quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Clima de Finados em Pereira Barreto en 11 de agosto de 2010

Mais um aniversário de Pereira Barreto. São oitenta e dois anos de fundação. No entanto, foram-se os tempos em que se comemorava a data máxima do Município com gala. Eram desfile cívico, alvorada às seis da manhã e muita festa e inaugurações pela cidade. Agora, só a mediocridade de uma FIAP. O clima, ontem, em Pereira Barreto me lembrava um dia de finados ou uma tétrica Sexta-Feira da Paixão.

No meu post anterior, expus minha visão da falsa ideia de que Pereira Barreto, hoje, já é uma cidade turística. No papel, recebemos o status de “Estância Turística”. No entanto, Pereira Barreto carece de uma infraestrutura básica para uma cidade que quer ser turística. Hoje, nem temos a dignidade de comemorar o aniversário de nossa cidade como ela realmente merece.

Acho que, diante disso, talvez o clima que senti ontem em Pereira Barreto talvez seja coerente, se levarmos em conta o que a cidade conseguiu até hoje, em termos de benefícios, de progresso. Quem analisar o histórico demográfico de Pereira Barreto vai deparar com um dado curioso: a população não aumenta há décadas. Somos a eterna cidade de 25 mil habitantes. Claro que não cabe aqui aquela velha piada de que a população se estabilizou porque, a cada criança que nasce, foge um pai. A causa real dessa estabilidade, que não é um caso típico de Pereira barreto, mas sim de várias cidades do interior do Brasil, é a estagnação econômica. Como não há atividade econômica significativa na cidade, muita gente se muda de Pereira Barreto. O segmento que mais abandona Pereira Barreto, obviamente, é o dos jovens, que não encontram aqui opções de formação educacional e profissional, nem mercado de trabalho. A instalação em nosso município da Usina Santa Adélia foi a única novidade nos últimos anos.

Diante disso, acho que o clima de Finados ou Sexta-Feira da Paixão reinante ontem em Pereira Barreto se justifica. Não temos nada a comemorar.

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