sábado, 15 de agosto de 2009

Voltam às aulas na segunda, dia 17. Veja como prevenir as crianças da "gripe suína"

Após quinze dias de férias forçadas por causa da “gripe suína” (rebatizada de gripe A H1N1 pela OMS), alunos dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul voltam às aulas na próxima segunda-feira, dia 17. Alguns Estados, a exemplo de Minas Gerais, já retornaram no dia 10. Especialistas afirmam que não há motivo para pânico, mas reforçam dicas de higiene e prevenção.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, considerou um “disparate” o adiamento das aulas pelas secretarias estaduais de Saúde, pois, segundo médicos, a medida não deve ter impacto significante na redução dos casos. Para especialistas, essas duas semanas foram importantes, principalmente, para que o governo e as escolas se organizassem. “Foi um tempo produtivo para orientar professores e funcionários e preparar as escolas para receber os alunos, mas o impacto epidemiológico não é grande”, conforme declarações do professor da Faculdade de Medicina do ABC e presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Juvêncio Furtado, ao portal de notícias ÚLTIMO SEGUNDO.

Aos pais, Furtado recomenda que orientem os filhos a manterem as mãos sempre higienizadas. A lavagem não precisa ser feita com nenhum sabonete específico. “É água e sabão, qualquer um que faça espuma”, diz.  

ÁLCOOL EM GEL

O álcool em gel, que tem sido distribuído por secretarias de Educação para várias escolas, não substitui a lavagem das mãos. “Não adianta lavar a mão só de manhã e usar álcool o resto do dia. A lavagem é o mais importante para remoção”, explica Mario Sérgio Moreno, infectologista e diretor-técnico do hospital da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Sorocaba. 

Furtado acrescenta ainda que é “exagero” os pais obrigarem as crianças a saírem de casa com potes de álcool em gel na mochila. “Não adianta passar 10 vezes, que cria uma crosta. É só um detalhe para quando não tiver torneira por perto”, afirma.

Na hora de enxugar as mãos e o rosto em banheiros públicos o importante é fazer isso em toalhas descartáveis e, não, de pano.

Nos bebedouros escolares, eles alertam que um aluno pode se contaminar se o local tiver sido usado por uma pessoa doente. Por isso, a importância dos copos descartáveis. Além disso, as crianças devem ser instruídas a não compartilharem latas de refrigerante, alimentos, talheres e demais objetos de uso pessoal. 

Ao invés do ar-condicionado, as escolas, agora, devem preferir por janelas abertas para manter as salas arejadas.

Neste momento, a limpeza dos colégios também deve ser reforçada para retirar o vírus da superfície dos móveis. “O ideal é que mesas e carteiras sejam limpas no intervalo. Se não for possível, pelo menos na mudança de turno”, afirma Furtado. 

A qualquer sinal de gripe, como nariz escorrendo, febre ou tosse, as crianças não devem ir à escola. O tempo de afastamento recomendado pelos médicos é de sete dias, que é o período de transmissibilidade do vírus. O mesmo vale para professores e funcionários. 

“É importante orientação para que não visitem parentes ou amigos durante o período do afastamento”, completa a infectologista Denise Brandão, inspetora do Centro de Vigilância Epidemiológica Alexandre Vranjac, de São Paulo. 

CRECHES

Com as crianças menores, a atenção deve ser ainda maior. Furtado explica que, em creches, os berços devem ficar a uma distância mínima de 1,5 metro uns dos outros, para evitar que uma eventual infecção seja transmitida. 

Nas escolinhas, a responsabilidade maior fica a cargo do orientador, que deve “entreter as crianças, mas sem aglomerá-las”. “Não se deve colocar uma criança ao lado da outra na hora de dormir, ou no mesmo colchão, o que em creches é bastante comum de acontecer”, exemplifica Furtado.

