Em reunião realizada ontem, segunda-feira, dia 13/04, com o conselho político, que é formado pelos catorze partidos da base aliada do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a liberação de até R$ 1 bilhão em crédito suplementar para repor as perdas das prefeituras com o famoso Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Esse gesto de boa vontade tem a ver, é claro, com as próximas eleições. É imporante conquistar o apoio dos prefeitos nas próximas eleições presidenciais, no ano que vem. Por isso, o presidente deu ordens expressas à sua equipe econômica para atender aos prefeitos. "Próximas eleições" continuam sendo o grande combustível da administração pública brasileira em todos os níveis, como se tem visto. Parece que já faz parte da nossa cultura política.
SERÁ O FIM DO EMBARGO?
O governo dos Estados Unidos anunciou ontem o fim das restrições para que cubanos que vivem nos EUA possam viajar a Cuba e enviar a seus familiares que moram em Cuba dinheiro ou artigos como produtos de higiene, roupas e outros produtos. Além disso, empresas norte-americanas de telecomunicações também foram autorizadas a realizar licenciamentos em Cuba para implementar serviços de telefonia fixa e celular, transmissão de TV via satélite e internet. Isso não significa, ainda, o fim do embargo dos EUA a Cuba, que dura 47 anos, mas as medidas anunciadas abrem a possibilidade de voos comerciais regulares serem restabelecidos com a ilha. Hoje, só há voos fretados. Existem cerca de 1,5 milhão cubanos e descendentes de cubamos vivendo hoje nos Estados Unidos e que ainda têm parentes na Ilha.
No entanto, para não dar o braço a torcer, num artigo publicado no site oficial Cubadebate, horas depois do anúncio do presidente Barack Obamaem. o ditador cubano, que oficialmente está fora do poder, ou seja, que finge não ser mais o governante da Ilha, disse que "Cuba resistiu e continuará resistindo" e "não estenderá jamais suas mãos pedindo esmola". E Fidel complementou: "Nem uma palavra foi dita sobre o embargo, que é a mais cruel de todas as ações".
Mas o fim do embargo não depende só de Barak Obama, mas também de aprovação do Congresso norte-americano e, conforme posição oficlal do governo dos Estados Unidos, só ocorrerá quando Cuba tiver eleições libres em todos os níveis e for uma verdadeira democracia, coisa que Cuba está longe de ser, pelo menos por enquanto.
Estes são os assuntos que eu queria abordar hoje.

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