quinta-feira, 2 de abril de 2009

Povão ignora o G20 e muitos decasséguis podem voltar para o Brasil - são os destaques de hoje

Embora a maioria da população, ou seja, das pessoas comuns, praticamente ignore o assunto, o destaque da imprensa hoje é para a tal reunião do chamado G20, em Londres. A principal manchete do jornal O ESTADO DE S. PAULO de hoje é “G-20 vai lançar pacote de US$ 1 trilhão contra a crise. A manchete da FOLHA DE S. PAULO é semelhante: “G20 deve liberar US$ 1 tri contra crise”. As manchetes dos dois principais jornais paulistas referem-se ao fato de que, na reunião do G20, deve ser fechado um acordo para injetar US$ 1 trilhão em instituições multilaterais como o Fundo Monetário Internacional para combater a atual crise econômica mundial. 

MUITA GENTE PODE VOLTAR DO JAPÃO

O governo japonês começou a oferecer dinheiro para que descendentes, entre eles, obviamente, brasileiros, deixem aquele país. Com a crise e o desemprego, cada decasségui desempregado no Japão poderá receberá 300 mil ienes (cerca de R$ 6.700) para a passagem aérea, além de 200 mil ienes (R$ 4.500) por dependente para deixar o País. Mas há exigências: quem aceitar a oferta não poderá retornar ao Japão com o visto de trabalho. Ocorre que, devido às duras leis de imigração do Japão, a maioria dessas pessoas não conseguirá um novo emprego no Japão caso decidam retornar para lá. 

Os brasileiros formam a maior comunidade de decasséguis, com 310 mil representantes, seguidos pelos peruanos, com 60 mil. Levando em conta os não descendentes de japoneses, chineses e sul-coreanos são o maior número de estrangeiros. A maior parte desse pessoal foi atraída no início da década passada, quando o governo facilitou a entrada dos decasséguis para fornecer mão de obra para as fábricas locais, já que a população japonesa, envelhecida, não conseguia suprir a demanda. Mas, agora, no entanto, a coisa mudou. A taxa de desemprego chegou a 4,4% em fevereiro (a expectativa é que supere os 5% até o fim do ano), a produção industrial vem caindo em ritmo recorde -devido à queda nas demandas interna e externa- e, mesmo com os pacotes do governo, não há expectativa de recuperação da economia no curto prazo. No quarto trimestre do ano passado, o PIB do Japão, a segunda maior economia mundial, retraiu-se em 12,1% na taxa anualizada, a maior queda em 34 anos. Boa parte dos trabalhadores estrangeiros tem empregos temporários, especialmente em montadoras e fábricas de produtos eletrônicos, que tiveram forte queda na produção devido à queda nas exportações. Segundo o Ministério do Trabalho japonês, cerca de 9.300 imigrantes se inscreveram nos centros de auxílio aos desempregados entre novembro do ano passado e janeiro, 11 vezes mais do que no mesmo período de 2007 a 2008. As informaçoes são do jornal FOLHA DE S. PAULO. 


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