Denise Brandão ressalta também a necessidade de lavar os brinquedos com mais frequência, neste período. Outra boa medida de precaução, segundo ela, é ferver chupetas e mamadeiras por 15 minutos e não dividi-las entre as crianças.

De acordo com os médicos, os pais devem zelar pela saúde e higiene dos filhos, mas com cuidado para não criar nos pequenos “aversão aos colegas e aos outros alunos”. “Eles não podem ficar com medo de ir à escola”, enfatiza Furtado.

MEDIDAS PREVENTIVAS CONTRA A GRIPE A (H1n1)

1. Cobrir sempre o nariz e a boca ao espirrar ou tossir.

2. Usar lenços descartáveis e providenciar local adequado para o descarte logo após o uso.

3. Lavar as mãos com frequência com sabão e água, especialmente ao tossir, espirrar ou limpar o nariz.

4. Não compartilhar copos, talheres, toalhas e demais objetos de uso pessoal.

5. Evitar colocar as mãos nos olhos e na boca.

6. Evitar aglomerações ou locais pouco arejados.

7. Ter uma alimentação saudável e investir na ingestão de líquidos


Fonte: portal IG - ÚLTIMO SEGUNDO

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Comentando...

Dilma X Lina

Se realmente ocorreu a tal reunião reservada entre ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira com Dilma Rousseff, a ministra parece ter dado um tiro no pé ao negar veementemente o encontro. A chefe de gabinete do secretário da Receita Federal, Iraneth Dias Weiler, deu ontem um depoimento ao jornal FOLHA DE S. PAULO em que DEUdetalhes das declarações que a ex-secretária faz sobre encontro. Pelo que informou Iraneth, parece que o tal encontro ocoreeu realmente. Mas, mesmo assim, continua sendo a palavra de uma contra a da outra. 

Brasil será "advogado" de Zelaya

Segundo informa hoje a FOLHA DE S. PAULO, o governo brasileiro se comprometeu ontem a atuar como espécie de "advogado" do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya. O chanceler Celso Amorim afirmou que as demandas de Zelaya serão levadas ao governo americano. A declaração foi dada após encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Zelaya, ontem à tarde, em Brasília.

Eu acbo que o Brasil não deveria ficar se envonvendo muito nessa história. Apesar de ter sido eleito democraticamente e de ter sido apeado do governo de Honduras por um golpe de estado, Zelaya é uma figurinha carimbada da política hondurenha. Ele é um daqueles velhos "coronéis" que querem, agora, poser de democráta. Aliás, não existe mais nada obsoleto que esse tipo de golpe de estado que ocorreu em Honduras. A moda agora é o "golpe" à moda Hitler, ou seja, usando as regras democráticas, como está fazendo Hogo Chaves na Venezuela. O velho "miligo" golpista venezuelano está usando as eleições e os referendos para se perpetuar no poder. O pior é que já tem discípulos no Equador e na Bolívia. 



sábado, 8 de agosto de 2009

Nós somos os culpados...

Os espetáculos deprimentes que temos visto no Senado, nos últimos dias, são provas incontestes de que nós, eleitores, temos de reformular nossos critérios de voto. Quando eu digo “nós”, refiro-me a todos os milhões de eleitores de nosso país, de norte a sul e de leste a oeste, como se costuma dizer. Se queremos um país mais sério, mais moderno, verdadeiramente democrático e justo, temos de aprender, de uma vez por todas, a real importância de nosso voto. Não podemos mais conviver com o maldito voto “de interesse”, o voto “de favor”, que nada mais é do que uma forma mais moderna do antigo “voto de cabresto”, o “voto de bico-de-pena”, que existia antes da reforma eleitoral de 1932. 

