010

Há já algum tempo que não postava nada nesge blog. Esta é a primeira postagem de 2010. Aliás, a partir de agora, pretendo tornar as postagens mais frequentes, de preferëncia, diárias. Vamos ver se sobram assuntos para a gente debater aqui.

Sobre 2009, devo confessar que, para mim, particularmente, foi um ano tranquilo, sem sobressaltos. No entanto, devo admiktir que foi um ano decepcionante politicamente. Eu esperava muito mais do prefeito eleito de Pereira Barreto, Arnaldo Enomoto. Eu achava que ele seria um prefeito mais dinâmico, arrojado, administrativamente ousado. No entanto, sua administração, pelo menos neste primeiro ano, foi tão apática e anêmica quando a de seu antecessor, Dr. Dagoberto de Campos. Mas eu torço para que sua administração dê certo e coloque, finalmente, Pereira Barreto no século XXI. Atributos intelectuais e morais para isso náo faltam a Arnaldo Enbomoto e sua quipe. Aguardemos.

O ano que ora se inicia promete ser bem agitado. Teremos Copa do Mundo de Futebol, que neste ano será realizada na África do Sul, e eleições gerais, ou seja, para presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Vamos torcer para que o Brasil consiga o hexacampeonato e que os leitores brasileiros votem com consciência e sabedoria.

Enfim, FELIOZ 2010.

Contato: gilmargrespan@gmail.com

sábado, 28 de novembro de 2009

O PT e o Lula que eu não conhecia antes de 2002

O mundo está em constante transformação, assim como as ideias. É normal que o ser humano vá se transformando com o correr do tempo, com as experiências de vida, com as lições aprendidas. É perfeitamente natural que pessoas mudem seu juízo de valor sobre certas coisas da vida. Um exemplo disso foi o que aconteceu com os Partidos Comunistas europeus logo após a queda do Muro de Berlim, em 1989, e o fim da União Soviética e dos regimes comunistas da Europa Oriental. Não havia dúvida: um regime socialista, inspirado nas ideias de Karl Marx e Friedrich Engel, era inviável. O socialismo fracassara. Em vez de justiça social, criaram-se regimes totalitários, com o cerceamento das liberdades individuais e a socialização da pobreza. Chegou-se à conclusão de que uma sociedade sem mercado, sem livre iniciativo, é uma sociedade inerte, morta econômica e socialmente. Os comunistas europeus mudaram, se renovaram e muitos tiraram até a expressão “comunista” dos nomes de suas agremiações. Aqui no Brasil, não foi diferente: o PCB, Partido Comunista Brasileiro, o conhecido “Partidão”, virou PPS, Partido Popular Social. Toda essa mudança de postura é absolutamente normal na nossa sociedade.

No entanto, o que aconteceu com o Partido dos Trabalhadores, o PT, e, especialmente, com o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, um de seus fundadores e seu maior líder, foge a todas as regras do bom senso, do aceitável, do normal, do compreensível no mundo político. Infelizmente, o Lula elogiado no exterior, exótico, tido como grande líder, que participa do G-20. que defende os países pobre, que puxa a orelha dos países ricos, que faz discurso nas Nações Unidas, que é chamado de “o cara” pelo presidente dos Estados Unidos, que é recebido pela rainha da Inglaterra, nada tem a ver com Lula, o Verdadeiro. Lula talvez faça tanto sucesso no exterior pelo simples motivo de quem ninguém, lá, entende as bobagens que ele às vezes diz. Veja o vídeo abaixo.

