quinta-feira, 2 de abril de 2009

O mundo gira, e as coisas acontecem...

DISCURSO ANTIGO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez, nesta semana, um duro ataque às economias desenvolvidas, alegando que elas são as responsáveis não apenas pela atual crise econômica, mas também pela degradação ambiental, pelos desequilíbrios nos comércios e até mesmo pela insegurança coletiva. Enfim, Lula, que participou de uma reunião entre países árabes, em Doha, capital do Qatar, e, hoje, deverá estar em Londres, para a reunião do G20, culpa os países ricos por praticamente todos os problemas da humanidade. 

Sou avesse a esse tipo de discurso. Essa postura de coitadinhos, de autocomiseração, de “eu sou pobre porque eles são ricos” ou “eles são ricos porque nós somos pobres”. é tão antiga, tão demodê, que já encheu as medidas. 

Não estou defendendo os países ricos. Não os estou isentando de culpa. Muito pelo contrário. Mas está na hora de a gente assumir o discurso de que eles são culpados, sim, mas nós também temos a nosso quinhão de culpa por isso. Temos de reconhecer que somos, também, responsáveis por nossas mazelas. 

PRISÃO ESPECIAL PODE ACABAR

Uma novidade bem interessente é que o plenário do Senado aprovou ontem um projeto que acaba com a prisão especial para quem tem curso superior. Agora, o projeto segue para votações na Câmara dos Deputados. Se aprovado, vai para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

De acordo com informações do portal G1, pelo projeto, o benefício de prisão especial seria retirado tanto de quem tem curso superior como de algumas autoridades, como ministros de Estado, governadores, deputados, prefeitos e vereadores. Seriam mantidas somente prisão especial para o presidente da República, juízes e membros do Ministério Público da União. Uma novidade do projeto é que os juízes poderão autorizar também prisão especial em casos que envolvam risco de vida ou ameaça à integridade física de quem cometeu crimes.

Interessante essa decisão. Agora, só falta acabar, também, com o tal de foro privilegiado para deputados e certas autoridades. 

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