O que nós vimos no Senado, nestas últimas semanas, demonstra claramente que, por causa de nosso voto, ainda temos de conviver com determinadas hábitos políticos que já deveriam estar na lata de lixo da história deste país. Todo o Brasil assistiu, estupefato, na última semana, a figurinhas carimbadas da política nacional praticando, ao vivo, em rede nacional, atos de coronelismo e de chantagens, uns contra os outros. Culpa nossa. Nós votamos neles. Nós, eleitores, os colocamos lá, pelo nosso voto ou, o que é pior, pela nossa omissão. 

Tudo bem! Nós assumimos nossa parcela de culpa, mas há coisas que fogem de nosso controle. De repente, velhos e figadais inimigos políticos tornarem-se aliados fiéis. De repente, também, o revolucionário líder sindical, que por mais de vinte anos combateu a ditadura militar, as oligarquias regionais e as velhas práticas clientelista, elege-se presidente da República e, igualmente, à mercê das conveniências, resolve se aliar às oligarquias das quais antes se dizia inimigo e manter as velhas práticas clientelistas que tanto dizia combater.

No próximo ano, teremos eleições para deputados estaduais e federais, senadores, governadores e para a presidência da República. Mais importante do que votar para governador e para presidente, é escolher bem nossos legisladores, ou seja, nossos deputados e senadores. É função do Legislativo fazer, analisar e aprovar leis e, sobretudo, fiscalizar o Executivo, isto é, o governo. Por isso, é tão importante que comecemos a pensar logo em quem votar para deputado e senador no próximo ano. É nossa obrigação, como cidadãos, como eleitores, renovar o Congresso Nacional e as assembleias legislativas. Não podemos mais deixar nosso país nas mãos de gente que diz que está “se lixando” para nossa opinião, ou seja, para a opinião de quem lhes paga os generosos salários. É hora de “demitirmos” de vez esses maus políticos, que não dignificam a missão que nós, eleitores, lhes outorgamos. Só nós, com nosso precioso voto, podemos pôr essa gente improdutiva e sem escrúpulos para fora do Congresso Nacional e das assembleias legislativas. Por isso, não se iluda. Não se deixe levar por discursos bonitos, por falsas promessas. Em 2010, vamos tentar, com nosso voto, dar um basta em tudo isso que está aí. Só nós podemos fazer isso. Ninguém mais. 

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Continuamos no passado

Nesta semana, vi, pela TV, duas cenas que me deixaram impressionado. A primeira foi a briga, travada nas dependências do Senado, entre os senadores Pedro Simon, Renan Calheiros e Fernando Collor. Vi um Pedro Simon acuado, um Renan Calheiros atrevido e um Fernando Collor ameaçador, com a mesma cara arrogante dos seus tempos de presidente da República. A cara feia de Collor ainda está na minha cabeça. 

Outra cena curiosa que vi foi uma reapresentação, na TV Cultura, de um programa de entrevista, chamado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 1978, época em que ele era apenas um dirigente sindical. Naquele tempo, ainda em plena ditadura militar, era somente Luiz Inácio da Silva. Não tinha o “Lula” no nome. O Lula que estava ali era um outro Lula, totalmente diferente do Lula de hoje. Era um Lula pelo menos aparentemente apolítico. Um Lula em seu "estado puro". Na entrevista, Lula disse que não tinha pretensões políticas. Cometendo muito mais erros de português do que ele comete hoje, ele diz: “Não dou pra político”, querendo dizer que não tinha vocação para a política partidária. O tempo encarregou-se de provar o contrário. Mas esse Lula que apareceu nessa entrevista de 1978 não existe mais. O Lula de hoje, político, presidente da República, é um Lula com 31 anos de distância daquele Lula sindicalista, apolítico. 