Nunca fui petista, pois minhas concepções liberais não se alinham com a ideologia esquerdista e estatizante do petismo. No entanto, sempre nutri uma grande admiração por essa agremiação partidária, pela coerência de seu discurso, pela defesa intransigente da ética e da moralidade com as coisas públicas. Admirei ainda mais o PT durante a campanha eleitoral de 2002, ocasião em que o partido parecia ter abandonado seu discurso radical de esquerda e haver se adaptado aos novos tempos, como o fizera boa parte do pessoal do “Partidão”. Tenho grandes amigos petistas, pessoas sérias, honestas e idealistas. Contudo, o que temos visto, depois da posse de Luiz Inácio Lula da Silva ao cargo de presidente da República, nada tem a ver com o que o Partido dos Trabalhadores pregou desde sua fundação, no início dos anos 80. O partido político que, numa demonstração de sintonia de seu discurso em favor da democracia, por ser contra a eleição indireta, chegou a expulsar de suas fileiras uma deputada, Beth Mendes, em 1985, porque ela participou do Colégio Eleitoral que elegeu Tancredo Neves para a presidência da República, após vinte e um anos de ditadura militar. Depois que chegou ao poder, em 2002, o PT parece que se despiu de seus escrúpulos, jogou toda sua história no lixo e, em nome de conveniências políticas e eleitorais, aliou-se ao que há de mais perversamente retrógrado na política nacional. A justificativa disso, o presidente Lula deu, pouco tempo atrás, em uma entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, dizendo que até Jesus Cristo, se vivesse hoje no Brasil, faria acordo com Judas Iscariotes. Lula, como é iletrado, ou, para ser mais preciso, semi-analfabeto, não se deu conta de que chamara, sem querer, seus aliados de “Judas”, desqualificando-os. No entanto, seus fiéis asseclas oriundos da “direita”, por sua vez, como não querem se indispor com o “chefe”, nem perder as benesses que desfrutam por estarem do lado do governo, fingiram que não entenderam.

Assim que Lula e o PT assumiram o governo, começaram a pipocar os pequenos escândalos. O primeiro envolvia a então ministra Benedita da Silva, que foi acusada de haver ido à Argentina, participar de um evento religioso, à custa de dinheiro público. Depois veio o famoso escândalo protagonizado por Waldomiro Diniz, assessor do então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. Waldomiro foi flagrado, em vídeo, achacando um bicheiro, conforme denúncia da revista ÉPOCA. Depois, veio aquilo que a revista VEJA definiu como “a mãe de todas as decepções éticas do PT”: o famigerado “mensalão”. O PT foi acusado de comprar, com dinheiro desviado dos cofres públicos, o apoio de deputados da chamada base aliada do governo. O que aconteceu na época, tudo o mundo se recorda. Lula, de início, alegou que “não sabia de nada”. Depois disse que havia sido traído, mas não disse por quem. Em seguida, disse, cinicamente, que o “PT havia feito o que sempre se fez sistematicamente no Brasil”. Houve CPI e, em decorrência desse escândalo, praticamente todo a cúpula do PT da época foi denunciada à Justiça e chamada de “quadrilha” pelo então procurador da República, que havia sido nomeado pelo próprio Lula. A grande maioria dos “mensaleiros” foi absolvida na Câmara dos Deputados. Mas os envolvidos, cerca de 40 pessoas, foram denunciados por corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, crimes contra o sistema financeiro e evasão de divisas. O processo se encontra, hoje, no Supremo Tribunal Federal. É provável que não dê em nada, graças à benevolência da legislação brasileira, principalmente para com quem tem bons advogados e, especialmente nesse caso, para aquelas que têm o tal do “foro privilegiado”. Outro detalhe importante é a falta de estrutura do STF para analisar um caso tão complexo como esse, que deveria estar na Justiça comum, que é mais aparelhada para tramitação desse tipo de processo. Recentemente, Lula, em uma entrevista na Rede TV, disse que o “mensalão” foi uma grande armação da oposição. Perguntado sobre os detalhes de sua teoria conspiratória, disse que só vai se inteirar de tudo depois que deixar o governo, em 2011.

Vieram as eleições de 2006 e, com boa parte dos eleitores agraciada com o “Bolsa Esmola”, Lula e muitos “mensaleiros” foram reeleitos. Foi-se a ética; ficou o cinismo.

Lula e o PT, antes tão combativos, tão radicais, tão defensores da ética, hoje convivem amigavelmente com tudo aquilo que sempre combateram. Vinte anos atrás, durante a campanha para a primeira eleição direta para a presidência da República após a ditadura militar (1964-1985), em 1989, Collor chegou a exibir, em seu programa eleitoral na TV, Miriam Cordeiro, ex-namorada de Lula, dizendo que o petista lhe havia oferecido dinheiro para abortar. Hoje, Collor é um fiel integrante da base aliada do governo Lula.

José Sarney, a quem Lula e o PT sempre atacaram impiedosamente durante anos a fio, hoje é, também, um fiel aliado do atual governo. Ameaçado, recentemente, de perder o cargo de presidente do Senado, por acusações de inúmeras irregularidades na Casa, Sarney pôde contar com a valiosa solidariedade de Lula e de seus parceiros petistas para manter-se no cargo. Se Sarney fosse destituído da presidência do Senado ou renunciasse, assumiria Marconi Perillo, do PSDB de Goiás, inimigo figadal de Lula. O cinismo venceu mais uma vez.

