Na semana retrasada, um dos assuntos mais comentados em todo o País foi, sem dúvida, o caso da menina de nove anos estuprada no interior de Pernambuco e a consequente excomunhão da mãe da menina e dos médicos que fizeram o aborto, devidamente legal, na manina.
Estranhamento, a revista VEJA, da Editora Abril, só noticiou o caso numa curta nota na seção “Datas”. As revistas ISTO É, da Editora Três, e ÉPOCA, da Editora Globo (pertencente às Organizações Globo, que também é dona da Rede Globo de Televisão), também não deram nenhum destaque ao assunto, que foi um dos casos mais abordados pelos jornais, portais de notícia na Internet e na TV. Das quatro principais revistas semanais, somente CARTA CAPITAL, da Editora Confiança, é que abriu espaço para o caso.
No entanto, na edição que está indo às bancas neste final de semana, a revista VEJA apresenta, agora, uma entrevista com o arcebispo de Olinda e Recife, d. José Cardoso Sobrinho. Na entrevista, que está nas páginas amarelas, d. José esclarece que não foi ele que excomungou os médicos que praticaram o aborto e a mãe da menina. “Eu não posso excomungar ninguém. Eu simplesmente mencionei o que está escrito na lei da Igreja, o cânone 1 398, do Código de Direito Canônico, que está aí nas livrarias para qualquer um ler. Por essa lei, qualquer pessoa que comete aborto está excomungada, por uma penalidade que se chama latae sententiae, um termo técnico que significa automática”, se defende o religioso.
Na entrevista, D. José diz que está com sua consciência tranquila, que cumpriu seu dever. Ele diz que não podia prever a reação em nível nacional e internacional e que estaria com remorso se tivesse ficado em silêncio.
O estranho é que, além dessa entrevista com o arcebispo de Olinda e Recife e de uma leve referência ao assunto na “Carta ao Leitor”, não há mais nenhuma citação ao caso nas páginas da edição de VEJA que está indo às bancas de todo o País neste final de semana, o que me dá a impressão de que a revista está tentando “blindar” a Igreja Católica Romana. A entrevista com o arcebismo reforça essa minha desconfiança. Como assinante da revista, mandei um e-mail questionando a postura da revista. A resposta foi que VEJA falou sobre o caso na seção “Datas”. Reiterei meu protesto, alegando, obviamente, a insignificância da seção “Datas”, mas não obtive mais resposta da revista.
Eu tive uma criação católica. Hoje, sou um livre-pensador, desvinculado de qualquer segmento religioso, embora não seja ateu. O que eu achei estranho é que um assunto tão divulgado pela mídia, tão explorado pelas redes de TV, tão discutido pelo País afora, não tenha merecido nenhum destaque da mais importante revista de informação brasileira.
Mais estranho ainda é que só a revista CARTA CAPITAL, que costuma defender as estripulias do MST, de Hugo Chaves e outras coisas exóticas, deu destaque ao caso na semana passada.
Estranhamento, a revista VEJA, da Editora Abril, só noticiou o caso numa curta nota na seção “Datas”. As revistas ISTO É, da Editora Três, e ÉPOCA, da Editora Globo (pertencente às Organizações Globo, que também é dona da Rede Globo de Televisão), também não deram nenhum destaque ao assunto, que foi um dos casos mais abordados pelos jornais, portais de notícia na Internet e na TV. Das quatro principais revistas semanais, somente CARTA CAPITAL, da Editora Confiança, é que abriu espaço para o caso.
No entanto, na edição que está indo às bancas neste final de semana, a revista VEJA apresenta, agora, uma entrevista com o arcebispo de Olinda e Recife, d. José Cardoso Sobrinho. Na entrevista, que está nas páginas amarelas, d. José esclarece que não foi ele que excomungou os médicos que praticaram o aborto e a mãe da menina. “Eu não posso excomungar ninguém. Eu simplesmente mencionei o que está escrito na lei da Igreja, o cânone 1 398, do Código de Direito Canônico, que está aí nas livrarias para qualquer um ler. Por essa lei, qualquer pessoa que comete aborto está excomungada, por uma penalidade que se chama latae sententiae, um termo técnico que significa automática”, se defende o religioso.
Na entrevista, D. José diz que está com sua consciência tranquila, que cumpriu seu dever. Ele diz que não podia prever a reação em nível nacional e internacional e que estaria com remorso se tivesse ficado em silêncio.
O estranho é que, além dessa entrevista com o arcebispo de Olinda e Recife e de uma leve referência ao assunto na “Carta ao Leitor”, não há mais nenhuma citação ao caso nas páginas da edição de VEJA que está indo às bancas de todo o País neste final de semana, o que me dá a impressão de que a revista está tentando “blindar” a Igreja Católica Romana. A entrevista com o arcebismo reforça essa minha desconfiança. Como assinante da revista, mandei um e-mail questionando a postura da revista. A resposta foi que VEJA falou sobre o caso na seção “Datas”. Reiterei meu protesto, alegando, obviamente, a insignificância da seção “Datas”, mas não obtive mais resposta da revista.
Eu tive uma criação católica. Hoje, sou um livre-pensador, desvinculado de qualquer segmento religioso, embora não seja ateu. O que eu achei estranho é que um assunto tão divulgado pela mídia, tão explorado pelas redes de TV, tão discutido pelo País afora, não tenha merecido nenhum destaque da mais importante revista de informação brasileira.
Mais estranho ainda é que só a revista CARTA CAPITAL, que costuma defender as estripulias do MST, de Hugo Chaves e outras coisas exóticas, deu destaque ao caso na semana passada.

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