Mas o que eu quero dizer é que, passados todos esses anos de história, de lutas contra a ditadura, de lutas pela redemocratização do País, de luta para mudar o Brasil, modernizá-lo, transformá-lo em uma nação soberana, livre, com cada vez menos injustiças sociais, com todas as suas instituições políticas e jurídicas mais aperfeiçoadas, o que se vê hoje, ainda, na politica nacional são velhos “coronéis” ainda dando as cartas, Apesar de toda luta, de todas as transformações pelas quais o Brasio passou nos últimos 30 anos, muita gente que já deveria estar na lata de lixo da história deste país ainda continua aí, mandando e desmandando, e, o que é pior, apoiados por muitos daqueles que diziam estar lutando pela redemocratização e pela modernização de nosso país, inclusive o presidente Lula. Triste sina a nossa. Continuamos no passado. 

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Pereira Barreto, rumo ao século XXI


Durante as últimas eleições, eu dizia que Pereira Barreto precisava ter um prefeito que trouxesse nossa cidade para o século XXI. Eu sempre disse que, apesar de todos dos avanços tecnológicos e culturais pelos quais o Brasil e o mundo passou nos últimos anos, nossa cidade ainda parece viver na década de 70. Contra-argumentando, alguém poderia dizer que Pereira Barreto é uma cidade pequena, afastada dos grandes centos, nosso povo é simples e tem, em sua maioria, um baixo poder aquisitivo. Trata-se de uma visão comodista da situação. Apesar de todas as dificuldades, apesar de todos os argumentos em contrário que se possam arranjar, Pereira Barreto precisa urgentemente vir para o século XXI. Mas isso não depende somente da Administração Pública do município, mas também da sociedade local, dos empresários, do comércio, enfim, de toda a comunidade. 

Olhem, na foto acima, como estão sendo tratados nossos monumentos públicos. Aliãs, o que fizeram com a Praça da Bandeira, quando a reformaram, alguns anos atrás, foi um crime contra a história da cidade. Em Pereira Barreto, o tempo é irrelevante. Não se avança rumo ao futuro, mas também não se respeita o passado.

Em 1996, eu e mais um grupo de pessoas da cidade tivemos a ideia de trazer a Internet para Pereira Barreto. Mesmo, na época, sendo a Internet um luxo só acessível aos grandes centros, não medimos esforços para trazer esse novo meio de comunicação para nossa cidade. Foram dois anos de luta, pois, naquele tempo, os serviços de comunicação eram, ainda, estatizados e, por isso, as empresas do setor estavam sucateadas. Somente em julho de 1998, é que conseguimos, finalmente, colocar nossa cidade no mundo virtual. Passamos a acesso à Internet muito antes do que muita cidade de porte médio de nosso país. 

Se a sociedade pereira-barretense deixasse um pouco de viver de filantropia e se unisse mais para conseguir trazer mais benefícios para nossa cidade, até os problemas sociais poderiam ser atenuados. Somos uma estância turística. Se a gente quer atrair visitantes para a nossa cidade e, consequentemente, mais recursos e empregos para a cidade, temos de torná-la mais agradável, com mais opções de lazer, de cultura, de entretenimento, mais opções no comércio. Não podemos ficar esperando que tudo isso caia do céu, nem que o prefeito atual faça algum milagre. Não podemos esperar nada do governo estadual, já que parece que a filosofia da atual administração do Estado é jogar tudo o que for possível nas mãos dos municípios.

Algum tempo atrás, conversando com uma pessoa pela Internet, ao saber que eu era de Pereira Barreto, ela me disse que já tinha vindo visitar nossa cidade a trabalho. Mas ela me contou uma história que me deixou, como pereira-barretense, envergonhado. Ela disse que sofreu um pequeno acidente e, como não pôde ser atendida no Pronto Socorro local, teve de se deslocar até Ilha Solteira para ter atendimento médico. Isso é uma vergonha! Se nem um atendimento médico básico a gente pode oferecer aos nossos visitantes, quando necesário, como nós podemos querer ser uma cidade turística de verdade? 

