sábado, 15 de agosto de 2009

Voltam às aulas na segunda, dia 17. Veja como prevenir as crianças da "gripe suína"

Após quinze dias de férias forçadas por causa da “gripe suína” (rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS), alunos dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul voltam às aulas na próxima segunda-feira, dia 17. Alguns Estados, a exemplo de Minas Gerais, já retornaram no dia 10. Especialistas afirmam que não há motivo para pânico, mas reforçam dicas de higiene e prevenção.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, considerou um “disparate” o adiamento das aulas pelas secretarias estaduais de Saúde, pois, segundo médicos, a medida não deve ter impacto significante na redução dos casos. Para especialistas, essas duas semanas foram importantes, principalmente, para que o governo e as escolas se organizassem. “Foi um tempo produtivo para orientar professores e funcionários e preparar as escolas para receber os alunos, mas o impacto epidemiológico não é grande”, conforme declarações do professor da Faculdade de Medicina do ABC e presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Juvêncio Furtado, ao portal de notícias ÚLTIMO SEGUNDO.

Aos pais, Furtado recomenda que orientem os filhos a manterem as mãos sempre higienizadas. A lavagem não precisa ser feita com nenhum sabonete específico. “É água e sabão, qualquer um que faça espuma”, diz.  

ÁLCOOL EM GEL

O álcool em gel, que tem sido distribuído por secretarias de Educação para várias escolas, não substitui a lavagem das mãos. “Não adianta lavar a mão só de manhã e usar álcool o resto do dia. A lavagem é o mais importante para remoção”, explica Mario Sérgio Moreno, infectologista e diretor-técnico do hospital da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Sorocaba. 

Furtado acrescenta ainda que é “exagero” os pais obrigarem as crianças a saírem de casa com potes de álcool em gel na mochila. “Não adianta passar 10 vezes, que cria uma crosta. É só um detalhe para quando não tiver torneira por perto”, afirma.

Na hora de enxugar as mãos e o rosto em banheiros públicos o importante é fazer isso em toalhas descartáveis e, não, de pano.

Nos bebedouros escolares, eles alertam que um aluno pode se contaminar se o local tiver sido usado por uma pessoa doente. Por isso, a importância dos copos descartáveis. Além disso, as crianças devem ser instruídas a não compartilharem latas de refrigerante, alimentos, talheres e demais objetos de uso pessoal. 

Ao invés do ar-condicionado, as escolas, agora, devem preferir por janelas abertas para manter as salas arejadas.

Neste momento, a limpeza dos colégios também deve ser reforçada para retirar o vírus da superfície dos móveis. “O ideal é que mesas e carteiras sejam limpas no intervalo. Se não for possível, pelo menos na mudança de turno”, afirma Furtado. 

A qualquer sinal de gripe, como nariz escorrendo, febre ou tosse, as crianças não devem ir à escola. O tempo de afastamento recomendado pelos médicos é de sete dias, que é o período de transmissibilidade do vírus. O mesmo vale para professores e funcionários. 

“É importante orientação para que não visitem parentes ou amigos durante o período do afastamento”, completa a infectologista Denise Brandão, inspetora do Centro de Vigilância Epidemiológica Alexandre Vranjac, de São Paulo. 

CRECHES

Com as crianças menores, a atenção deve ser ainda maior. Furtado explica que, em creches, os berços devem ficar a uma distância mínima de 1,5 metro uns dos outros, para evitar que uma eventual infecção seja transmitida. 

Nas escolinhas, a responsabilidade maior fica a cargo do orientador, que deve “entreter as crianças, mas sem aglomerá-las”. “Não se deve colocar uma criança ao lado da outra na hora de dormir, ou no mesmo colchão, o que em creches é bastante comum de acontecer”, exemplifica Furtado.

Denise Brandão ressalta também a necessidade de lavar os brinquedos com mais frequência, neste período. Outra boa medida de precaução, segundo ela, é ferver chupetas e mamadeiras por 15 minutos e não dividi-las entre as crianças.

De acordo com os médicos, os pais devem zelar pela saúde e higiene dos filhos, mas com cuidado para não criar nos pequenos “aversão aos colegas e aos outros alunos”. “Eles não podem ficar com medo de ir à escola”, enfatiza Furtado.

MEDIDAS PREVENTIVAS CONTRA A GRIPE A (H1n1)

1. Cobrir sempre o nariz e a boca ao espirrar ou tossir.

2. Usar lenços descartáveis e providenciar local adequado para o descarte logo após o uso.

3. Lavar as mãos com frequência com sabão e água, especialmente ao tossir, espirrar ou limpar o nariz.

4. Não compartilhar copos, talheres, toalhas e demais objetos de uso pessoal.

5. Evitar colocar as mãos nos olhos e na boca.

6. Evitar aglomerações ou locais pouco arejados.

7. Ter uma alimentação saudável e investir na ingestão de líquidos


Fonte: portal IG - ÚLTIMO SEGUNDO

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