No próximo ano, teremos eleição para presidente. Dilma Rousseff, atual ministra-chefe da Casa Civil, deve ser a candidata do PT. Burocrata e excessivamente técnica, Dilma tem, em excesso, atributos que um candidato a qualquer cargo eletivo não deve ter: é arrogante e fala burocratês demais. Mas Lula achou por bem lançá-la como candidata à sua sucessão, em 2010. Para isso, iniciou um processo intenso de tentativa de transformar Dilma Rousseff numa pessoa carismática. Muito se tem comentado a respeito. Há uma marchinha carnavalesca, composta por Joka Pavarotti, componente do bloco “Pacotão”, de Brasília, circulando na Internet. Veja o vídeo abaixo.

A grande arma eleitoral do governo Lula foi, ironicamente, criada por seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso: é o Bolsa Escola, que teve seu nome mudado para Bolsa Família e, sem dúvida, deverá continuar sendo uma das moedas de troca da candidata Dilma, em 2010, Mas, conforme notícias divulgadas recentemente, um novo ingrediente deve ser adicionado à campanha eleitoral da candidata do PT: o bolsa-celular. Isso mesmo que você leu: BOLSA CELULAR, telefone celular. O governo pretende oferecer um telefone celular para cada uma das mais de 11 milhões de famílias que recebem o Bolsa Família. A “ideia brilhante” partiu do ministro das Comunicações, Hélio Costa, provável candidato ao governo de Minas Gerais em 2010. Mas o tal Bolsa Celular deve ser apenas um truque eleitoral, pois a maioria das família beneficiadas com o Bolsa Família já tem telefone celular, graças, evidentemente, à privatização dos serviços de comunicação, em 1998, promovida pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, que barateou os serviços de telefonia móvel e fixa no Brasil e acirrou a concorrência no setor. Com isso, as despesas do governo como tal Bolsa Celular vai ser mínima. Um belo teatro eleitoral. Mas as “grandes ideias” não param por aí. O governo quer lançar, também, o Bolsa Cinema. O projeto já tramita em regime de urgência no Senado. Se tudo der certo, o governo pretende lançá-lo no ano que vem. O trabalhador receberá mensalmente um tíquete de cinquenta reais para ir ao cinema. O governo quer as salas de exibição lotadas em 2010. Só que o governo se esquece de que, hoje, a maioria das salas de cinemas estão instalados quase que exclusivamente em centros de compras, em cidades médias e grandes, bem distantes e quase inacessíveis à maioria dos brasileiros mais humildes. Mas todo esse interesse do governo pelo cinema tem uma razão de ser: por uma curiosa coincidência, no ano que vem será lançado o filme “Lula, o Filho do Brasil”, uma espécie de bajulação cinematográfica patrocinada por empreiteiras amigas e dirigida pelo cineasta Fábio Barreto, cujo roteiro se baseia em uma biografia de Lula escrita pela jornalista Denise Paraná.

O governo Lula, hoje, mantém vínculos bem amistosos com o que há de pior na política internacional. Sem falar em sua amizade com o falastrão venezuelano Hugo Chaves e com o ditador cubano Fidel Castro, não podemos nos esquecer da recente visita do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, chefe de um governo intolerante, autoritário e acusado de financiar o terrorismo internacional. O ministro da Defesa iraniano, por exemplo, general Ahmad Vahidi, se sair de seu país pode ser preso pela Interpol, pois ele é acusado de ser um dos autores intelectuais do atentado cometido em 1994 contra a associação judaica Amia, em Buenos Aires, que deixou 86 pessoas mortas. Lula chegou a defender o direito do Irã a obter tecnologia nuclear para fins pacíficos. O curioso é que, quatro dias depois da visita de Ahmadinejad ao Brasil, a Agência de Energia Atômica da ONU (AIEA) propôs uma moção de censura contra o Irã, em decorrência de protelações, mentiras e omissões do governo do Irã em relação a seu projeto nuclear. Vinte e cinco dos 35 países com voto na organização aprovaram a proposta da AIEA, inclusive a China e a Rússia, que sempre resistem a pressionar o país persa. O Brasil, sob orientação do governo petista, simplesmente se absteve de votar.