Aliás, saúde é um problema sério em nossa cidade. Acho bastante louvável que se façam campanhas para arrecadar fundos para o Hospital do Câncer de Barretos. Afinal de contas, é uma entidade que faz um trabalho admirável, o que a tornou um dos maiores centros de referência no tratamento do câncer no País. Muita gente de nossa cidade e da região se trata naquele Hospital. Mas também não podemos nos esquecer de que a Santa Casa de Misericórdia de Pereira Barreto, a única unidade hospitalar da cidade, apesar de todos os esforços da provedora, minha amiga Nair, e de toda a irmandade, vive em permanente dificuldade. Pela enormidade dos problemas financeiros que tem, é um milagre ela ainda estar em pleno funcionamento. E lembro: ela é a nossa única unidade hospitalar. Mesmo com todas as suas carências e dificuldades, é nela que nós, pereira-barretenses, quando temos algum problema de saúde de emergência, recebemos o primeiro atendimento médico, socorro sem o qual muitas vidas se perderiam, pois os hospitais mais próximos ficam a uma distância mínima de 40 quilômetros daqui. Essa distância e o tempo perdido na viagem, sem um primeiro atendimento médico, podem tirar a vida de muita gente. 

CIDADE CONTRA CIDADE – 40 ANOS ATRÁS

Pouca gente se lembra ou tem conhecimento disso, mas, no próximo dia 08 de agosto, fará 40 anos que Pereira Barreto participou do programa “Cidade contra Cidade”, apresentado por Sílvio Santos, na TV Tupi de São Paulo. Disputamos com a cidade de Itapeva, do Vale do Ribeira, e e perdemos a disputa. A causa maior da derrota era e desigualdade entre as cidades participantes. A produção do programa não tinha muitos critérios e escalavam para competir cidades de portes diferentes. Contra Itapeva, uma cidade bem mais antiga e bem maior que Pereira Barreto, havia, evidentemente, pouca chance de vitória. 

Mas, para mim, que, ainda um pré-adolescente na época, o fato mais relevante dessa história foi a união de toda a comunidade pereira-barretense daquela época para participar do programa. Durante os meses que antecederam a disputa, toda a sociedade local se mobilizou para mostrar para todo o Estado de São Paulo, sul do Mato Grosso (hoje, Mato Grosso do Sul), sul de Minas Gerais e norte do Paraná, isto é, aonde chegava o sinal da extinta TV Tupi de São Paulo, o que Pereira Barreto tinha de melhor. Muitas promoções foram feitas, a fim de arrecadar recursos. O programa iria ao ar, ao vivo, numa sexta-feira, dia 08 de agosto de 1969. Na noite anterior ao programa, eu me lembro de centenas de pessoas aglomeradas em frente ao CAP para embarcar em um dos vários ônibus que iriam levá-las à capital do Estado para assistir ao programa e torcer pela nossa cidade. Como o aniversário de Pereira Barreto, que completaria, então, 41 anos, seria na segunda-feira seguinte, dia 11, o então prefeito Ernesto Trentin antecipou o feriado de aniversário para aquela sexta-feira, dia 08. Foi um dia de muita expectativa e ansiedade em Pereira Barreto, com todo o mundo aguardando a noite chegar para ver a nossa cidade na TV. Mas ninguém se iludiu, achando que Pereira Barreto ganharia a disputa. O importante para os pereira-barretenses daquele tempo era participar. Hoje, pouca gente se lembra de tudo isso. 

Infelizmente, hoje, os tempos são outros, e as pessoas também são outras. 



segunda-feira, 27 de julho de 2009

Gripe suína e a mídia

Mais uma vez, fiquei um pouco afastado deste blog. Mas cá estou eu novamente. 

O assunto de hoje é a tal gripe suína, ou influenza A (H1N1), como quer a Organização Mundial de Saúde. Essa pandemia tem trazido muita preocupação às pessoas em todo o mundo. Isso é natural. 

