"Benefícios triplicam ganhos de deputados". Esta é a manchete principal de hoje do jornal FOLHA DE S. PAULO. A soma dos benefícios em dinheiro que ods nossos deputados federais recebem atinge entre R$ 48 mil e R$ 62 mil por mês, que é mais que o triplo de seu salário de R$ 16.512,09. O total não inclui infraestrutura e assistência médica. No caso dos senadores, cujo salário é o mesmo, os benefícios engordam e ficam entre R$ 74,7 mil e R$ 119,7 mil. Como se vê, ser deputado federal é mesmo um bom negócio.
As revistas semanais, vez por outra, costumam trazer algumas relevações bombásticas. A "vítima" desta semana é João Carlos Zoghbi, que, por cerca de dez anos, foi diretor de Recursos Humanos do Senado, onde comandava uma folha de pagamentos de 10 mil funcionários, que consome R$ 2,3 bilhões por ano. Segundo a revista ÉPOCA, que está indo às bancas neste final de semana, ele teria acumulado poder, patrimônio, muitos desvios éticos e irregularidades. A revista apresenta várias acusações contra o ex-funcionário do Senado, envolvendo também familiares seus. Claro que tudo tem de ser investigado com seriedade e devidamente provado. A mídia, no Brasil, muitas vezes, expõe, de forma irresponsável, a honra das pessoas. Isso é grave. Cansei de ver sentenças publicadas em revistas, por determinação judicial, em razão de reportagens que atngiram a honra de pessoas. Por isso, é preciso tomar muito cuidado comisso. Acusar publicamente alguém de crimes e, depois, não provar, é algo muito sério. Não se pode brincar com a honra das pessoas. Por essa razão, analiso esses tipos de denúncias, muito comuns em jornais de domingo e revistas semanais, com muita reserva.

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