Esse é o PT de hoje. Esse é o Lula de hoje. Os tempos de luta pela democracia, pela ética, pela moralidade, que me faziam admirar e respeitar os líderes petistas, mesmo discordando de suas ideologias, ficaram somente na História, são águas passadas. Lula e seus companheiros trocaram a luta pela democracia, pela ética e pela moralidade pela luta pelo poder, a qualquer custo. Figuras como José Sarney, Paulo Maluf, Fernando Collor, Roseane Sarney, Renan Calheiros e tantos outros, antes tidos como retrógrados, inimigos do povo, representantes do atraso, coronéis, corruptos, viúvos da ditadura, etc., hoje são aliados fiéis do PT e do governo Lula, o que acarretou uma espécie de simbiose perversa: em vez de os ex-inimigos políticos dos petistas se regenerarem, se redimirem de seus erros passados e assimilarem as posturas políticas antes defendidas pelo PT, foi o PT que assimilou as velhas práticas de seus ex-inimigos que tanto combateu no passado.

À propósito, com relação ao escândalo que veio a público na última sexta-feira, envolvendo o atual governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM) em um esquema de propinas para deputados da base aliada do governo distrital, li, no último sábado, dia 28 de novembro, na FOLHA ON LINE que a bancada do Partido dos Trabaradores (PT) na Câmara Legislativa brasiliense declarou, em nota, que vai apresentar pedido de abertura de processo por crime de responsabilidade contra o governador do Distrito Federal e prometem, ainda, abrir processo de investigação dos deputados distritais citados no caso por indícios de quebra de decoro parlamentar, assim como apresentar na Câmara Legislativa requerimento de instalação da "CPI da Corrupção" --para apurar os fatos contra o governador.

É. Quando estão na oposição (no caso do Distrito Federal), os petistas se fazem de moralistas, de defensores da ética. No entanto, quando estão na situação, como ocorrem no Congresso Nacional, a conversa muda. Eles correm das CPIs. Esse é o PT que eu não conhecia antes.

domingo, 22 de novembro de 2009

Lula, o Filho do Brasil – realidade e ficção e quem pagou pelo filme

O filme Lula, o Filho do Brasil faz parte de um projeto de bajulação e de endeusamento do atual presidente da República, o que, às vésperas das eleições de 2010, pode ser uma eficiente propaganda política.

"Lula, o Filho do Brasil, a cinebiografia que estreará nos cinemas no começo do próximo ano, é o primeiro filme de ficção sobre a vida do presidente. A LC Barreto, responsável pelo projeto, enviará 500 cópias ao circuito comercial – o maior lançamento da história do cinema brasileiro. As centrais sindicais, como a CUT e a Força Sindical, planejam projetar a fita para espectadores das áreas mais pobres do país. Os trabalhadores sindicalizados poderão comprar ingressos subsidiados a 5 reais. As estimativas mais conservadoras indicam que, somente nas salas comerciais, 5 milhões de pessoas assistirão ao longa. É pouco diante do que se seguirá. O DVD do filme será lançado no dia 1º de maio, feriado do trabalhador. Em seguida, a Rede Globo levará a fita ao ar, editada como uma minissérie. Ao final, se essa ambiciosa estratégia de distribuição funcionar, Luiz Inácio, o homem que fez história, dará um salto rumo a Luiz Inácio, o mito. Esse mito paira acima do bem e do mal, mas estará dizendo o que é certo e o que é errado na campanha eleitoral de 2010. Por fazer parte de um projeto de beatificação do personagem com vista a servir de propaganda eleitoral disfarçada de entretenimento na próxima campanha, Lula, o Filho do Brasil parece coisa de marqueteiro." (revista VEJA – edição de 25/11/2009 – pág. 78).

Verdades e mentiras do filme

Para fazer o filme, o diretor Fábio Barreto, baseou-se nas histórias contidas em uma biografia do presidente Lula, escrita pela jornalista Denise Paraná. Claro que, no filme, o diretor, omitiu episódios da vida de Lula que pudessem apresentá-lo como um fraco, na verdade, como um ser humano comum: e pintou com tintas fortes os momentos em que Lula pode ser apresentado como herói, um ser perfeito. Veja alguns fatos citdos pela revista VEJA, em sua última edição.

No filme - O pai de Lula lhe dá um tapa e, depois, avança para cime de Dona Lindu, mãe de Lula, mas é contido pelo filho, que esbraveja heroicamente com o pai: "Homem não bate em mulher". O pai, envergonhado, abaixa as mãos.