No entanto, o que está chamando a atenção nessa história é o grande alarde que a mídia vem fazendo em relação ao assunto. É obrigação da imprensa esclarecer, informar. Rrata-se de uma gripe, com um índice de letalidade muito baixo, igual ao da chamada gripe “comum”. No entanto, pela forma com quem a mídia vem veiculando informações sobre a pandemia, tem-se a impressão de que a influenza A (H1N1) é uma doença mortal. “Rio Grande do Sul confirme mais 5 mortes pela gripe suína” (uma das manchetes da FOLHA DE S. PAULO de hoje). Isso dá a impressão de que a nova gripe está causando mortes em massa, o que não é verdade. Ela é apenas uma gripe. Mesmo sendo uma cepa nova de vírus gripal, ainda pouco conhecido, mas é apenas uma gripe, cujos casos mais graves são ratos. Enquanto isso, muito mais gente continua morrendo em decorrência das chamadas gripes “comuns”. 

Outro detalhe curioso na forma de informar é quando a mídia divulga o número de casos. Anuncia-se, por exemplo, que o Brasil registrou mais de 1.500 casos. A impressão que isso passa à maioria das pessoas é de que o Brasil tem, hoje, 1.500 casos de gripe suína, o que não é verdade. Esse número representa o total de pessoas que se contaminaram desde o início da pandemia, e não o total de doentes do momento atual. 

Claro que as pessoas devem se prevenir, adotar atitudes que dificultem a contaminação, como lavar as mãos frequentemente, evitar permanecer em ambientes fechados com um grande número de pessoas, evitar aglomerações, etc. O que não se justifica é o pânico. 

terça-feira, 14 de julho de 2009

Vem aí mais um "cabidão" de empregos do governo federal

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, declarou na última segunda-feira,dia 13 de julho, que o governo quer criar uma estatal para gerenciar a exploração do petróleo da chamada camada pré-sal. Segundo o ministro, a proposta final será entregue ao presidente em 15 dias. Ele disse ainda que Lula ouvirá mais algumas pessoas e depois deve enviar um projeto de lei ao Congresso. 

Lobão informou, ainda, que deverá ser criado um fundo, ainda sem nome, para aplicar parte dos recursos arrecadados com o petróleo da camada pré-sal nas áreas de saúde, educação e trabalhista. "O fundo se destinará à manutenção de educação, saúde e questões sociais de outra natureza, como um fundo trabalhista," explicou Lobão. Ele disse que não está definido ainda o percentual de partilha que serão aplicados na exploração do pré-sal. 

Que gesto nobre do governo!
 
Gente, para que uma estatal exclusivamente para administrar a exploração da camada pré-sal? A própria Petrobrás pode se encerregar disso. 
 
Como eu disse no título, é mais um "cabidão de empregos" para os "companheiros". É mais uma estatal para ajudar a tapar os rombos na folha de pagamento da União, como mostrou uma reportagem recente da FOLHA DE S. PAULO. Mais uma etatal para ser loteada entre os políticos da base aliada do governo. 
 
Além da tal estatal, vai ser criado, também um fundo social, a fim de aplicar os recursos gerados pela camada pré-sal na educação, na saúde e na área trabalhista. A ideia, a príncípio parece bonita e benevolente, mas quem conhece a classe política brasileira sempre vê esse tipo de iniciativa com certa desconfiança. 
 
O governo informa, ainda, que vai ser criado sistema de partilha de produção na exploração da camada pré-sal. Nesse sistema, os recursos do óleo extraído serão divididos entre a futura estatal e as empresas que forem escolhidas, por meio de licitação, para desenvolver os campos. também, no pré-sal, não será cobrada a participação especial (tributo) nem haverá divisão dos lucros com os Estados e os municípios, que só deverão ter acesso ao dinheiro do pré-sal por meio do fundo social a ser gerenciado pelo Ministério da Fazenda. Só que esse sistema de partilha valerá somente para o petróleo do pré-sal e outras áreas consideradas estratégicas. A exploração de demais áreas, continuará na fórmula atual, de concessão a empresas. 
 
Vamos ver o que vem por aí? 

domingo, 12 de julho de 2009

E viva a farra com nosso dinheiro!

Como se já não bastasse todos os escândalos que vem vivendo o Senado brasileiro, hoje, o jornal FOLHA DE S. PAULO trouxe uma matéria de conteúdo deveras preocupante. Segundo o jornal, de cada dez funcionários dos gabinetes dos senadores, oito estão lá por indicações políticas, sem concurso público. E quem seria essa gente que entope os gabinetes do Senado e onera os cofres públicos? Segundo a FOLHA são ex-prefeitos, deputados e vereadores que não se reelegeram, candidatos derrotados e integrantes das máquinas partidárias. Rejeitadas pelo eleitor, essa gente é transformada em assessores parlamentar. Como representam mais de 83% dos funcionários que estão lotados nos gabinetes dos senadores, eles contribuem, e muito, para o inchaço da folha de pagamento da Casa.

Não há a menor dúvida de que a maioria desse pessoal está lá apenas para garantir um bom salário e alguns privilégios próprios de funcionários públicos graduados. Poucos são realmente úteis à instituição para a qual trabalham. O Senado sobreviveria sem eles. Mas, infelizmente, já faz parte da cultura política do Brasil, viver do dinheiro público sem nenhuma culpa. Afinal de contas, que diferença faz um funcionário a mais, uma passagem aérea a mais, um carro oficial a mais? Somos nós, os contribuintes, que estamos pagando mesmo. Viva a farra com o nosso dinheiro!

E viva a farra com o nosso dinheiro!

Como se já não bastasse todos os escândalos que vem vivendo o Senado brasileiro, hoje, o jornal FOLHA DE S. PAULO trouxe uma matéria de conteúdo deveras preocupante. Segundo o jornal, de cada dez funcionários dos gabinetes dos senadores, oito estão lá por indicações políticas, sem concurso público. E quem seria essa gente que entope os gabinetes do Senado e onera os cofres públicos? Segundo a FOLHA são ex-prefeitos, deputados e vereadores que não se reelegeram, candidatos derrotados e integrantes das máquinas partidárias. Rejeitadas pelo eleitor, essa gente é transformada em assessores parlamentar. Como representam mais de 83% dos funcionários que estão lotados nos gabinetes dos senadores, eles contribuem, e muito, para o inchaço da folha de pagamento da Casa.

Não há a menor dúvida de que a maioria desse pessoal está lá apenas para garantir um bom salário e alguns privilégios próprios de funcionários públicos graduados. Poucos são realmente úteis à instituição para a qual trabalham. O Senado sobreviveria sem eles. Mas, infelizmente, já faz parte da cultura política do Brasil, viver do dinheiro público sem nenhuma culpa. Afinal de contas, que diferença faz um funcionário a mais, uma passagem aérea a mais, um carro oficial a mais? Somos nós, os contribuintes, que estamos pagando mesmo. Viva a farra com o nosso dinheiro!

domingo, 5 de julho de 2009

Fonte inesgotável

O Senado brasileiro parece ser uma fonte inestável de falcatruas com o dinheiro público, isto é, com o seu dinheiro, com o meu dinheiro, com o nosso dinheiro. Já não bastavam as inúmeras denúncias recentes já divulgadas pela mídia recentemente, tendo como protagonisto o presidente da Casa, José Sarney, o jornal FOLHA DE S. PAULO de hoje, 05 de julho de 2009, publica matéria segundo a qual a Mesa Diretora do Senado teria criado em 1997 três contas bancárias que não constariam da contabilidade oficial nem do Siafi, que é o sistema que acompanha os gastos públicos. Segundo o jornal, oex-diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, movimentava quase sem fiscalização essas contas, cujos saldos somam hoje R$ 160 milhões. 

Será que isso não vai acabar mais? Ou será que temos ainda muita coisa a ser descoberta nos porões da Câmara alta brasileira?