O fato - Na verdade, Lula, quando era criança, presenciou um acesso de fúria de seu Aristides, seu pai, que bateu em Dona Lindu, sua mãe, com uma mangueira. Lula também quase apanhou do pai, mas Dona Lindu impediu a agressão. Portanto, foi Dona Lindu que salvou o filho da surra, e não o inverso, como está no filme.

No filme - Impressionada com o notável desempanho de Lula na escola, sua professora, Dona Terezinha, visita Dona Lindu e se oferece para adotar o menino "de papel passado". Diz a professora: "A senhora não quer que ele seja alguém?". Dona Lindu responde, com aquela altivez que só se vê em filme e novela: "Ele já é alguém. Ele é Luiz Inácio". Que lindo! Tremenda mentira.

O fato - Quando Lula ainda morava em Santos e cursava a 2.ª série primária, sua mão, Dona Lindu, como todo brasileiro típico, que não sossega o facho em lugar nenhum, quis mudar-se para São Paulo. Dona Terezinha, a professora de Lula, apenas insinuou que adotaria o menino para que ele pudesse continuar os estudos em Santos. Dona Lindu não topou.

No filme - Ao ver um linchamento de um diretor da fábrica, Lula diz ao irmão sindicalista: "Ele também é um trabalhador".

O fato - Durante uma greve, um diretor da fábrica atirou em um operário. Os grevistas, revoltados, o jogaram da janela e o espancaram com selvageria. Lula, que viu a cena,  apenas comentou: "Eu achava que o pessoal estava fazendo justiça".

No filme - Lula, ao tomar conhecimento da existência de corrupção no Sindicato dos Metalúrgicos, fica indignado e cobre, veementemente, o afastamento do presidente da entidade.

O fato - Não há nenhuma referência disso na biografia de Lula. A cena provavelmente foi inventada por Fábio Barreto, para valorizar o protagonista.

QUEM PAGOU PELO FILME?

Vamos, agora, ao lado prático da coisa. Quem pagou por tudo isso? Segundo a revista VEJA, o filme foi patrocinado e apoiado por um grupo de empresas, a maioria delas com negócios com o governo, que doou 10,8 milhões de reais. Veja a relação abaixo.

AmBev – Em 2005, o BNDES destinou 319 milhões de reais para a empresa de bebidas.

Camargo Corrêa – A construtora participa das obras do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, tendo recebido, em 2008, 102,7 milhões de reais.

CPFL Energia – O controle da distribuidora de energia está dividido entre a Camargo Corrêa, o BNDES e fundos de pensão de estatais.

EBX – Os empréstimos feitos pelo BNDES às empresas de Eike Batista ultrapassam 3 bilhões de reais só neste ano.

GDF Suez – A empresa faz parte do consórcio responsável pelas obras da hidrelétrica de Jirau e recebeu do BNDES empréstimo de 7,2 bilhões de reais.

Grendene – O BNDES aprovou, em 2008, financiamento de 314 milhões de reais para a aquisição total do controle acionário da Calçados Azaléia pela Vulcabrás dos mesmos controladores da Grendene.

Hyundai – Em 2007, o governo federal deu uma mãozinha para a implantação da fábrica da montadora em Goiás.

Neoenergia – O Banco do Brasil e a Previ (fundo de pensão dos funcionários do BB) detêm, juntos, 61% da companhia. Em 2008, o BNDES aprovou crédito superior a 600 milhões de reais para a construção de usinas pelo grupo.

OAS – Foi uma das financiadoras da campanha de reeleição de Lula. Participa das obras do PAC, tendo recebido, em 2007, 107 milhões de reais.

Odebrecht – Venceu em 2007, em parceria com a estatal Furnas, a licitação para a construção da usina de Santo Antônio, no Rio Madeira. O valor do investimento foi definido em 9,5 bilhões de reais, com 75% do total financiado pelo BNDES.

Oi – O BNDES aprovou, na semana passada, financiamento de 4,4 bilhões de reais, o maior valor já concedido para uma empresa de telecomunicações. Desde a aquisição da Brasil Telecom (BrT), bancos públicos já aprovaram empréstimos de mais de 11 bilhões de reais ao grupo Oi. O BNDES e a Previ têm participação no bloco de controle da companhia de telefonia.

Volkswagen – Tem contrato com o governo para o programa Caminho da Escola para a renovação da frota de ônibus escolares. Em agosto, entregou o primeiro lote de 1 100 veículos, pelo qual recebeu 223 milhões de reais.
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As informações contidas neste post foram retiradas da reivsta VEJA – edição n.º 2.140 – de 25/11/2009 – páginas 76/83).

domingo, 1 de novembro de 2009

Passando a limpo

Cá estamos nós, novamente, passando a limpo um pouco das notícias que têm sido divulgadas nos últimos dias.

LINCHAMENTO MORAL

Foi o que aconteceu com aquela moça no ABC paulista, em uma universidade. Ela, aluna do primeiro ano de turismo, foi assistir às aulas usando minissaia e com um generoso decote. No entanto, não se sabe por quê, seus colegas da escola, demonstrando um preconceito inadmissível em pleno século XXI, a hostilizaram e a humilharam de forma grotesca. Uma atitude dessas, partindo de jovens, realmente é preocupante.

CULPA DE QUEM ESTÁ MORTO

Quem está morto não pode se defender. O laudo final da Aeronáutica sobre o acidente com o Airbus A-320 da TAM, que varou a pista do Aeroporto de Congonhas em 2007, matando 199 pessoas, afirma que a caixa-preta mostra que os pilotos erraram na operação dos manetes, alavancas que controlam as turbinas, causando o acidente. A falha foi, portanto, dos pilotos. A Polícia Federal, que efetuou uma investigação paralela, também concluiu que o acidente não teria ocorrido se não tivessem os manetes sido operados de forma incorreta.

FLAGRADA NO ANTIDOPING

Num teste antidoping a que se submeteu a ginasta Daiane dos Santos, de 26 anos, em julho deste ano, foi detectada o uso de furosemida, um diurético proibido por auxiliar na perda de peso, além de ter o poder de mascarar a utilização de outras substâncias não aceitas. Daiane tem até o dia 13 de novembro para apresentar suas justificativas. Se for condenada, poderá ficar fora do esporte por até dois anos, o que praticamente encerraria sua carreira.

A mídia, futriqueira e cruel, fez a festa com esse caso de Daiane. Mas o Pinheiros, clube de Daiane dos Santos, distribuiu um comunicado na tarde de sexta-feira, alegando que a ginasta estava inelegível para a realização de exames antidoping desde 23 de outubro de 2008, data em que a atleta foi excluída da seleção brasileira permanente de ginástica. Segundo o clube, cabia à Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) notificar a FIG que Daiane se encontra em recuperação clínica, o que evitaria a abertura de um procedimento investigatório. O advogado da ginasta, Cristian do Carmo Rios, também afirmou acreditar que ela tenha sido selecionada irregularmente para o teste.

FHC SOLTA O VERBO

Conforme o portal FOLHA ON LINE, em um artigo que foi publicado hoje em vários jornais do país, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diz que o Brasil caminha para o autoritarismo no governo de Luís Inácio Lula da Silva. O texto de FHC, segundo a FOLHA ON LINE, conteria as mais duras críticas feitas por ele desde que passou a faixa presidencial a Lula.

FHC abre o artigo com uma pergunta: "Para onde vamos?". Nos sete parágrafos que se seguem ele responde: país caminha para o autoritarismo. O antecessor de Lula enxerga "por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do autoritarismo popular".

Um autoritarismo que, segundo ele, "vai minando o espírito da democracia constitucional", que "supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente". "Na contramão disso tudo", FHC escreveu, "vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar".

FHC ainda diz que "tudo o que cerca" Lula "possui um DNA" que "pode levar o país [...] a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade, que pouco têm a ver com nossos ideais democráticos".

A FOLHA ON LINE informa que a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, contataca, não se posicionou sobre o artigo de FHC.

Eu, particularmente, acho que estamos muito longe de nos tornarmos uma Venezuela, mas temos de ficar atentos. A sociedade civil, bem como a imprensa, a OAB e o Congresso Nacional têm de ficar atentos. Ventos autoritários vêm soprando de alguns de nossos vizinhos latino-americanos.

POR HOJE É SÓ

Por hoje é só. Não vou falar sobre o possível acordo envolvendo os “golpistas” de Honduras e o “democrata” Manuel Zelaya, porque quero esperar as coisas aconteceram. Nesta semana as coisas podem se definir. Vamos aguardar.

Sobre Pereira Barreto, basta ver as notícias da cidade nas páginas do jornal local, o DIÁRIO, de meu amigo Anedino, para vermos que não há nada a comentar.

Boa semana a todos.

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